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Tag: Virgínia de Castro e Almeida

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Virgínia de Castro e Almeida

ip10virginia Virgínia de castro e Almeida Nasceu em 1874 em Lisboa. De uma família de aristocratas, começou a escrever composições dramáticas aos 8 anos e, em 1895, iniciou a sua carreira de escritora, utilizando o pseudónimo Gy, com o livro Fada Tentadora, que foi considerado como obra pioneira da literatura infantil, em Portugal. Em 1907, dirigiu a colecção "Biblioteca para meus Filhos" para a Livraria Clássica Editora, na qual foram publicadas várias obras suas. Com o objectivo de instruir as crianças, de forma fácil e divertida, Virgínia Castro e Almeida publicou, nessa colecção, livros com noções científicas, como Céu Aberto (1907), Em Pleno Azul (1907), Pela Terra e pelo Ar (1911) e As Lições de André (1913). Preocupada com as questões da educação e da formação da mulher, a escritora publicou: Como Devo Governar a Minha Casa (1906) e Como Devemos Criar e Educar os Nossos Filhos (1908). A partir de 1918, viveu durante bastante tempo, em França e na Suíça, onde difundiu a literatura e a história portuguesas, traduzindo obras de escritores, como João de Barros, Garcia de Resende, Camões, entre outros. Para isso, publicou Les Grands Navigateurs et Colons Portugais du XVe et du XVIe siècle – Antologie des Ecrits de l'Epoque (1936-1938, obra em 5 volumes), Conquests and Discoveries of Henry the Navigator e Itinéraire Historique du Portugal (1940). Como tradutora, verteu para português obras de Dickens, Georges Sand, Marco Aurélio, Cervantes, entre outros. Foi a primeira mulher a ter um papel relevante na nossa história de cinema. Virgínia de Castro e Almeida, escritora de renome, fundou em 1922 a Fortuna Filmes. A primeira produção da Fortuna Filmes tem por título Sereia de Pedra e foi extraída do romance de sua autoria intitulado Obra do Demónio. Os Olhos da Alma, segunda produção da Fortuna Filmes, era também baseado num argumento de Virgínia de Castro e Almeida e a acção desenrola-se na Nazaré, local que foi assim descoberto para o cinema pela primeira vez. Este filme foi exibido em França, com grande sucesso, sob o título Les Yeux d´Ame, e a sua estreia teve lugar no Ciné Select no dia 11 de Dezembro de 1923. Durante o período que viveu no estrangeiro, apercebeu-se da inutilidade das noções científicas que tentou introduzir nos seus livros infantis, passando, então, a incentivar a criatividade e a imaginação através de História de Dona Redonda e da sua Gente (1942) e de Aventuras de Dona Redonda (1943). Em Genebra, enquanto desempenhou o cargo de delegada do governo salazarista na Sociedade das Nações, Virgínia de Castro e Almeida escreveu também, em colaboração com o Secretariado de Propaganda Nacional, pequenos livros de difusão histórica e de doutrinação dos valores e da visão do Estado Novo. Virgínia de Castro e Almeida faleceu no ano de 1945 em Lisboa.  
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«Os Olhos da Alma» marca o regresso de Roger Lion ao cinema português

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Após a «Sereia de Pedra», a Fortuna Films produziu, ainda em 1923, «Os Olhos da Alma», baseado numa outra obra de Virgínia de Castro e Almeida, novamente com a realização de Roger Lion. Em causa, a exploração de um tema definido pela própria escritora: «O homem, tornado presa das suas paixões, decide refugiar-se na floresta, densa, donde a cada passo sai coberto de sangue». A rodagem decorreu na Nazaré, em Alcobaça, Batalha e Lisboa, com um orçamento de seiscentos contos, sendo protagonistas: Gil Clary (Isolda), Maria Emília Castelo Branco (Rosária), Eduardo Brazão (Dionísio, o moleiro), Charles Maxudian (Diogo Sousa), João Lopes (Rodrigo de Meneses) entre outros. Numa comunidade da orla costeira sobressaem dois clãs – um pequeno mas influente, formado pelos proprietários dos barcos, que a família Sousa Lidera; outro maior, mas de baixos recursos, os pescadores cujas traineiras saem incansavelmente para o mar. Ambicioso e sem escrúpulos, Diogo Sousa provoca uma revolta, refugiando-se em casa do amigo Rodrigo de Meneses. Atraído pela sua filha Isolda, Diogo usa um terrível segredo – que Rodrigo lhe revelou, pouco antes de morrer – para forçá-la ao casamento. Ora, os acontecimentos precipitam-se, pondo Diogo em fuga. Apaixonada por um primo, Álvaro, Isolda viverá, porém, sempre atormentada pela ameaça de Diogo. O filme teve distribuição da Companhia Cinematográfica de Portugal, «Os Olhos da Alma», foi apresentado em Lisboa, no Tivoli, a 30 de Março de 1925, e no Porto a 13 de Maio do mesmo ano.

 
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O filme «Os Faroleiros» destaca-se nas produções de 1922

 

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Nesse mesmo ano, de 1922, produzem-se os filmes «Tempestades da Vida» de Augusto de Lacerda, interpretado pelos actores Augusto de Lacerda, Brunilde Júdice, Fernanda Pereira, Duarte Silva e Aldina de Sousa. Segue-se o filme «Os Faroleiros» do francês Maurice Mariaud. Este realizador é contratado pela «Caldevilla Film» em 1922 para dirigir este filme cuja história incidia sobre um triângulo amoroso, vivida numa aldeia de pescadores, culminando num farol do litoral. Nos intérpretes surgiam entre outros os nomes de Maria Sampaio e Castro Neves. Os restantes filmes foram «Sereia de Pedra», produção da «Fortuna Film», adaptado do romance «Obra do Diabo» de Virgínia de Castro e Almeida. A realização coube a Roger Lion. Segue-se o filme «O Rei da Força» realizado por Ernesto de Albuquerque e protagonizado por Rui Cunha, Amélia Perry, Lina de Albuquerque, Duarte Silva, Maria Sampaio entre outros. «O Centenário» foi realizado pelo autor teatral Lino Ferreira, baseado numa peça escrita pelos famosos irmãos Quintero. O elenco era de primeira linha, com os nomes sonantes de Ilda Stichini, José Ricardo, Joaquim Costa, Rafael Marques e Jorge Grave. A terminar o ano, surgia a primeira versão do famoso romance de Júlio Dinis, «As Pupilas do Sr. Reitor».

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