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Tag: Perpétua

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Depoimento de Leitão de Barros

"Maria Papoila é um filme popular. Realizado dentro de uma técnica simples, pois não pretende revolucionar a cinematografia, procurei rodeá-lo de todas as condições que possam despertar a atenção do público. Foi para ele que trabalhei, sem outras preocupações que não fossem as de realizar espectáculo acessível, no qual a alegria e a emoção têm lugares marcados. A missão do cinema é contar - e quanto mais reportagem da vida, mais certo é. Eis por que a realização do meu filme não tem quaisquer aspectos transcendentes. Pelo contrário, toda a acção decorre numa toada simples, como simples é a história de amor que a anima. Bem sei que o cinema, para muita gente, devia ter características intelectuais e directrizes superiores. Mas a verdade é que a sua feição mais acentuada é a de ser um espectáculo de multidões." 14 Leitão de Barros (em entrevista)
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Os intérpretes de «Maria Papoila»

11Intérpretes: Mirita Casimiro - Maria Papoila / António Silva - Mr. Scott / Eduardo Fernandes - Eduardo da Silveira / Maria Cristina - Margarida / Alves da Costa - Carlos / Emília de Oliveira - D. Efigénia / Joaquim Pinheiro - Soldado 27 / Virgínia Soler - Elvira, a cozinheira da pensão / Amélia Pereira - D. Casimira / António Gomes - Pai de Margarida/ Perpétua dos Santos - Tia Joaquina / Barroso Lopes - Animador do Casino do Estoril e ainda: Armando Machado, Vital dos Santos; Eugénio Salvador; Estevão Amarante; Regina Montenegro; Henrique de Albuquerque... 10 Realização - Leitão de Barros / Producção - Lumiar Filmes / Argumento - Vasco Santana, José Galhardo e Alberto Barbosa / Fotografia - Isy Goldberger, Manuel Luís Vieira e Octávio Bobone / Música - Raul Portela, Raul Ferrão e Fernando de Carvalho. Duração aproximada: 98 mn. P/B Ano de produção: 1937 9
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Depoimentos sobre o filme «Bocage»

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"Bocage" confirmava, mas sem a inspiração anterior, a veia histórico-literária de Leitão de Barros. (...) Com opulenta reconstituição histórica, que aproveitou o recinto de "Lisboa Antiga", a São Bento, entre o edifício da Assembleia da República e a Delegação de Saúde de Lisboa, exteriores nos jardins de Queluz e magníficos cenários de Vasco Regaleira, onde passeiam figurinos de sonho, alguns dos quais vindos da casa Garnier, de Paris, o filme ressente-se deste predomínio do cenário em relação ao enredo, deste apagamento das figuras diante do estuque. Leitão de Barros não consegue harmonizar, como em A Severa, o estúdio e a Natureza, a verdade dos rostos e a convenção da época reconstituída. Bocage, apesar do brio de Raul de Carvalho, pouco à vontade na persongem, deixa de ser o poeta singular, a figura discutida que o povo consagrou. Ficam-nos alguns apontamentos de bom gosto e algumas canções, como a célebre "Marcha dos Marinheiros", de Carlos Calderón, sem esquecer a romança "a Amor É Cego e Vê", cantada por Tomás Alcaide. Luís de Pina, História do Cinema Português, ed. Europa-América, 1986

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A equipa técnica de «Bocage»

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O filme, fotografado por J. Barth, Salazar Dinis, Aquilino Mendes e Octávio Bobone, tinha música de Afonso Correia Leite, colaborando ainda com este compositor Armando Rodrigues, Carlos Calderón, Raul Portela e Cruz Sousa. Os exteriores foram tomados, na sua maior parte, no palácio de Queluz e na «Lisboa antiga», reconstituição feita por ocasião das festas da cidade em 1936, conjunto de edificações temporárias na esquina da Calçada da Estrela com a Rua do Quelhas e aproveitadas dessa forma,mais tarde, por Leitão de Barros.

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«Bocage» estreia em 1936 pelas mãos de Leitão de Barros

 

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Leitão de Barros  junto com a Sociedade Universal de Superfilmes, decide em 1936 transpor para as telas a história do poeta português Bocage. A figura do grande poeta português do século XIII, nascido em Setúbal em 1765 e falecido em Lisboa em 1805, de que a tradição popular irresistivelmente se apossou, é focada através dum esboceto histórico da autoria de Rocha Martins, tendo também para o efeito, escrito os diálogos que comentavam a acção e feito os versos Gustavo de Matos Sequeira e Pereira Coelho. Dentro do panorama do cinema português, «Bocage» ficou marcado como uma das mais destacadas iniciativas no campo do filme de reconstituição histórica. O esplendor da encenação só viria a ser excedido, alguns anos mais tarde, noutra obra do mesmo realizador em que, circunstância curiosa se evoca a personalidade de outro poeta português, Luís Vaz de Camões. No entanto, este filme não seria apenas uma biografia do poeta, mas sim uma história romanceada sobre a vida e amores de Bocage.

 
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O filme «As Pupilas do Sr. Reitor» constituiu um enorme êxito na época

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Com esta foto despedimo-nos do filme "As Pupilas do Sr. Reitor". Amanhã entraremos no ano de 1936. Dois filmes sairiam dos nossos estúdios nesse ano. O primeiro a estrear foi a comédia musical "O Trevo de Quatro de Folhas", que marcava o regresso de Beatriz Costa às telas do cinema. O filme teria a sua estreia a 1 de Junho desse ano no cinema Tivoli.  

(Foto do elenco do filme «As Pupilas do Sr. Reitor» durante uma pausa nas filmagens)

(Cartaz publicitário do filme de 1935)

O segundo a estrear seria o filme histórico realizado por Leitão de Barros, "Bocage". O filme contava com Raul de Carvalho no principal papel. A curiosidade é que por impossível que pareça, seria realizada uma versão para Espanha. Era o início das Co-producções com Espanha. O filme teve a sua estreia a 1 de Dezembro desse ano.
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Publicidade da época ao filme «As Pupilas do Sr. Reitor»

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António Silva, o Zé da esquina em capa da revista «Cinéfilo» de 1935

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Noticia sobre o filme «As Pupilas do Sr. Reitor» publicada no Diário de Notícias

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Noticia no Diário de Noticias sobre o desempenho da actriz Maria Matos

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Curiosidades sobre o filme «As Pupilas do Sr. Reitor»

 

 

O filme custou a soma de 890 contos, o que mesmo na altura, não foi dos filmes mais caros, e durou dois meses a ser filmado. Já em 1922, o realizador Francês Maurice Mariaud tinha filmado uma versão muda deste romance para a Caldevilla Film, um estúdio de cinema do Porto. "As Pupilas do Sr. Reitor" teve um assinalável êxito no nosso País, mas o que é de estranhar, é que o filme foi vendido para o Brasil e para Espanha, onde o seu êxito foi muito maior. O filme sofreu duas irremediáveis perdas desde o inicio das filmagens até à data da sua estreia. Primeiro a perda do actor Joaquim de Almada, que vivia o papel do Reitor. Durante as filmagens, Joaquim Almada fica gravemente doente. Mas deu a todos, colegas e técnicos, o exemplo de seu nobre espírito profissional, ao filmar para as câmaras, doente e fatigado. Segundo os colegas da época, muitas lágrimas caíram, quando bastante doente, Joaquim Almada, proferiu na cena do casamento, a sua curta e sentida alocução. Vem a morrer nesse ano, antes da estreia do filme, que só ocorreria em 1935. Outra perda era a morte do actor Carlos de Oliveira que no filme vivia o papel de José das Dornas, que morre em 1935, pouco antes da estreia do filme. pupi1a  
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Mais comentários da época ao filme «As Pupilas do Sr. Reitor»

 

77Os amores de Pedro e de Clara, de Margarida e de Daniel, a figura austera do sr. Reitor, a graça perene de João Semana a da sua criada, Joana, as ambições de João da Esquina e da sr.ª Teresa, a graça singela da menina Francisquinha, a franqueza rude de José das Dornas - enfim toda essa galeria de tipos, com os seus sentimentos peculiares, que vivem o romance admirável de Julio Diniz, encontraram em Leitão de Barros o seu melhor animador.

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Comentários da época ao filme «As Pupilas do Sr. Reitor» - continuação

200 A figura de Clara foi entregue a Maria Paula, uma jovem que se estreia num papel dificílimo que ela soube aliás tornar fácil com o seu sorriso, a sua beleza e a sua frescura primaveril. No papel de Pedro, reaparece a figura varonil e simpática de Oliveira Martins, inesquecível galã de «Maria do Mar» que em «As Pupilas do Sr. Reitor» não desilude os seus admiradores. A interpretação de Daniel foi confiada a Paiva Raposo, um novo que marca pela sua sobriedade e pela maneira como diz. Maria Matos interpreta a Sr.ª Joana com o mesmo talento, e o mesmo brilho, a mesma naturalidade que a tornaram célebre no teatro. António Silva é o Zé da Esquina ideal. Confirma duma maneira definitiva, as suas extraordinárias qualidades cinematográficas reveladas na «Canção de Lisboa». A Carlos de Oliveira foi distribuído o papel de José das Dornas que o saudoso artista interpreta duma maneira magistral. Lino ferreira dá-nos a figura característica do famoso João Semana, cheio de pitoresco e de verdade. A sr.ª Teresa, mulher do Zé da Esquina, aparece no ecrã interpretada por Emília de Oliveira, grande actriz com uma voz duma fonogenia incomparável. Maria Castelar, no pequeno papel de Francisquinha, triunfa pela sua frescura e pela sua mocidade. E finalmente a Perpétua continua a manter a sua personalidade curiosíssima revelada na «Maria do Mar». 230    
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