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Tag: O Centenário

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Ilda Stichini

1 (2) Ilda stichini foi uma das nossas maiores actrizes de teatro da primeira metade do século XX. De descendência Italiana, Ilda nasceu em 1895 na cidade de Elvas. Apesar da oposição de seu pai, Ilda integra uma companhia de declamação que percorria na altura o Alentejo e o Algarve. É assim que com apenas 14 anos de idade, se estreia em Cuba do Alentejo na peça «João José». Mais tarde muda-se para Lisboa. É aí que se estreia profissionalmente no teatro, pelas mãos de Eduardo Brazão, que quando escreveu as suas memórias afirmou: «Regozijo-me de ter sido o seu primeiro guia no Teatro. Stichini é a nossa melhor ingénua». Em 1922 protagoniza o filme «O Centenário». A 27 de Março de 1924, Ilda teve na interpretação do papel principal da peça «Ingleses», do dramaturgo Lorjó Tavares, posição de relevo. O seu notável trabalho, ao lado de José Ricardo, mereceu os maiores elogios da crítica e do público, que a clamou durante os dois meses que a comédia esteve no cartaz do D. Maria. Participou em inúmeras peças, sempre alcançando enorme sucesso: «Os Fidalgos da Casa Mourisca», «Se eu quisesse», «Um Bragança», «Sonho da Madrugada», «Rainha Santa», «A Morgadinha de Valflor», «O Meu Amor é Traiçoeiro», entre muitas outras. 2 (2) Formou uma Companhia teatral com que viajou por toda a província apresentando as peças «Simone», «O Centenário» e Os «Mosquitos». Os actores da Companhia eram Luz Veloso, Rafael Marques, Gil Ferreira, Joaquim d' Oliveira, Luiz Filipe, Maria Carlos e Maria Emília. Artista de extraordinária intuição e de incontestável talento soube através de uma carreira brilhantíssima, afirmar bem alto o seu valor de comediante, o seu temperamento de declamadora exímia, as suas qualidades para a difícil arte a que tanto se dedicou. Foi cantora lírica, pois possuía uma voz lindíssima. Em meados de 1931, Ilda stichini planeando uma tournée à província, pediu a Vasco de Mendonça Alves que lhe escrevesse qualquer coisa para ela e para Alves da Costa. Mendonça Alves acedeu ao pedido e escreveu um diálogo, que intitulou «Os Gatos», e em que um rapaz e uma rapariga do povo, ele serralheiro, ela vendedora de figos, se encontravam em plena rua, num derriço mais ou menos felino. Ilda Stichini, depois de ouvir ler o diálogo, lamentou que ele não tivesse uma segunda parte; escrita a segunda parte, comentou que era pena que não tivesse terceira; Vasco Mendonça Alves escreveu terceiro diálogo – e os três diálogos acabaram por constituir os três actos de uma peça, não com o título de «Os Gatos», mas com o título de «Meu Amor é Traiçoeiro». A primeira representação da peça efectuou-se em Leiria em princípios de Dezembro e a 13 do mesmo mês, subiu á cena em Lisboa, no Capitólio, com assinalado êxito. 4 Certo dia, em finais dos anos trinta, a América tentou-a. Para lá partiu. Lá como cá, os êxitos não pararam e, em recitais oferecidos à colónia portuguesa, Ilda Stichini soube provar que a Arte não tem fronteiras. A morar na Califórnia, passou a exercer a profissão de professora de português, francês, espanhol e arte dramática numa Universidade de Hollywood. Não mais voltou a Portugal. Faleceu em Setembro de 1977. 3
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Rafael Marques

rafael marques O actor Rafael Marques nasceu em Lisboa a 31 de Janeiro de 1885. Inicialmente matriculou-se na Escola do Exército com o objectivo de singrar na carreira militar. Mas com 16 anos de idade decide abandonar o exército para aventurar-se no mundo do circo. Viajou bastante por todo o mundo como artista de circo, principalmente trabalhado como faquir. Até que em determinada altura decide tentar a sorte como actor. Estreia-se no dia 4 de Novembro de 1904, no Teatro D. Amélia, com a peça «Gilberta». Seguem-se peças tais como: «Hamlet»; «Viagens de Gulliver»; «O cardeal» entre outras. No cinema participa nos filmes: «O Comissário de Polícia» em 1912; «Quando o Amor Fala» em 1921; «O Centenário» em 1922 e «Mulheres da Beira» em 1923. Morre em Lisboa em 1939. rafael marques2
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José Ricardo

jose ricardo O actor José Ricardo nasceu em Lisboa a 9 de Fevereiro de 1860. Era filho do ponto teatral António Ricardo, começando por isso desde muito novo a apanhar o vício do teatro. A sua estreia dá-se ainda criança, com quatro anos de idade, na revista «Fossilismo e Progresso». Com dez anos de idade surgia na peça «Morgadinha de Valflor» no D. Maria. Começou a sua carreira profissional como discípulo no Teatro da Trindade. Um ano mais tarde, Emília das Neves contrata-o para ir às províncias e às ilhas. No Porto, José Ricardo foi actor e ensaiador, nos vários teatros então existentes na capital do Norte. Mas várias vezes deslocou-se aos teatros de Lisboa alcançando sempre grande sucesso. Entre as várias peças em que participou, destacam-se: «Os Sinos de Corneville» em 1888; «Reino das Mulheres» em 1890; «Retalhos de Lisboa» revista levada á cena em 1897; «O Ano em três dias» em 1904; «O Testamento da velha» em 1913, entre muitas outras. Por três vezes foi ao Brasil, onde era aclamadíssimo. Em 1922, representa com enorme sucesso no Nacional a peça «O centenário» dos Irmãos Quintero. Tal foi o sucesso, que a peça foi filmada e estreada nos cinemas nesse mesmo ano por Lino ferreira. Em 1925 aparecia na peça «Os Dois Garotos», mas a morte acabaria por o levar a 3 de Agosto desse ano. 34566
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O filme «Os Faroleiros» destaca-se nas produções de 1922

 

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Nesse mesmo ano, de 1922, produzem-se os filmes «Tempestades da Vida» de Augusto de Lacerda, interpretado pelos actores Augusto de Lacerda, Brunilde Júdice, Fernanda Pereira, Duarte Silva e Aldina de Sousa. Segue-se o filme «Os Faroleiros» do francês Maurice Mariaud. Este realizador é contratado pela «Caldevilla Film» em 1922 para dirigir este filme cuja história incidia sobre um triângulo amoroso, vivida numa aldeia de pescadores, culminando num farol do litoral. Nos intérpretes surgiam entre outros os nomes de Maria Sampaio e Castro Neves. Os restantes filmes foram «Sereia de Pedra», produção da «Fortuna Film», adaptado do romance «Obra do Diabo» de Virgínia de Castro e Almeida. A realização coube a Roger Lion. Segue-se o filme «O Rei da Força» realizado por Ernesto de Albuquerque e protagonizado por Rui Cunha, Amélia Perry, Lina de Albuquerque, Duarte Silva, Maria Sampaio entre outros. «O Centenário» foi realizado pelo autor teatral Lino Ferreira, baseado numa peça escrita pelos famosos irmãos Quintero. O elenco era de primeira linha, com os nomes sonantes de Ilda Stichini, José Ricardo, Joaquim Costa, Rafael Marques e Jorge Grave. A terminar o ano, surgia a primeira versão do famoso romance de Júlio Dinis, «As Pupilas do Sr. Reitor».

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