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Tag: Mulheres da Beira

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Duarte Silva

palmira ferreira O actor Duarte Silva, aliás Francisco Duarte Silva de seu nome completo, nasceu a 26 de Setembro de 1863. Estreou-se no teatro, em 1890, na revista «Sarilhos» de Esculápio. Seguiram-se inúmeras peças tais como: «A Ferro e Fogo»; «A Viúva-alegre»; «As Pupilas do Sr. Reitor»; «O País do Vinho» entre muitas outras. No cinema estreou-se em 1918 com o filme «As Aventuras de Frei Bonifácio». Seguiram-se os filmes: «A Rosa do Adro», «O Comissário de Polícia» e «O Mais Forte» todos de 1919; «Os Fidalgos da Casa Mourisca», «O Amor Fatal» e «Barbanegra» todos de 1920; «Quando o Amor Fala» de 1921; «As Mulheres da Beira» e «O Rei da Força» ambos de 1922; «Tempestades da Vida», «O Primo Basílio», «Lucros Ilícitos», Tragédia de Amor», «A Morgadinha de Val Flor», «As Pupilas do Sr. Reitor» e «Fado» todos de 1923 e despede-se das telas em 1924 com o filme «Tinoco em Bolandas». Morre a 18 de Julho de 1927. 20
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Rafael Marques

rafael marques O actor Rafael Marques nasceu em Lisboa a 31 de Janeiro de 1885. Inicialmente matriculou-se na Escola do Exército com o objectivo de singrar na carreira militar. Mas com 16 anos de idade decide abandonar o exército para aventurar-se no mundo do circo. Viajou bastante por todo o mundo como artista de circo, principalmente trabalhado como faquir. Até que em determinada altura decide tentar a sorte como actor. Estreia-se no dia 4 de Novembro de 1904, no Teatro D. Amélia, com a peça «Gilberta». Seguem-se peças tais como: «Hamlet»; «Viagens de Gulliver»; «O cardeal» entre outras. No cinema participa nos filmes: «O Comissário de Polícia» em 1912; «Quando o Amor Fala» em 1921; «O Centenário» em 1922 e «Mulheres da Beira» em 1923. Morre em Lisboa em 1939. rafael marques2
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Maria Júdice da Costa

34 Maria Barbara Júdice da Costa nasceu em Lisboa a 12 de Junho de 1870. Era filha do Conselheiro António Júdice da Costa, de Setúbal e de uma senhora algarvia. Desde jovem começou a mostrar uma decidida vocação teatral. Mas vai ser na música e em particular no canto, que conhecerá toda a glória de intérprete. Maria Júdice da Costa começa o seu ensino musical e artístico aos nove anos no conservatório nacional, com a ideia de tirar o curso de piano. Mas um de seus professores apercebendo-se dos seus dotes vocais, convence-a a estudar canto. Assim durante dez anos estuda no conservatório não apenas canto, mas também aulas de declamação com o actor João Rosa. A sua estreia oficial dá-se a 31 de Janeiro de 1890 no Teatro S. Carlos na ópera «La Gioconda», embora um ano antes já tivesse aparecido a 12 de Abril de 1888 num espectáculo a favor das vitimas do incêndio do Teatro Baquet, do porto, que deflagrara a 20 de Março e causara a morte de 120 espectadores. Em Junho de 1890 parte para Itália onde dará início a uma longa carreira internacional. Fez assim uma carreira brilhante actuando em Roma, Nápoles seguindo-se as cidades de Moscovo, México, Madrid, Buenos Aires, Amesterdão, Málaga, Trieste, numa carreira apenas interrompida para ter os três filhos. 36   Foi mãe da actriz de cinema Brunilde Júdice, nascida em Milão. A sua carreira levou-a várias vezes a Madrid, Barcelona, Palma de Maiorca e esteve em Portugal no Coliseu dos Recreios, em 1906, durante dois meses, novamente em 1910 e 1913. Mas se é verdade que Maria Júdice da Costa foi grande no teatro lírico, também não é menos verdadeiro que ela foi enorme no teatro dramático, onde se estreou a 30 de Julho de 1921 com a peça «Os sedutores» integrada na companhia de Amélia Rey-Colaço-Robles Monteiro. Ainda nesse ano estreia-se no cinema com os filmes “Amor de Perdição” de Georges Pallu e “Mulheres da Beira” de Rino Lupo. No ano seguinte junto com a sua filha Brunilde, Maria Júdice da Costa acabaria por embarcar para o Brasil integrada no elenco do espectáculo “A Casaca Encarnada” de Vitorino Braga, produzido pela companhia de Lucinda Simões, onde conquistou uma enorme legião de admiradores, tendo ficado por lá durante um largo período após a digressão daquela peça. Em 1927 regressa a Portugal voltando ao cinema com o filme “Fátima Milagrosa” de Rino Lupo e ao teatro substituindo Palmira Bastos numa opereta do teatro da Trindade. Em 1933 regressa ao teatro lírico interpretando zarzuelas e óperas em três novas gloriosas temporadas no Teatro São Carlos – que era afinal o seu verdadeiro universo artístico.

40Aos sessenta e três anos Maria Júdice da Costa abandonou de vez os palcos, depois de uma breve aparição no Teatro D. Maria II, no carnaval de 1938, na zarzuela “La Verbena de la Paloma” de Ricardo de la Vega, dedicando-se então ao ensino da música. Anos depois, retirou-se para Milão, onde foi aceite como pensionista na Casa de Repouso para Músicos fundada por Verdi. Mas, com a guerra, ela regressaria definitivamente a Portugal, onde o público a recordava fundamentalmente da sua brilhante participação nos espectáculos “A Grã Duquesa” de Offenbach e “Joana a Doida” de Manuel Tamayo y Baus. Viveu até aos noventa anos com a sua filha Brunilde Júdice, deixando-nos serenamente na noite de 16 de maio de 1960. Entre os papéis que a celebrizaram contam-se o de "Fedora", Amnerisna "Aida".

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Brunilde Júdice

brunilde2 Brunilde Júdice Caruson, de seu nome completo, nasceu em Milão, Itália a 11 de Maio de 1898. Era filha da grande cantora portuguesa Maria Júdice da Costa e do cantor Guglielmo Caruson. Com apenas 7 anos de idade vem para Portugal com os seus pais. Um ano antes da estreia de Brunilde Júdice no cinema, isto é em 1920, esteve em casa de seus pais uma senhora francesa que se dedicava à actividade cinematográfica. Falou-se muito de cinema e essa senhora convidou a pequena Brunilde, ao tempo com quinze anos, para entra num filme sobre motivos piscatórios de Portugal. Nessa altura já a jovem Brunilde estava entusiasmada com o cinema. Recebeu, pois o convite com bastante alvoroço. Mas o filme nunca chegou a se estrear. A sua estreia dá-se no cinema em 1921, com o filme «Amor de Perdição» de Georges Pallu. A crítica rende-se ao seu talento e beleza. Nesse mesmo ano filma «Mulheres da Beira» de Rino Lupo, filme que estreará apenas em 1923. Ainda em 1921, dá-se a sua estreia no teatro Politeama, com a peça «Sol da meia-noite», de Portinov.     29 Seguem-se várias peças teatrais tais como: «A casa Encarnada» e «Garçonne» e o filme «Tempestades de Vida» de Augusto de Lacerda. Entretanto parte para o Brasil, integrada na Companhia Erico Braga/Lucília Simões. Com o regresso da companhia a Portugal, Brunilde Júdice decide ficar a viver no Brasil, onde permanece até 1927. De regresso a Portugal volta novamente ao Brasil agora com a Companhia de Chaby Pinheiro. Em 1931 regressa ao cinema com o documentário «A Voz do Operário - catedral do Bem» de António Leitão. Embora considerada como uma Diva do Cinema Mudo Português, será no teatro que Brunilde Júdice triunfará, onde terá uma longa carreira. Chega a formar uma companhia com o actor Alves da Costa, com quem entretanto casa. Surge nas peças «O Noivo das Caldas» em 1932; «A Serpente» em 1933, entre outras. No cinema, participa nos filmes: «Ladrão Precisa-se» em 1946; «Amanhã Como Hoje» em 1948; «Ribatejo» em 1949; «O Cerro dos Enforcados» e «Quando o Mar Galgou a Terra» ambos em 1954 e despede-se das telas com o filme «Traição Inverosímil» em 1970. Em 1962 ganha o prémio «Lucinda Simões», como melhor actriz do ano. Morre a 31 de Dezembro de 1979. brunilde4
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Rino Lupo

as cidades e os filmes rino lupo Rino Lupo, aliás Cesare Rino Lupo de seu nome completo, nasceu em Itália, Roma a 15 de Fevereiro de 1888. Começou a actividade cinéfila em Itália, entre 1908 e1910. Terá entretanto estado em Espanha, onde lhe chamavam Cesarino e onde criou uma escola de arte dramática. Deambulou pela Europa, fazendo filmes em Copenhaga, em Moscovo, de onde saiu com a Revolução Russa de 1917 e na Polónia, onde fundou a Academia Cinematográfica de Varsóvia. Chegou a ser dirigente da revista polaca Kinema. Entre os seus primeiros filmes, consta Wenn Volker streiken (Quando os Povos Lutam), filme alemão de propaganda de guerra. No início dos anos dez, Lupo, foi contratado pela produtora francesa Léon Gaumont. O responsável técnico e artístico da empresa era então Louis Feuillade, anti-academista encarniçado que se opunha ao Film d'Art, cultivado por elementos afectos à Comédie Française, que desenvolveram um conceito académico e elitista de cinema, decalcado da prática teatral, desprezando o uso do cinema como «espectáculo de feira» feito por Georges Méliès. A partir desse ano, até 1917, a segunda figura emblemática da companhia Gaumont é Léonce Perret, realizador de sucesso, que opta por começar a fazer filmes ao ar livre, na província, o que Lupo em Portugal também faria. Todo um grupo representativo de realizadores iria explorar no cinema, cada um deles a seu modo, esta forma de linguagem e este gosto pela imagem. Lupo chega a Portugal em Agosto de 1921. Ainda em Varsóvia, ouviu falar dos progressos da Invicta Film por um jovem português, um tal António da Silveira, e daí veio directamente para Portugal. Seduzido pelo sol do país, ofereceu os seus préstimos à Invicta Film. Foi aceite por reconhecido mérito. A decisão foi tomada por Georges Pallu, dirigente da firma e também realizador, que integrava o grupo de técnicos franceses que, com a colaboração da firma Pathé Frères, daria início ao relançamento industrial da Invicta. Rino Lupo explorou o melodrama rural e verista enquadrado em décors naturais da província, com fortes traços pictóricos, na mais pura linha do Film Esthétique. Mulheres da Beira (adaptação de um conto de Abel Botelho) é o seu primeiro trabalho. O segundo será Os Lobos (filme), ambos de 1923. São estas as suas obras de referência. Lupo abandonará a Invicta Film por desentendimentos, questões de dinheiro e incumprimento de prazos. Vem para Lisboa em 1923, cidade onde abre a chamada «Escola de Arte Cinematográfica», com sede no nº 182 da Rua da Palma. Instável, volta pouco depois para o Porto onde funda a «Escola de Cinema», da qual sairão formados os actores da melhor das suas obras, entre os quais Manoel de Oliveira. Sem trabalho em Portugal, Lupo tenta a sua sorte em França, provavelmente no seguimento da remontagem da segunda versão de Os Lobos na Gaumont (segundo semestre de 1923, inicio de 1924?). Sem sucesso em França, Lupo ruma até Madrid, onde reencontra um antigo aluno, António Teixeira Porto, como ele frequentador do café Maison Doré, conhecido pela tertúlia da comunidade cinematográfica madrilena. Parece ter sido graças a Teixeira Porto e a Manuel Fernandes Júnior, outro português frequentador do mesmo café, que Lupo viria a obter os contactos necessários para realizar o filme Carmiña, Flor de Galicia, rodado os exteriores na Galiza no final de 1925 e os interiores no Porto, na Invicta Filme. Rino Lupo dirigirá ainda em Portugal uma obra inacabada, O Diabo em Lisboa (1927), Fátima Milagrosa (1928) e uma primeira versão do José do Telhado (1929). Lupo deixa Portugal em 1931, já na época do sonoro. Após uma suposta passagem por Espanha, uma estadia em Paris e Roma, instala-se em Berlim, em 1932. Depois disso, perde-se o seu rasto. Nem a sua mulher, Aida de Oliveira (Aida Lupo, seu nome de casada), que o acompanhou no trabalho desenvolvido na escola do Porto, soube o que lhe aconteceu. Indícios apontam para o seu falecimento no ano de 1934.
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António Pinheiro

António Pinheiro António José Pinheiro, de seu nome completo foi Actor, encenador teatral e realizador de cinema português. António Pinheiro nasceu em Tavira, a 21 de Dezembro de 1867, tendo falecido em Lisboa, a 02 de Março de 1943. Aos dezoitos anos, interrompeu os estudos politécnicos, para cursar Declamação e Arte de Representar, no Conservatório Nacional. Em 1886, estreou-se no Theatro do Gymnasio, com o drama Nobres e Plebeus. A partir de 1905, dirigiu em Lisboa o Theatro Livre, tendo ensaiado vários autos e encenado diversas peças. Em 1908, liderou uma iniciativa de criação do Theatro do Povo. Enérgico, de um talento versátil, experimentou todos os géneros - da tragédia à comédia, da opereta à revista - nos principais teatros de Lisboa e do Porto, tendo realizado várias digressões ao Brasil. Aí se estreou no cinema em 1915, representando em Nossa Senhora da Penha/O Milagre da Senhora da Penha. Em 1911-1932, foi professor do Conservatório - contando-se entre os seus alunos Lily Damita, que celebraria uma carreira internacional no cinema. Em 1917, participou activamente na fundação da Associação de Classe dos Trabalhadores de Teatro. A partir de 1922, no Porto, colaborou em exclusivo com a Invicta Film - onde há três anos principiara uma regular carreira artística - nas funções de director de actores. Em Portugal, interpretou os seguintes filmes: A Rosa do Adro (1919), Os Fidalgos da Casa Mourisca (1920), Amor de Perdição (1921), Mulheres da Beira (1921), O Destino (1922 - e Director de Actores), O Primo Basílio (1922 - e Adaptação do Argumento, e Director de Actores),Cláudia (1923), Lucros… Ilícitos (1923), A Morgadinha de Val-Flor (1923 - substituído por Duarte Silva), Tragédia de Amor (1923 - e Realizador, e Argumentista),Tinoco em Bolandas (1924 - e Realizador), A Tormenta (1924), Festas da Curia (1927 - Director de Actores), A Portuguesa de Nápoles (1931). Traduziu algumas peças estrangeiras, e elaborou o guião cinegráfico de Entre Giestas (Carlos Selvagem). Publicou os Livros: Coisas da Vida, Contos Largos, Estética e Plástica Teatral, Opereta Portuguesa, Ossos do Ofício e Teatro Português; deixou inéditos Vocabulário Vicentino e Toda a Minha Vida.
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O argumento do filme «Mulheres da Beira»

mulheresdabeira_1b Sinopse: História de Aninhas, uma jovem e bela camponesa com grandes ambições na vida, que despreza o amor de um pastor, André. Ao conhecer o Fidalgo da Mó, acede ao seu pedido de o acompanhar ao Porto, acreditando nas suas promessas de idílio amoroso e material. Mas o fidalgo cedo se cansa dela, trocando-a por uma amante, que recebe Aninhas na mansão onde vive. Humilhada, regressa a casa mas o ganancioso pai escorraça-a, desiludido por não ter trazido fortuna do fidalgo. Aninhas tenta refugiar-se no Convento, mas as freiras, sabendo do seu percurso, fazem-na beijar um crucifixo e a seguir recusam a sua presença. Desesperada, dirige-se para o precipício de Misarela, mas é avistada por André que, depois de muito procurar, a maldizeu ao saber que ela estava com o fidalgo. Impedindo-a, momentaneamente, de se atirar declara-lhe o seu amor. Aninhas, reconhece o amor que desprezara, mas agora sente-se, ela, indigna dos sentimentos de André.
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«Mulheres da Beira» mais um clássico da Invicta

13 Os restantes filmes desse ano foram: «Mulheres da Beira» filme realizado pelo Italiano Rino Lupo e para a «Invicta Film». Este filme tinha a acção passada em Arouca, e era baseado num conto de Abel Botelho e que a autor intitulava «A frecha de Misarela». A ficha artística era composta com os nomes de Brunilde Júdice, António Pinheiro, Rafael Marques, Maria Júdice da Costa, Ana de Oliveira, Mário Santos, Duarte Silva entre outros.
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