Username:

Password:

Perdeu a Password? / Ajuda

Tag: Maurice Mariaud

0

Maurice Mariaud

maurice Maurice Mariaud, nasceu em Marselha, França, a 1 de Julho de 1875. Era um realizador francês que iniciou a sua actividade logo que foram fundadas pelos irmãos Charles e Emile Pathé e por Léon Gaumont, no início dos anos vinte do século passado, duas das mais importantes produtoras francesas, as sociedades concorrentes Pathé e Gaumont. Mariaud foi contratado em França pelo português Raul de Caldevilla para vir realizar em Portugal filmes que este pretendia produzir. Uma vez em Portugal, Mariaud realizou vários filmes para a firma Caldevilla Film e para outras produtoras. O primeiro filme que fez em Portugal foi Os Faroleiros (1923), uma das suas obras mais conseguidas, que a Pathé distribuiu anunciando-a nos seguintes termos: «É um cartão de visita primorosamente litografado que lançamos no mercado internacional». O segundo filme que realizou para a Cadevilla Film, nesse mesmo ano, foi As Pupilas do Senhor Reitor , obra menos conseguida. Antes de voltar a França, nesse mesmo ano também, realizou O Fado (filme). O filme estreou com bastante sucesso no cinema Olympia, acompanhado à guitarra pelos professores António Mouzon e Ernesto Lima. Tornou-se referência inspiradora para outros, que voltariam a explorar o tema. Mariaud voltaria a Portugal em 1931 para dirigir a história de uma cigana que toma banho nua num ribeiro e se torna modelo e fonte de inspiração e de sarilhos de um pintor imprudente. O filme perdeu-se. Mariaud morre em França a 16 de Agosto de 1958.
0

Maurice Mariaud despede-se de Portugal com o filme «Nua» em 1931

nua_1b O cinema mudo ainda resiste nos anos 1931 e 1932 com alguns filmes. Em 1931 começa-se a filmar o filme «O Milagre da Rainha» de António Leitão que conta a lenda da Rainha Santa Isabel - que transforma o pão em rosas - pretexto para uma acção na actualidade, em Coimbra e entre os estudantes. O filme acabaria por ser suspenso sem ser terminado. "Nua", que se estreou no Odeon, a 25 de Fevereiro de 1931, foi produzido por outra produtora bem-intencionada, mas sem qualquer futuro, a Tágide Film. Assinou a realização Maurice Mariaud, que assim se despediu de Portugal, bem como o seu director de fotografia Maurice Laumann, que, segundo a crítica, salvou as imagens do filme do desastre provocado pelo argumento, um disparate devido a Alberto Castro Neves." O elenco era composto por Eduardo Malta (Rui, o Pintor), Saur Bem-Hafid (Zarca, a Cigana) e Rosa Maria (Patrícia, a Mulher Fatal). nua_01
0

Maurice Mariaud regressa com «Fado»

 

 3334

Ainda em 1923, o francês Maurice Mariaud dirigiu, para a «Pátria Film», «O Fado», o que para muita gente constituiu escândalo, por um estrangeiro ter a ousadia de tratar um assunto tipicamente nacional. O argumento também lhe pertence, sugestionado na peça de Bento Mântua, e no célebre quadro de José Malhoa, além da livre inspiração em «A canção das Perdidas», poema de Augusto Gil.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA essência da fita é o próprio fado, em história de tresvario e má-sina – sobre um honesto trabalhador de Alfama, que vive feliz com a família, até ser seduzido por uma mulher perdida, à noite, num café de camareiras… Desenvolvida em clima de espiral, tensa e sufocante, a conflitualidade expõe-se pela reconstituição de locais castiços, tipos humanos e, mais relevante, sensualismo doentio. O bom trabalho técnico, em particular a fotografia e marcação dramática, culmina, a par do sóbrio leque de representações, este nosso clássico populista. Foram protagonistas Eduardo Brazão (avô), Ema de Oliveira (Ana), Raul de Carvalho (Tónio), José Soveral (João Ferreiro) e Sarah Cunha (sua mulher), sendo director artístico Henrique Alegria. A produção ultrapassou os sessenta e sete contos, com rodagem na Quinta das Conchas, no Lumiar. Teve estreia no Porto a 17 de Março de 1923, no Cinema Olimpia. Em Lisboa, «O Fado» estreou-se no Salão Central a 9 de Junho de 1923.

 
53

O filme «Os Faroleiros» destaca-se nas produções de 1922

 

 221922-Os-Faroleiros-Maurice-Mariaud_t

Nesse mesmo ano, de 1922, produzem-se os filmes «Tempestades da Vida» de Augusto de Lacerda, interpretado pelos actores Augusto de Lacerda, Brunilde Júdice, Fernanda Pereira, Duarte Silva e Aldina de Sousa. Segue-se o filme «Os Faroleiros» do francês Maurice Mariaud. Este realizador é contratado pela «Caldevilla Film» em 1922 para dirigir este filme cuja história incidia sobre um triângulo amoroso, vivida numa aldeia de pescadores, culminando num farol do litoral. Nos intérpretes surgiam entre outros os nomes de Maria Sampaio e Castro Neves. Os restantes filmes foram «Sereia de Pedra», produção da «Fortuna Film», adaptado do romance «Obra do Diabo» de Virgínia de Castro e Almeida. A realização coube a Roger Lion. Segue-se o filme «O Rei da Força» realizado por Ernesto de Albuquerque e protagonizado por Rui Cunha, Amélia Perry, Lina de Albuquerque, Duarte Silva, Maria Sampaio entre outros. «O Centenário» foi realizado pelo autor teatral Lino Ferreira, baseado numa peça escrita pelos famosos irmãos Quintero. O elenco era de primeira linha, com os nomes sonantes de Ilda Stichini, José Ricardo, Joaquim Costa, Rafael Marques e Jorge Grave. A terminar o ano, surgia a primeira versão do famoso romance de Júlio Dinis, «As Pupilas do Sr. Reitor».

 21osfaroleirosgrd

 
Put here your trakcing code, e.g. from Google Analytics.