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Em 1929 Jorge Brum do Canto estreia-se com «A Dança dos Paroxismos»

dan_a_dos_paroxismos «Dança dos Paroxismos» marca a estreia do realizador Jorge Brum do Canto no cinema. O filme, de 1929, é considerado um caso à parte tanto no período do cinema mudo português, como na obra de Jorge Brum do Canto, que realizou este filme com apenas 18 anos. O enredo é inspirado no poema «Les Elfes de Leconte de Lisle», baseado numa lenda nórdica. Foi o próprio Brum do Canto que se ocupou das legendas, planificação de sequência, vestuário e figurino, e ainda interpretou o papel principal.

hqdefault O argumento era o seguinte: O jovem Gonthramm tomba apaixonado por uma jovem lindíssima, mas a sua afeição é destruída por Banschi, entidade maléfica.    No elenco além de Jorge Brum do Canto (Gonthramm), surge os nomes de Maria Manuela Varela (Galeswinthe), Maria de Castro (Banschi), Machado Correia (Lavrador), Maria, Emília Vilas/Marimília (Mulher do Lavrador), Carlos Miranda (Filho do Lavrador) e discípulas de Mme Britton.

dancadosparoxismos_1b O filme foi ignorado do público durante cinquenta e seis anos, pois esteve fechado, depois de uma apresentação privada, nos cofres de Mello, Castelo Branco, e daí transitou para a Cinemateca Nacional, recolhido pelo Dr. Félix Ribeiro, "A Dança dos Paroxismos" foi para todos uma revelação quando apresentado na Cinemateca Portuguesa durante a retrospectiva da filmografia de Jorge Brum do Canto, em 1984, já recuperado do suporte de nitrato onde se conservou todos aqueles anos. (...)