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Tag: Maria Emília Vilas

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Critica da época ao filme «A canção da Terra»

«A Canção da Terra» é um filme honesto na sua técnica, nos seus processos e nas suas intenções. É honesto na técnica, porque Brum do Canto o realizou dentro dos seus estritos moldes cinematográficos, sem recorrer a expedientes nem a rodriguinhos de efeito fácil. É honesto nos processos porque não assenta sobre nenhum romance célebre, não procura impor-se à custa de uma história conhecida, e não pretende triunfar por outros motivos que não sejam os do seu valor intrínseco, como filme e como espetáculo. É honesto nas intenções, porque foi realizado com uma nobreza absoluta, sem se escudar numa publicidade enganosa, com uma finalidade sã e humaníssima: ensinar os homens a amar a terra, ou melhor, a sua terra, e arrancar dela os tesouros que nela se escondem, e que valem mais, e bem mais, do que desses países da ilusão, que os portugueses demandam, em busca de uma fortuna enganosa, que só lhes traz desgostos.  
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Mais algumas observações sobre o filme «A Canção da Terra»

-013 OBSERVAÇÕES: "À época Jorge Brum do Canto defendeu que "A Canção da Terra" é quase um filme de cowboys (...) tem acima de tudo o mais, aquele ritmo feroz, impressionante e ofegante dos westerns, ritmo que foi o pai de todo o cinema de hoje". A comparação não é despropositada, como o não é a adjectivação do ritmo do filme. Mas, o que mais surpreende, a uma visão actual, é a elevação à máxima sacralidade do décor e da paisagem de Porto Santo. (...) Hoje o que sobreleva é a carga mitológica da obra, o seu animismo crucial a sua sensualidade mórbida e, por vezes, assaz escatológica." João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1991. 20
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Observações sobre o filme «A Canção da Terra»

753 OBSERVAÇÕES: «Visto à distância (...), A CANÇÃO DA TERRA não perdeu qualidades, sobretudo naquilo que sempre constituiu o seu forte: o ritmo visual, a sequência sempre dominada pela imagem, a beleza incomparável da terra e do mar, o tom lírico mantido com segurança e sem pieguice. (...) Jorge Brum do Canto soube traduzir essa imagem poética numa forma cinematográfica que muito deve ao seu operador Aquilino Mendes. Mais próximo de Flaherty ou de Epstein que dos russos, sobra-lhe uma sensibilidade e um conhecimento pessoal muito directo daquilo que mostra.» Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986 5
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A distribuição do elenco de «A canção da Terra»

3 Intérpretes Barreto Poeira - Gonçalves / Elsa Rumina - Bastiana / Óscar de Lemos - Caçarola / António Moita - João Venâncio / João Manuel Pinheiro - Nazairinho / Maria Emília Vilas - Sª Joaquina, Mãe de Bastiana / José Celestino Soares - Sr Zé Luís, Pai de Gonçalves e ainda: Mota da Costa... Realização - Jorge Brum do Canto / Produção - Jorge Brum do Canto e Aquilino Mendes / Fotografia - Aquilino Mendes / Direc. Musical - Afonso Correa Leite / Música das Canções - Afonso Corrêa Leite e Armando Rodrigues. Curiosidades: Filmado na Ilha de Porto Santo. Já existiu uma versão em vídeo lançada pela Imaginação Filmes, actualmente esgotada. Duração aproximada: 97 mn. P/B Ano de produção: 1938 4
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O elenco de «A canção da Terra»

1A um grupo de atores até então completamente desconhecidos do público confiou o realizador a interpretação do filme. Eram eles Elsa Rumina, Barreto Poeira, Óscar de Lemos, o pequeno João Manuel, Maria Emília Vilas, António Moita e José Celestino. Na ficha técnica vamos encontrar os nomes de Aquilino Mendes na fotografia, tendo como colaborador nos interiores do filme, Isy Goldberger, Peter Mayerowitz na montagem e Afonso Correia Leite e Armando Rodrigues, autores da música. «Canção da Terra» foi estreada no São Luís a 29 de Março de 1938. 2
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A história de «A Canção da Terra»

18 Argumento: Porto Santo, Madeira. A luta pela vida assume aspectos dolorosos com a seca, pois não chove na ilha. Gonçalves procura escapar ao infortúnio com o alento que lhe traz o amor de Bastiana, apesar da rivalidade com João Venâncio, um rico proprietário com uma nascente de água nas suas terras e que se recusa a partilhá-la com Gonçalves. A resignação e o sacrifício, a ansiedade, a paixão e o ódio, ateiam conflitos humanos sob os caprichos da natureza. 19
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«A Canção da Terra» filme que dignifica o cinema português

16 A ação do filme decorre na Ilha de Porto Santo, nas proximidades da Madeira. «Nesse pedaço de terra, perdido no meio do mar, umas escassas centenas de pessoas que vivem uma vida especial, toda sua, uma vida que é uma tragédia e um poema, uma prece e uma angústia, de mãos no cabo de uma enxada e olhos em Deus e coração opresso na interrogação do futuro. Porque a Ilha sofre quase habitualmente do terrível mal da sede. Para os porto-santenses existe, portanto, uma constante preocupação da sua razão de ser: a chuva.» Era este o tema do filme, a que o realizador, na sua transposição cinematográfica, soube, com autentica maestria, imprimir o vigor, a vibração, a grandeza e o entusiasmo que tal assunto exigia e merecia, tornando «A Canção da Terra» uma das obras mais belas, mais sérias e dignificantes do cinema português.17    
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O realizador de «A Canção da Terra»

  Jorge Brum do Canto, um nome que viera da crítica cinematográfica e que, influenciado pelos mestres da vanguarda francesa, realizara dois filmes mudos que, por sua decidida vontade, ficariam inéditos, e que iniciara ao lado de Leitão de Barros os primeiros passos no cinema profissional com o desempenho das funções de assistente de realização no filme «As Pupilas do Sr. Reitor», dá começo à sua carreira de diretor cinematográfico ao dirigir «A canção da Terra». Neste filme, a sua intervenção foi das mais completas, pois, a par da realização, eram da sua autoria o argumento e a respetiva planificação, os diálogos, as letras das canções, o projeto dos cenários, assim como a própria direção da montagem. Na verdade, dificilmente se encontrará, dentro do cinema nacional, quem, com mais total interferência, tivesse tido na mão a responsabilidade da execução duma obra cinematográfica.    
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Como nasceu a ideia do filme «A Canção da Terra» - continuação

  Mas eram 8 horas da noite, horas de jantar e, os conversadores, um a um, retiraram-se – no entanto nos ouvidos apenas tinha ficado a frase curta: «Belo ambiente para uma fita». Jorge Brum do canto não jantou nesse dia. O seu estomago altruísta, não se queixou, porque percebeu muito bem que alguma coisa de extraordinário se ia passar. Às 9 e meia, por qualquer estranha coincidência, talvez por magia ou feitiço, reuniram-se os mesmos conversadores, em volta da mesma mesa. Brum do Canto, já sentado na mesa, acabara de rabiscar, ao fundo de uma página repleta de letra miudinha, a palavra «Fim». Aquilino Mendes pegou no papel, e logo todos os outros se debruçaram sobre ele, para ouvir ler uma história espantosa, ocorrida em Porto Santo: «A Canção da Terra». Meses depois, a 10 de agosto de 1937, Brum do Canto e grande comitiva desembarcavam em Porto Santo, para filmar «A Canção da Terra».  
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Como nasceu a ideia do filme «A Canção da Terra»

Lisboa, 27 de janeiro de 1936. Eram 7 horas da tarde. Jorge Brum do Canto, Aquilino Mendes e mais alguns amigos do meio cinematográfico conversavam á mesa de um café sobre vários assuntos, muitos assuntos mesmo, mas nenhum dos circunstantes abordara ainda o tema habitual: o cinema. Falava-se disto e daquilo, e Brum do Canto, a propósito de qualquer coisa, contou uma história ocorrida em Porto Santo, depois outra e mais outra, até que Porto Santo absorveu por completo a conversação. Todos os circunstantes se calaram. Só Brum do canto continuou a falar sobre a ilha de Porto Santo. Às 8 horas todos conheciam Porto Santo e todos ansiavam por embarcar no primeiro paquete, rumo à ilha, para nela viver qualquer novela estranha e enfeitiçante. O ambiente descrito por Jorge Brum do Canto fascinava-os. Foi então que Jorge Brum do Canto lembrou: «Belo ambiente para uma fita!».  
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