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Tag: João Villaret

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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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Fotografias do filme «Bocage»

 

(Foto de grupo com o elenco do filme «Bocage» e da versão espanhola «Las Trés Gracias»)

(Raul de Carvalho no papel de Bocage»)

(Raul de Carvalho no papel de Bocage»)

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Publicidade da época ao filme «Bocage»

 

(Publicidade ao filme «Bocage» em revista de cinema da época)

(Publicidade à estreia do filme «Bocage» )

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Fotos do filme «Bocage»

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(Raul de Carvalho no papel de Bocage)

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(As mulheres da época deliravam com o Bocage)

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(Maria Helena Matos no papel de uma das apaixonadas do Bocage)

ADPRT_80312_0005 - Cópia

(Mais uma das apaixonadas do Bocage)

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(Cena com os esbirros da Intendência)

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«Bocage» - critica ao filme por Armando de Miranda

750 Bocage é, em técnica e segurança cinematográfica, o melhor filme de Leitão de Barros. 751 A matéria-prima trabalhada, o tema, a história, é de inferior qualidade, não tem grande interesse, nem equilíbrio, nem emoção; mas a maneira como está trabalhada, a forma como aquilo nos é cinematograficamente apresentado, está bem e está certa, acusando os benéficos efeitos da experiência adquirida pelo realizador nos seus anteriores trabalhos e comprovando nítidos e claros progressos na arte das imagens. 99 99 Sintetizando:a essência é fraca; a forma é boa. 37 O homem que escolheu o argumento, o seleccionador do motivo a tratar, falhou, errou na sua visão das coisas; mas o realizador, esse não; esse, se não pode dizer-se que triunfou, deu, pelo menos, um grande passo em frente no campo da técnica cinematográfica, tratando com felicidade e segurança o tema inseguro e infeliz. 752 Fosse esse tema outro, escolhesse ou aceitasse Leitão de Barros um argumento capaz e com condições, e das suas mãos sairia, estamos certos, coisa que realmente todos veríamos com pleno agrado e satisfeito amor-próprio.   Porque a verdade é que, analisado o filme sob o aspecto meramente da realização, abstraindo da história, se a película tem algumas passagens infelizes e de mau gosto, está, todavia, também, cheia de virtudes e qualidades.   Há nela até, de onde em onde, verdadeiros achados, como o soneto declamado durante a tempestade, as pernas da mulher desdentada que assiste da janela ao desfile dos marinheiros, os frisos de marujos na mastreação dos barcos, etc.   A composição das cenas de rua, dificílima de conseguir, pode classificar-se de excelente, a paisagem sem escolhidos e destoantes lindíssimos, é natural e sobriamente aproveitada, tendo deixado de constituir o motivo principal, como sucedia nas anteriores produções do realizador, para ser relegada, justamente, para a função de fundo, de plano secundário, como lhe compete, e, enfim, duma maneira geral, a câmara ganhou muito mais mobilidade, e o ritmo e a sequência das imagens, o alternamento dos grandes planos, muito mais segurança e equilíbrio.   Armando de Miranda   Espectáculo-1 de Janeiro de 1937
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"As Co-producções com Espanha" - Parte III

  282Arthur Duarte também será ajudante de realização na seguinte colaboração entre ambos os países, "Bocage/Las Tres Gracias", filme ralizado por Leitão de Barros para a produtora espanhola Hispano-Portugués e para a portuguesa Sociedade Universal de Superfilmes. Este filme terá duas versões, uma protagonizada apenas por portugueses e outra só por espanhóis. As duas versões serão igualmente filmadas nos estúdios da Tobis Portuguesa em Lisboa. A versão portuguesa terá sua estreia em 1 de Dezembro de 1936. Uma das finalidades das duas versões será a sua exportação para o mercado Hispano-americano. O filme alcançará um enorme êxito no Brasil, ao se estrear em meados de 1937. O mesmo êxito terá em 1938 ao se estrear na Argentina no dia 22 de Novembro. Invulgar será dizer que em Espanha o filme só terá sua estreia em 4 de Março de 1940. «Fonte: Artigo de Isabel Sampere».  

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"As Co-producções com Espanha" - Parte II

276 Esta colaboração tinha como objectivo ajudar os técnicos portugueses a aprenderem, porque apesar da existência de laboratórios e estúdios, não havia em Portugal uma escola de profissionais de cinema, por isso era necessário que técnicos de fora lhes pudessem ensinar suas técnicas. O único filme que coincide com estas características, é a produção da Ibéria Filmes "Una Semana de Felicidad" realizada por Max Nossech, entre os seus interpretes pode-se encontrar os portugueses Tony D'Algy e o próprio Arthur Duarte. Arthur Duarte continuou colaborando com a produtora espanhola, aparecendo o seu nome como ajudante de realização e actor no filme "Aventura Oriental", realizada por Max Nosseck em 1935.

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Cenas do filme «Bocage»

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"As Co-producções com Espanha" - Parte 1

275 A primeira co-produção de que se tem conhecimento remonta ao ano de 1924, quando o realizador português Reinaldo Ferreira dirige em Espanha o filme "El Botones del Ritz". O filme foi inteiramente filmado em Lisboa, embora seja protagonizado apenas por actores espanhóis. Dez anos depois, em 1934, a imprensa especializada fala da constituição de um consorcio Luso-espanhol de produção de filmes entre a Ibérica Filmes de Barcelona, e o bloco H. da Costa de Portugal. O contacto dessa relação era Arthur Duarte, contratado como assistente geral de produção da Ibérica Filmes. Vários técnicos e artistas escolhidos por Arthur Duarte, eram alemães refugiados em Paris, que haviam fugido da ameaça nazista, e que lá se tinham conhecido. Hamilcar da Costa, perante a possibilidade de contar com grandes profissionais alemães, funda a sua própria produtora e realiza o filme "Gado Bravo" em 1934, realizado por António Lopes Ribeiro, debaixo da supervisão Max Nosseck. Entre os técnicos e artistas alemães contava-se com Olly Gebauer, esposa de Max Nosseck, Erich Phillipi e seu irmão Herbert Lippschiltz, Heinrich Gaertner, Siegfried Arno, Anny Ondra e Erich Thoren. Também colaborou nesse filme o técnico de som espanhol, F. Bernaldez. O filme tem a sua estreia em Agosto de 1934. Este acordo entre as duas produtoras, vai levar a que a Ibérica Filmes se comprometa a participar nos filmes portugueses do Bloco H. da Costa, e por sua vez esta tinha a exclusividade de distribuir em Portugal todos os filmes da Ibérica Filmes. 1223
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Palavras de Leitão de Barros sobre o seu filme

2 Não passando o filme de uma simples comédia musical sem responsabilidades de crítica histórica ou literária, ou política, procurou-se no entanto, não falsear a personalidade do poeta. Esquecendo-se talvez generosamente certos aspectos miseráveis que uma publicidade doentia popularizou no herói de almanaque, tomou-se apenas o que desse génio se pode e deve reter - os momentos de pura inspiração do poeta, a volubilidade desconcertante do amoroso, a espontaneidade risonha do humorista, rico e fértil de a-propósitos e grande sempre, quer nas apóstrofes e sátiras violentas quer nos descritivos torpes das eróticas...   Leitão de Barros   1936 1
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