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Tag: Eliezer Kamenesky

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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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Fotos do filme «Revolução de Maio»

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(António Martinez - o perigoso agitador César Valente)

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(António Martinez numa cena do filme)

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(Cena do filme)

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(Maria Clara e António Martinez os protagonistas do filme)

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(A tipografia, a sede da revolução)

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«A Revolução de Maio» o filme do regime

46 António Lopes Ribeiro após o documentário "Fogos Reais na Escola Prática de Infantaria", é incitado por António Ferro, responsável pelo sector da cultura do Estado Novo, a realizar um filme comemorativo dos dez anos do regime implantado a 28 de Maio de 1926. Produzida pelo Secretariado de Propaganda Nacional, a pelicula, chamada "A Revolução de Maio" (1937) teve argumento de António Lopes Ribeiro e António Ferro (usando respectivamente os pseudónimos de Baltasar Fernandes e Jorge Afonso) e só veio a estar pronta a ser exibida mais dum ano depois da data que se havia desejado para a estreia. A história dum agitador vindo do exílio; para desencadear uma insurreição no dia 28 de Maio, cujos movimentos são pacificamente observados pela polícia e que acaba por reconhecer quanto o país havia progredido sob a acção do Estado Novo, não entusiasma o público, na época mais voltado para as comédias, mas é um dos (raros) exemplos de cinema puramente propagandístico feito em Portugal. A ligação entre António Lopes Ribeiro e o Estado Novo acentuar-se-ia e estará presente em todos os momentos da sua obra, levando-o a ser chamado de "cineasta do regime". Em 1938 é nomeado director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, supervisionando durante quase todo o ano o trabalho duma equipa de cinema enviada à Madeira, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. Ainda em 1938 filma a Exposição Histórica da Ocupação no séc. XIX, organizada por Leitão de Barros, e no ano seguinte acompanha o Marechal Óscar Carmona e roda Viagem de S. Exa. o Presidente da República a Angola. 44
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Apontamentos sobre o filme «A Revolução de Maio»

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"... A Revolução de Maio - é o único exemplo de uma ficção política tentado até aos anos 70 e o único filme feito explícita e expressamente à glória do Estado Novo, que o encomendou e pagou. (...)   Mas mesmo para esta versão tão soft de "filme fascista", António Ferro teve as suas dificuldades. Lopes Ribeiro conta que antes dele, Ferro convidou sucessivamente para a realização Leitão de Barros, Jorge Brum do Canto e Chianca de Garcia e que todos recusaram. E o acolhimento ao filme, apesar de soleníssima estreia no Tivoli, a 6 de Junho de 1937 (não se conseguiu acabar o filme ainda em 1936, ano do aniversário), com a presença do próprio Salazar, foi discreto, para dizer o mínimo. Ninguém se lembrou de insistir mais em tal género de fitas, nem de pedir mais obras "que exaltem vibrantemente a juventude, o trabalho e a alegria de viver" ou em que "as imagens colaborem com a história", na senda de palavras de Mussolini, recordadas por António Ferro na ocasião. Aliás, o mais curioso exemplo dessa colaboração das "imagens com a história" consiste na extensa passagem de "Revolução de Maio" em que Lopes Ribeiro montou, com a ficção, o documentário do discurso de Salazar em Braga. Muito tempo depois, o realizador afirmou que essa ideia ("actualidades" mais "ficção") lhe viera da sua estada na URSS em 1929 e dos filmes de "agit prop" de Dziga Vertov..."   João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, ed. Imprensa-Nacional-Casa da Moeda, 1991.  
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A música de «A Revolução de Maio»

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A direcção musical do filme esteve a cargo do maestro Pedro de Freitas Branco, sendo a música do filme da autoria de Wenceslau Pinto. Como os filmes das décadas de 30 e 40 não passavam sem as suas canções, «A Revolução de maio» não podia ser uma excepção á regra, pois algumas melodias se encontravam na banda sonora do filme. Foram elas «Lisboa», a bonita valsa com que abre o filme, como contraponto às imagens da cidade, a romanza «Ao pé de Ti», «Canção de Maria Clara» com letra de António Lopes Ribeiro e música de Wenceslau Pinto, assim como um samba cantado por Rosita Serrano, uma artista brasileira que na época teve algum êxito entre nós. Por sua vez Eliezer Kamenesky, figura muito típica desse tempo e antiquário de profissão, interpretava no filme uma balada russa de sua autoria. 51

 (a romanza «Ao pé de Ti»)

(Canção de Maria Clara)

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«A revolução de Maio» – argumento parte V

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O Chefe Moreira que o segue como uma sombra, sente essa evolução no espírito de César. R deixa-o ir até ao fim, até ao momento em que César, na madrugada de 28 de maio do ano X da Revolução Nacional, supondo ainda que o seu gesto vai desencadear sobre Lisboa o flagelo da insurreição, se dispõe a içar num dos pontos que dominam a cidade – um trapo vermelho. Mas nesse momento, o amor, a razão, a evidência – realizam o milagre. 197
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«A revolução de Maio» – argumento parte IV

43 Assim o seguem até Barcelos, onde César assiste, surpreso, às festas do 1º de Maio. Porque César é um idealista inteligente e sensível. E tem verificado que a revolução que ele sonhara se havia realizado na sua ausência, por processos muito diferentes daqueles que a sua doutrina preconizava e que se mostravam bem mais humanos e eficazes. 51
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«A revolução de Maio» - argumento parte III

maio Interceptando e depois localizando os sinais telegráficos, a polícia reencontra a pista que perdera. Mas quando vai prender o agitador, já ele fugira, auxiliado por Maria Clara. Ignorando a verdadeira e criminosa missão de César, Maria Clara apaixonara-se por ele. Vendo-o em perigo, escutara a penas o seu coração. A denúncia dum rival infeliz, o Barata Boateiro, põe de novo a polícia na pista de César. Mas desta vez os agentes usam uma táctica diferente: vigiam-no apenas, deixando-o agir livremente, até ter na mão todos os fios da meada e conhecer todos os cúmplices. 50
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«A Revolução de Maio» - argumento parte II

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O acaso quere que ele assista à cerimónia ao lado de uma linda rapariga, Maria Clara, enfermeira da Maternidade Alfredo da Costa. Travam conhecimento. E como a mãe de Maria Clara tem um quarto para alugar, César toma-o para si, fazendo-se passar por jornalista. Na manhã seguinte, um seu cúmplice, dono duma tipografia que serve de quartel-general aos agitadores, manda-lhe um aparelho de T.S.F. transmissor-receptor, por intermédio do qual César comunica com os restantes membros do conluio. 11
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