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Tag: Eliezer Kamenesky

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Vasco Santana regressa ao cinema com «O Pai Tirano»

 

Vasco Santana esteve 8 anos longe dos ecrãs de cinema, não porque não fosse talentoso, mas sim porque a sua grande paixão era pelo teatro. Assim, ele regressa ao cinema com um papel à sua altura, o do Mestre Santana, de dia caixeiro do Grandela, e de noite encenador de um grupo de teatro amador, os grandelinhas, onde treinam a nova peça "O Pai Tirano, ou os últimos dos Almeida". As cenas em que Vasco Santana entra, não podiam ser mais hilariantes, a crítica e o público rendia-se ao seu enorme talento. É graças a estes filmes que as gerações actuais podem ver o que era um grande actor.
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Distribuição do elenco de «O Pai Tirano»

Intérpretes: Vasco Santana - José Santana; Ribeirinho - Francisco Mega; Leonor Maia - Tatão; Graça Maria - Gracinha; Teresa Gomes - Teresa; Luísa Durão - D. Cândida; Barroso Lopes - Lopes; Armando Machado - Machado; Emília de Oliveira - D. Emília; Arthur Duarte - Artur de Castro; Laura Alves - Laura; Nelly Esteves - Júlia; Seixas Pereira - Seixas; Reginaldo Duarte - Pinto e ainda: Idalina de Oliveira; Joaquim Prata; João Villaret; Eliezer Kamenesky; Sofia Santos; Henrique de Albuquerque... Realização - António Lopes Ribeiro Produção - António Lopes Ribeiro Diálogos - Vasco Santana, Ribeirinho e António Lopes Ribeiro Fotografia - J. César Sá Música - Fernando de Carvalho e Raul Portela

 

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O argumento de «O Pai Tirano»

ARGUMENTO: Tudo está a postos para representação do Grupo de Teatro do Armazém do Grandela, "os Grandelinhas", com a peça "O Pai Tirano". Chico Mega, um caixeiro do Armazém, descobre que a sua amada, Tatão, empregada na perfumaria da Moda, está a voltar a sua atenção para outro homem, Artur de Castro. Quando Chico tenta ganhar de novo o amor de Tatão, uma série de equívocos entre a sua personagem e a vida real leva a um fabuloso jogo de duplos sentidos e primorosos diálogos numa comédia inesquecível.
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A ficha técnica de «O Pai Tirano»

 

Da ficha técnica faziam parte o operador César de Sá, que tinha como assistentes Perdigão Queiroga e João Silva, Roberto de Araújo como decorador, António Vilar nas funções de caracterizador, sendo de Fernando de Carvalho a música do filme. Estreia-se em Lisboa, a 19 de setembro de 1941, no Éden Teatro.

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O elenco de «O Pai Tirano»

 

Vasco Santana, Francisco Ribeiro, Leonor Maia, uma jovem elegante e distinta moçambicana que António Lopes Ribeiro conhecera em África quando realizava «Feitiço do Império», e que fazia agora a sua estreia na tela, João Villaret, numa curta aparição, Arthur Duarte, Graça Maria, Laura Alves, Barroso Lopes, Emília de Oliveira, Luísa Durão, Armando Machado, Teresa Gomes, Reginaldo Duarte, Seixas Pereira, Eliezer Kamenesky, constituíam o elenco de «O Pai Tirano». Tal fator sem dúvida contribuiu e muito, para a adesão imediata e total do espectador, o filme é assim um êxito de crítica e de público.
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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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Fotos do filme «Revolução de Maio»

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(António Martinez - o perigoso agitador César Valente)

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(António Martinez numa cena do filme)

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(Cena do filme)

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(Maria Clara e António Martinez os protagonistas do filme)

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(A tipografia, a sede da revolução)

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«A Revolução de Maio» o filme do regime

46 António Lopes Ribeiro após o documentário "Fogos Reais na Escola Prática de Infantaria", é incitado por António Ferro, responsável pelo sector da cultura do Estado Novo, a realizar um filme comemorativo dos dez anos do regime implantado a 28 de Maio de 1926. Produzida pelo Secretariado de Propaganda Nacional, a pelicula, chamada "A Revolução de Maio" (1937) teve argumento de António Lopes Ribeiro e António Ferro (usando respectivamente os pseudónimos de Baltasar Fernandes e Jorge Afonso) e só veio a estar pronta a ser exibida mais dum ano depois da data que se havia desejado para a estreia. A história dum agitador vindo do exílio; para desencadear uma insurreição no dia 28 de Maio, cujos movimentos são pacificamente observados pela polícia e que acaba por reconhecer quanto o país havia progredido sob a acção do Estado Novo, não entusiasma o público, na época mais voltado para as comédias, mas é um dos (raros) exemplos de cinema puramente propagandístico feito em Portugal. A ligação entre António Lopes Ribeiro e o Estado Novo acentuar-se-ia e estará presente em todos os momentos da sua obra, levando-o a ser chamado de "cineasta do regime". Em 1938 é nomeado director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, supervisionando durante quase todo o ano o trabalho duma equipa de cinema enviada à Madeira, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. Ainda em 1938 filma a Exposição Histórica da Ocupação no séc. XIX, organizada por Leitão de Barros, e no ano seguinte acompanha o Marechal Óscar Carmona e roda Viagem de S. Exa. o Presidente da República a Angola. 44
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Apontamentos sobre o filme «A Revolução de Maio»

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"... A Revolução de Maio - é o único exemplo de uma ficção política tentado até aos anos 70 e o único filme feito explícita e expressamente à glória do Estado Novo, que o encomendou e pagou. (...)   Mas mesmo para esta versão tão soft de "filme fascista", António Ferro teve as suas dificuldades. Lopes Ribeiro conta que antes dele, Ferro convidou sucessivamente para a realização Leitão de Barros, Jorge Brum do Canto e Chianca de Garcia e que todos recusaram. E o acolhimento ao filme, apesar de soleníssima estreia no Tivoli, a 6 de Junho de 1937 (não se conseguiu acabar o filme ainda em 1936, ano do aniversário), com a presença do próprio Salazar, foi discreto, para dizer o mínimo. Ninguém se lembrou de insistir mais em tal género de fitas, nem de pedir mais obras "que exaltem vibrantemente a juventude, o trabalho e a alegria de viver" ou em que "as imagens colaborem com a história", na senda de palavras de Mussolini, recordadas por António Ferro na ocasião. Aliás, o mais curioso exemplo dessa colaboração das "imagens com a história" consiste na extensa passagem de "Revolução de Maio" em que Lopes Ribeiro montou, com a ficção, o documentário do discurso de Salazar em Braga. Muito tempo depois, o realizador afirmou que essa ideia ("actualidades" mais "ficção") lhe viera da sua estada na URSS em 1929 e dos filmes de "agit prop" de Dziga Vertov..."   João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, ed. Imprensa-Nacional-Casa da Moeda, 1991.  
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