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Tag: Barreto Poeira

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Como nasceu a ideia do filme «A Canção da Terra» - continuação

  Mas eram 8 horas da noite, horas de jantar e, os conversadores, um a um, retiraram-se – no entanto nos ouvidos apenas tinha ficado a frase curta: «Belo ambiente para uma fita». Jorge Brum do canto não jantou nesse dia. O seu estomago altruísta, não se queixou, porque percebeu muito bem que alguma coisa de extraordinário se ia passar. Às 9 e meia, por qualquer estranha coincidência, talvez por magia ou feitiço, reuniram-se os mesmos conversadores, em volta da mesma mesa. Brum do Canto, já sentado na mesa, acabara de rabiscar, ao fundo de uma página repleta de letra miudinha, a palavra «Fim». Aquilino Mendes pegou no papel, e logo todos os outros se debruçaram sobre ele, para ouvir ler uma história espantosa, ocorrida em Porto Santo: «A Canção da Terra». Meses depois, a 10 de agosto de 1937, Brum do Canto e grande comitiva desembarcavam em Porto Santo, para filmar «A Canção da Terra».  
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Como nasceu a ideia do filme «A Canção da Terra»

Lisboa, 27 de janeiro de 1936. Eram 7 horas da tarde. Jorge Brum do Canto, Aquilino Mendes e mais alguns amigos do meio cinematográfico conversavam á mesa de um café sobre vários assuntos, muitos assuntos mesmo, mas nenhum dos circunstantes abordara ainda o tema habitual: o cinema. Falava-se disto e daquilo, e Brum do Canto, a propósito de qualquer coisa, contou uma história ocorrida em Porto Santo, depois outra e mais outra, até que Porto Santo absorveu por completo a conversação. Todos os circunstantes se calaram. Só Brum do canto continuou a falar sobre a ilha de Porto Santo. Às 8 horas todos conheciam Porto Santo e todos ansiavam por embarcar no primeiro paquete, rumo à ilha, para nela viver qualquer novela estranha e enfeitiçante. O ambiente descrito por Jorge Brum do Canto fascinava-os. Foi então que Jorge Brum do Canto lembrou: «Belo ambiente para uma fita!».  
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Mais filmes de 1931

paisagem_03 Outro filme inacabado foi «Paisagem» de Jorge Brum do Canto. O filme procurava mostrar a emigração clandestina nas zonas rurais, para fora do país. «A Portuguesa de Nápoles» ainda de 1931 é a biografia romanceada de Leonor da Fonseca Pimentel, heroína da revolta do povo de Nápoles, contra os Bourbons, nos finais o século XVIII. Figura histórica muito apreciada pela cultura italiana (um estudioso, o Dr. Donato Martucci, e a escritora Elsa Morante, falaram dela em conferências no Instituto Italiano de Cultura em 1974 e 1984 [e entre 21 e 23 de Outubro de 1999, A Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Évora, comemoraram o bicentenário da morte de Leonor da Fonseca Pimentel – a portuguesa de Nápoles]). (…) Com um sentido cinematográfico apreciável, A Portuguesa de Nápoles perdia-se entre a escassez de meios postos à disposição pela produtora (…) e as necessidades de reconstituição, traduzidas em meios humanos e materiais. port_napoles_01   No elenco surgiam os nomes de António Pinheiro, Barreto Poeira, Francisco Sena, Heloísa Clara, João Sabido e Maria do Céu Foz. O filme estreia a 15 de Junho de 1931 no cinema Odeon.
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