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Tag: As Pupilas do Sr. Reitor

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Duarte Silva

palmira ferreira O actor Duarte Silva, aliás Francisco Duarte Silva de seu nome completo, nasceu a 26 de Setembro de 1863. Estreou-se no teatro, em 1890, na revista «Sarilhos» de Esculápio. Seguiram-se inúmeras peças tais como: «A Ferro e Fogo»; «A Viúva-alegre»; «As Pupilas do Sr. Reitor»; «O País do Vinho» entre muitas outras. No cinema estreou-se em 1918 com o filme «As Aventuras de Frei Bonifácio». Seguiram-se os filmes: «A Rosa do Adro», «O Comissário de Polícia» e «O Mais Forte» todos de 1919; «Os Fidalgos da Casa Mourisca», «O Amor Fatal» e «Barbanegra» todos de 1920; «Quando o Amor Fala» de 1921; «As Mulheres da Beira» e «O Rei da Força» ambos de 1922; «Tempestades da Vida», «O Primo Basílio», «Lucros Ilícitos», Tragédia de Amor», «A Morgadinha de Val Flor», «As Pupilas do Sr. Reitor» e «Fado» todos de 1923 e despede-se das telas em 1924 com o filme «Tinoco em Bolandas». Morre a 18 de Julho de 1927. 20
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Maurice Mariaud

maurice Maurice Mariaud, nasceu em Marselha, França, a 1 de Julho de 1875. Era um realizador francês que iniciou a sua actividade logo que foram fundadas pelos irmãos Charles e Emile Pathé e por Léon Gaumont, no início dos anos vinte do século passado, duas das mais importantes produtoras francesas, as sociedades concorrentes Pathé e Gaumont. Mariaud foi contratado em França pelo português Raul de Caldevilla para vir realizar em Portugal filmes que este pretendia produzir. Uma vez em Portugal, Mariaud realizou vários filmes para a firma Caldevilla Film e para outras produtoras. O primeiro filme que fez em Portugal foi Os Faroleiros (1923), uma das suas obras mais conseguidas, que a Pathé distribuiu anunciando-a nos seguintes termos: «É um cartão de visita primorosamente litografado que lançamos no mercado internacional». O segundo filme que realizou para a Cadevilla Film, nesse mesmo ano, foi As Pupilas do Senhor Reitor , obra menos conseguida. Antes de voltar a França, nesse mesmo ano também, realizou O Fado (filme). O filme estreou com bastante sucesso no cinema Olympia, acompanhado à guitarra pelos professores António Mouzon e Ernesto Lima. Tornou-se referência inspiradora para outros, que voltariam a explorar o tema. Mariaud voltaria a Portugal em 1931 para dirigir a história de uma cigana que toma banho nua num ribeiro e se torna modelo e fonte de inspiração e de sarilhos de um pintor imprudente. O filme perdeu-se. Mariaud morre em França a 16 de Agosto de 1958.
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Augusto de Melo

$(KGrHqUOKo4FIfV)OLOjBSSWO2py,!~~60_57 Augusto de Melo, nasceu em Lisboa a 13 de Julho de 1853, mas ainda criança, com três anos de idade, foi viver para Reguengos, no Alentejo, ao cuidado de um tio, Médico, que tomou conta da sua educação. Só regressa a Lisboa pouco antes da morte de seu pai, em 1861. Nessa altura emprega-se num escritório comercial. Mas a sua paixão era o teatro, acabando por ingressar no Teatro do Ginásio aos dezoito anos de idade, graças às suas relações de amizade com o actor Vale. É assim que se estreia a 11 de Junho de 1870 na comédia «As Informações». Entre As peças que participou destacam-se: «A Valsa»; «O Tartufo»; «A Condessa Heloísa», entre outras. Dedicou-se também à literatura e ao jornalismo, colaborando sobre assuntos teatrais em diversos jornais da época. Escreveu um romance «O senhor Alferes» e uma comédia «A Descoberta do Dr. Quaresma». Trabalhou em quase todos os teatros da capital. No cinema participou no filme «As Pupilas do sr. Reitor» de Maurice Mariaud, onde interpretou o papel de João Semana. Morreu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1933. $T2eC16dHJI!FHR1ljTF!BSSwJVqc,g~~60_57
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Eduardo Brazão

 

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Eduardo Joaquim Brazão de seu nome completo, nasceu em Lisboa, a 06 de Fevereiro de 1851. Na escola, foi colega do ator Augusto Rosa com quem brincava aos teatros. Enveredou, primeiro, por uma carreira na Marinha, mas rapidamente compreendeu que a sua verdadeira vocação era representar. Estreou-se, em 1867, numa companhia gerida por César de Lima, no Teatro Baquet do Porto, “fazendo um galã nos Trapeiros de Lisboa de Leite Bastos, e um criado numa comédia em um acto traduzida do francês: Precisa-se dum preceptor”. Do Porto veio para Lisboa, ainda em 1867, participou do elenco de Dois anjos de Dumas, no Teatro do Príncipe Real, e, a convite de Francisco Palha, integrou a companhia que inaugurou o Teatro da Trindade, a 30 de novembro de 1867, com os espetáculos A mãe dos pobres, de Ernesto Biester, e O xerez da Viscondessa. Brazão evidenciou-se como “Daniel”, numa adaptação de Ernesto Biester d’As pupilas do Senhor Reitor, e como Príncipe Saphir, na ópera cómica O Barba-Azul, de Offenbach, em 1868. Esta companhia passou depois para o D. Maria II e em 1870 Brazão foi contratado por Furtado Coelho para realizar aquela que foi a sua primeira digressão ao Brasil. No seu regresso a Portugal, em 1871, assinou contrato com a Empresa Santos & Cª por dois anos, desempenhando galãs em Bastardo e em Pedro, o Ruivo, bem como papéis de comédia em vários espetáculos, entre os quais se destaca a sua prestação em Fura-Vidas. Aquando da morte da sua mãe, Eduardo Brazão ficou responsável pelos seus sete irmãos, todos mais novos, visto que o seu pai havia falecido anos antes. Esta enorme responsabilidade – com implicações financeiras também – levou-o a fazer uma nova digressão pelo Brasil, em setembro de 1876, com Joaquim de Almeida, integrando a companhia de Isménia dos Santos. Estas digressões internacionais, bem como digressões pela província, repetiram-se várias vezes até 1921, ano da sua última visita ao Brasil. A 16 de Agosto de 1880 foi aberto um concurso para exploração do Teatro Nacional de D. Maria II. Foi então criada a Sociedade de Artistas Dramáticos, composta por Eduardo Brazão, João Rosa, Augusto Rosa, Virgínia e Rosa Damasceno, com quem veio a casar, Pinto de Campos, Emília dos Anjos, Emília Cândida e Joaquim de Almeida. Unidos, para fazerem face às pesadas exigência governamentais, conseguiram ganhar a exploração do teatro e a 30 de Outubro representou-se A Estrangeira de Dumas Filho. Em Dezembro de 1881, a Sociedade acrescenta ao seu elenco a veterana Gertrudes Rita da Silva e Amélia da Silveira. Em 1882, com a pretensão do Governo abrir novo concurso, a Sociedade consegue continuar na exploração do teatro por mais seis anos. Contudo, a Sociedade veio a dissolver-se por desentendimentos internos e em 1893 constitui-se a firma Rosas & Brazão, que explorou o Teatro Nacional de 1893 a 1898. João e Augusto Rosa e Eduardo Brazão passam a ser os únicos sócios.

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Em 1898, a companhia deixa o Teatro Nacional para passar a explorar o Teatro D.Amélia. Desentendimentos internos levam a que Eduardo Brazão deixe o D.Amélia e se volte a apresentar em 1905 no Teatro Nacional onde permanecerá até 1910. É de destacar a sua representação, em 1906, da peça Alfonso de Albuquerque de Lopes de Mendonça. Veio ainda a representar no Teatro do Principe Real para voltar mais tarde a integrar novamente o elenco do Teatro D.Amélia. Diagnosticado com um cancro na laringe em 1917, do qual recuperou, Eduardo Brazão passou por vários palcos entre 1917 e 1923: Ginásio (1918-19); Avenida (1919); Teatro Nacional D.Maria II (1922); Teatro Apolo (1923). O afastamento dos palcos, por motivos de doença, levou à sua última representação no dia 20 de Novembro de 1924, no Teatro S.Carlos, na peça Manhã de Sol, dos irmãos Quintero, onde contracenou com Lucinda Simões. Eduardo Brazão assinou algumas traduções para teatro e foi ator em filmes como Rainha depois de morta (1911), realizado por Júlio Costa, a versão muda de As pupilas do Senhor Reitor e O fado (1922), ambos de M. Mariaud, e Os olhos da alma (1923), realizado por R. Lion. Faleceu em Lisboa a 29 de maio de 1925.

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«As Pupilas do sr. Reitor» o ultimo filme da Caldevilla Film

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O filme «As Pupilas do Sr. Reitor» de 1922 foi o segundo filme do francês Maurice Mariaud para a «Caldevilla Film». A adaptação do famoso romance ao cinema foi feita por Campos Monteiro, e no elenco surgiam os nomes de Maria Helena e Maria de Oliveira nas pupilas; Eduardo Brazão no Reitor; Duarte Silva no João Semana; Manuel de Oliveira no José das Dornas; Arthur Duarte como Daniel e Vasco Gondomar como Pedro. A filmagem de interiores concretizou-se na abegoaria da Quinta das Conchas, em Lisboa. Mas após este filme a «Caldevilla Film» encerrava as suas portas em um leilão publico.

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