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Tag: Arthur Duarte

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Distribuição do elenco de «O Pai Tirano»

Intérpretes: Vasco Santana - José Santana; Ribeirinho - Francisco Mega; Leonor Maia - Tatão; Graça Maria - Gracinha; Teresa Gomes - Teresa; Luísa Durão - D. Cândida; Barroso Lopes - Lopes; Armando Machado - Machado; Emília de Oliveira - D. Emília; Arthur Duarte - Artur de Castro; Laura Alves - Laura; Nelly Esteves - Júlia; Seixas Pereira - Seixas; Reginaldo Duarte - Pinto e ainda: Idalina de Oliveira; Joaquim Prata; João Villaret; Eliezer Kamenesky; Sofia Santos; Henrique de Albuquerque... Realização - António Lopes Ribeiro Produção - António Lopes Ribeiro Diálogos - Vasco Santana, Ribeirinho e António Lopes Ribeiro Fotografia - J. César Sá Música - Fernando de Carvalho e Raul Portela

 

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O argumento de «O Pai Tirano»

ARGUMENTO: Tudo está a postos para representação do Grupo de Teatro do Armazém do Grandela, "os Grandelinhas", com a peça "O Pai Tirano". Chico Mega, um caixeiro do Armazém, descobre que a sua amada, Tatão, empregada na perfumaria da Moda, está a voltar a sua atenção para outro homem, Artur de Castro. Quando Chico tenta ganhar de novo o amor de Tatão, uma série de equívocos entre a sua personagem e a vida real leva a um fabuloso jogo de duplos sentidos e primorosos diálogos numa comédia inesquecível.
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A ficha técnica de «O Pai Tirano»

 

Da ficha técnica faziam parte o operador César de Sá, que tinha como assistentes Perdigão Queiroga e João Silva, Roberto de Araújo como decorador, António Vilar nas funções de caracterizador, sendo de Fernando de Carvalho a música do filme. Estreia-se em Lisboa, a 19 de setembro de 1941, no Éden Teatro.

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O elenco de «O Pai Tirano»

 

Vasco Santana, Francisco Ribeiro, Leonor Maia, uma jovem elegante e distinta moçambicana que António Lopes Ribeiro conhecera em África quando realizava «Feitiço do Império», e que fazia agora a sua estreia na tela, João Villaret, numa curta aparição, Arthur Duarte, Graça Maria, Laura Alves, Barroso Lopes, Emília de Oliveira, Luísa Durão, Armando Machado, Teresa Gomes, Reginaldo Duarte, Seixas Pereira, Eliezer Kamenesky, constituíam o elenco de «O Pai Tirano». Tal fator sem dúvida contribuiu e muito, para a adesão imediata e total do espectador, o filme é assim um êxito de crítica e de público.
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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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Apontamentos críticos sobre o filme «Os Fidalgos da Casa Mourisca» – continuação

900 «Os Fidalgos da Casa Mourisca», estamos convencidos, vai fazer carreira. O público acorrerá e não terá dificuldade em reconhecer, nas personagens, as figuras da história que o maravilhou em longos serões, e que o fez chorar no teatro, nos bons tempos em que Brazão era «D. Luís», José Ricardo o «Tomé da Póvoa» e Ilda Stichini a «Berta». Voltará a emocionar-se na cena do jantar, na visita de D. Luís ao adormecido quarto da filha, na retratação do fidalgo perante o seu antigo servidor. E desta vez não sairá de lá furioso por lhe terem iludido a espectativa de poder servir de «ponto», na sequência das cenas, à vizinha do lado que nunca tenha lido o romance famoso de Júlio Dinis. Crítica extraída da revista «CINE JORNAL» de 1938. 1120
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Apontamentos críticos sobre o filme «Os Fidalgos da Casa Mourisca» – continuação

901 Arthur Duarte deve prosseguir. Tem qualidades e visão. Esperaremos um novo filme seu, para nos pronunciarmos em definitivo, sobre a sua maneira. Inteligentemente (reportamo-nos à sua entrevista no «Diário de Lisboa») ele advoga a colaboração com técnicos estrangeiros. Antes de mais nada, necessitamos em Portugal dum bom «découpeur». Exceção feita à «Canção da Terra» e «Revolução de Maio» quase todos os filmes têm tido «découpages» deficientes. A dos «Fidalgos» ressente-se de seguir, pela sua ordem, os episódios do romance. Há que eliminar, de vez, no nosso cinema, as ligações de cenas em locais diferentes por frases começadas por uns e concluídas por outros, ou com palavras iguais a servir de traço de união. Cortar uma cena para encaixar outra no meio, que abre e fecha com cortinas, não é boa técnica cinematográfica. É um erro de «découpage» também. O filme tem algumas paisagens lindas, pena é que não inclua mais. Arthur Duarte, sobretudo nas do final, deu prova do seu bom gosto, na escolha de enquadramentos. Os cenários de Fred Neto, cuidados. A fotografia de Goldberger e Aquilino Mendes, luminosa. Há duas lindas canções de Cruz e Sousa e a música de Júlio Almada, sob a direção de René Bohet, é certa e feliz. 17
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Apontamentos críticos sobre o filme «Os Fidalgos da Casa Mourisca» – continuação

754 A interpretação continua a ser um dos problemas mais graves do cinema nacional. Verdadeiramente, só com os artistas de teatro podemos contar. Lá aparece um ou outro, fora da gente do palco, com qualidades. Mas estas evolam-se, quando as responsabilidades do papel as sobrelevam. Nos «Fidalgos da Casa Mourisca» os artistas do teatro alcançam uma enorme vantagem sobre os restantes intérpretes. João Lopes, no «Tomé da Póvoa», Henrique de Albuquerque, no D. Luís (ainda que, por vezes, declame como se estivesse no palco); Emília de Oliveira, na «Ana do Vedor»; a trindade Vital dos Santos, Silvetre alegrim e Aurélio Ribeiro nos «Primos do Cruzeiro» (talvez caricaturados em demasia) impõe-se no desempenho. 15lDos outros há a notar uma autêntica revelação: Teresa Casal, que tem um desempenho sensacional, se atendermos a que nunca enfrentara a objetiva. Elegantíssima, vestindo com riqueza e bom gosto (tão raramente se aliam estas duas características), Teresa Casal fala com à-vontade, move-se com distinção, tem o «cachet» duma verdadeira vedeta. Esperámos, com muito interesse, vê-la em breve, num papel de mais relevo. Os dois galãs, Tomás de Macedo e Eduardo Fernandes, lutam com as tremendas responsabilidades dos papéis. A situação grava-se com o facto de terem que declamar longas tiradas. Maria Castelar, bonita, gentil, trás para a tela a sua graça e frescura, na figura de Berta. os fidalgos da casa mourisca2
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Apontamentos críticos sobre o filme «Os Fidalgos da Casa Mourisca» – continuação

504 Aqueles que bramaram, e com razão, contra as alterações injustificadas, introduzidas na «Rosa do Adro» e nas «Pupilas» vão delirar com «O Fidalgos da Casa Mourisca». O romance está lá, inteirinho, página por página, capítulo por capítulo. Apenas a personagem do «Frei Januário» se laicizou, por motivos que facilmente se compreendem. Arthur Duarte seguiu o argumento com escrupulosa verdade e o filme é a ilustração da obra literária, com legendas (diálogos) extraídas do texto. Discordamos em primeiro lugar, da adaptação, no caso português, de romance célebres. Em segundo lugar e, principalmente, discordamos ainda da adaptação servil, que redunda na simples ilustração duma obra e que corta as asas da fantasia e da iniciativa própria aos nossos cineastas. 13 Expliquemos: um filme, sob o aspeto espetacular, perante o público, impõe-se dum modo geral, pela realização, pelo desempenho e pelo argumento. Para o grande público, os fatores que o influenciam mais diretamente são o argumento e o desempenho. Claro que a realização tem uma importância capital. Para nós, é até o fator nº 1. Mas o grande público não a sente, e na maioria dos casos, não a sabe avaliar sequer, desde que ela seja simplesmente aceitável. Ora nós portugueses, não podemos exigir grandes realizações. Não temos, infelizmente, vedetas que só por si, imponham um filme. Seria lógico que consagrássemos toda a atenção ao argumento, procurando rodeá-lo de interesse, de qualidades de emoção e de imprevisto. Pois é justamente o aspeto que mais desprezado tem sido, nas realizações nacionais. Preguiçosamente, procuramos as histórias para os nossos filmes, naquelas que o público já conhece de cor. Roubámos assim ao cinema nacional, um dos fatores de interesse mais importante: o imprevisto do que se vai desenrolar na tela. E assim, o público, na maioria dos filmes nacionais, tem-se limitado a verificar se aquilo que se passa no ecrã condiz com as páginas da obra, onde o realizador foi beber os motivos do filme. 14
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