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Tag: António Lopes Ribeiro

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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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O fado está também presente no filme «O Feitiço do Império»

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(Foto 1 Berta Cardoso e Foto 2 Alfredo Marceneiro)

Como curiosidade, neste filme pode-se ver a fadista Berta Cardoso com Alfredo Marceneiro em atuações no Teatro Variedades e no Retiro do Colete Encarnado, que foram especialmente gravadas para posteriormente serem apresentadas no filme "Feitiço do Império", de António Lopes Ribeiro.

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(Foto 3 Luís de Campos e um ator figurante, Foto 4 Luís de Campos e Isabel Tovar numa pausa das filmagens)

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Considerações sobre o filme «O Feitiço do Império»

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O argumento, da autoria de António Lopes Ribeiro, foi baseado num texto, muito diferente, de Joaquim Mota Júnior, vencedor de um concurso realizado pela Agência-Geral das Colónias para o efeito. Lopes Ribeiro considerou "O Feitiço do Império" como a sua melhor película sobre a África portuguesa. Estreou comercialmente no cinema Éden, em 23 de Maio de 1940, com a presença do Presidente da República. Apenas está conservada (Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema) a banda de imagem.

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«O Feitiço do Império» filme de António Lopes Ribeiro

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O êxito do filme deveu-se em muito ao portentoso elenco que o compunha, repleto de figuras de artistas que haviam já granjeado o fervor e o entusiasmo de espectador graças às suas criações que os haviam firmado como intérpretes de primeira no teatro, fosse no declamado ou no de revista.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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É então tratado pela filha de Vitorino, Mariazinha, papel que coube a uma jovem de nome Isabela Boleda da Mota, que adota o nome artístico de Isabela Tovar, e que após este filme abandona a vida artística. Luís acaba por apaixonar-se pela sua enfermeira, e é durante a sua convalescença que Luís será apanhado pelo Feitiço do Império. Entravam também neste filme em pequenos papéis, Alfredo Ruas, Amélia Pereira, Teodósio Cabral, António Martinez e António Vilar, que dava os seus primeiros passos, como ator, e que acabaria por se tornar mais tarde de o mais internacional dos atores portugueses.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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Conhece então Vitorino, papel que coube a Estêvão Amarante, colono já calejado e bem integrado em terras Africanas, bem como à sua filha. É precisamente numa caçada que Luís participa com Vitorino, que é ferido por um ataque de um leão.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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De chegada a Lisboa, Luís tem como cicerone um motorista de táxi, Chico do Austin, papel que coube ao grande actor que foi Ribeirinho, que o leva numa visita guiada por Lisboa. Mas, para Luís tudo é entediante, até o fado é encarado por ele como uma canção menor. Após essa visita, parte então para África. Aí hospeda-se em casa de um tio afastado, Alberto, papel interpretado pelo também grande António Silva, que tem neste filme o papel de um caçador fanfarrão e de um simpático oportunista.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» - continuação

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Nas fotos em cima pode-se ver os pais de Luís a convence-lo a visitar Portugal e as antigas colónias, na esperança de que o filho mude de ideias quanto á naturalização como americano.

Nas fotos de baixo já se vê Luís chegado a Lisboa a visitar a capital de seu país. Um dos locais escolhidos por seu cicerone é uma casa de fados.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império»

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(Foto 1 e Foto 2 - Alves da Cunha e ator figurante)

Alves da Cunha, vive neste filme o papel de Francisco Morais, português que migrou quando jovem para os E.U.A a aí fez grande fortuna, ao abrir uma empresa em Bóston, cidade onde reside. Apesar de viver já há muitos anos na América, continua a sonhar com o seu Portugal. Por isso, sente-se desiludido com o seu filho, Luís Morais, magnificamente interpretado por Luís de Campos, que tem neste filme o papel de protagonista, por este decidir naturalizar-se americano. Uma das razões que o levam a isso, é o facto de ele estar noivo de uma jovem americana, Fay Gordon, papel que trás novamente ao cinema a bela Madalena Sotto. No papel de mãe de Luís, Dona Emília de Morais, volta a doce e terna Emília de Oliveira. Os pais de Luís decidem então enviá-lo numa visita a Lisboa e às nossas então colónias em África.

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(Foto 3 - Alves da Cunha e Foto 4 - Emília de Oliveira e Alves da Cunha)

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