Username:

Password:

Perdeu a Password? / Ajuda

Cinema Sonoro

480 Começa a novela de amor. A rapariga sofre, abandonada na sua terra. Não lhe sai da vista os olhares que aquela artista dos teatros de Lisboa deitava ao seu conversado. E, não podendo resistir mais, deita-se ao caminho, disposta a procura-lo num tal Parque, onde se juntavam muitas pessoas marcantes. Começa por visitar a «estrela» e acaba por ser corista, a convite do «Gouveia da rabeta». 897
582 Os dias calmos da vila são um dia perturbados com a realização de uma grande festa. Organizam-se provas desportivas e de Lisboa seguem algumas figuras do teatro. Uma delas, vedeta bastante em moda, dará o tiro de partida. Acompanha-a o conhecido empresário Gouveia da Rabeta, o verdadeiro ditador dos teatros do Parque Mayer. Á festa assiste também, o Xavier da Bola, que dá cartas no meio desportivo. Não perde o seu tempo e descobre no jovem carteiro, vencedor da corrida de bicicletas, um futuro «ás». Arrebata-o para a Capital. A sedução fora fácil. Com a promessa de um «empregozito», tudo se consegue em desporto. 490  
194 Leitão de Barros esclareceu-nos umas notas rápidas: é uma pelicula essencialmente popular. O seu tema é o desporto. Melhor, é o seu principal intérprete. Dois desportistas bem diferentes surgem no conflito. Um é o tipo perfeito de atleta, que faz do desporto a única razão de ser da sua vida. O outro «faz desporto» na sua vida, coisa bem diversa. É o menino bonito, bem-parecido e melhor constituído, a quem disseram que o desporto ficava bem. Tem figura, mas falta-lhe alma, falta-lhe genica. Alcobaça será o ponto de partida da ação. Ali, no edifício de uma fábrica, numa varanda risonha, onde cantam rouxinóis, começa-se a escrever um poema de amor, com palavras simples, como são as do povo. Ela trabalhava nessa fábrica de frutas. Ele é carteiro, e corre a vila montado na sua bicicleta, levando boas e más notícias, sempre com o seu ar jovial. A madrinha da rapariga vigia o namoro. É a D. Inácia, proprietária duma capelista, que vive de velhas recordações, nunca se esquecendo que fora fornecedora da Casa Real, só porque um dia vendeu um maço de «Almirantes» ao trintanário do régio coche que parara à sua porta. varanda_03

     281293

Intérpretes: Madalena Sotto - Madalena Reis / Oliveira Martins - Eduardo / Maria Matos - D. Inácia / António Silva - António Gouveia / Noé Almeida - Augusto / Dina Teresa - Dina / Costinha - Xavier e ainda: Silvestre Alegrim; João Manuel Pinheiro; Regina Montenegro; Aurélio Ribeiro... Realização - Leitão de Barros / Produção - Tobis Portuguesa /Fotografia - Salazar Diniz e Octávio Bobone / Argumento e Diálogos - João Bastos / Música - Frederico de Freitas. Duração aproximada: 102 mn. P/B Ano de produção: 1939 218  
150 Argumento: O idílio de Madalena e Eduardo, naturais de Alcobaça, é interrompido quando, num dia de festa, ele é convidado para corredor profissional de bicicleta, ela para ser actriz na capital. Só Eduardo aceita, sagrando-se campeão, e amado por uma actriz de teatro. Madalena não aceita essa traição e vai para Lisboa, onde torna-se uma actriz de sucesso. 134
291 Este filme chegou aos nossos dias bastante mutilado, faltam algumas partes incluindo até mesmo o final. O filme tinha tudo para agradar, pois tratava de um tema que girava em volta de um acontecimento desportivo que interessou vivamente a opinião de todo o país, a volta a Portugal em Bicicleta. No seu elenco contava-se com uma dupla de peso, António Silva e Maria Matos, que se defrontam pela primeira vez como rivais no cinema português. Como secundários entravam actores bastante do agrado do público, como Costinha, Dina Teresa que volta ao cinema depois de "A Severa", e antes de partir definitivamente para o Brasil, e ainda Silvestre Alegrim e Regina Montenegro. Como casal principal entrava de novo o galã Oliveira Martins e estreava-se no cinema aquela que teria uma longa carreira teatral, e hoje tão injustamente esquecida, Madalena Sotto. Dona de uma beleza invulgar e de uma vivacidade surpreendente, Madalena Sotto deixaria o país inteiro apaixonado. 43
1 O ano de 1939, como exceção ao que durante os anos subsequentes se verificaria, tem a assinalá-lo, unicamente, a estreia de um filme, «A Varanda dos Rouxinóis», segunda comédia cinematográfica que se pode apontar na carreira longa e bem preenchida de Leitão de Barros. Filme de ambiente desportivo, baseado num argumento de João Bastos e trazendo para a tela, como elemento acessório de atração espetacular, um desporto favorito do público, o ciclismo, «A Varanda dos Rouxinóis», velho sonho de Leitão de Barros, que já desde os tempos heroicos da Tobis se encontrava entre os projetos daquele realizador, teve a interpretá-lo um naipe valioso de comediantes: Maria Matos, António Silva, Costinha e Silvestre Alegrim. 2 Oliveira Martins fazia a sua reaparição num primeiro papel e verificava-se outrossim a estreia cinematográfica duma atriz que pouco antes vinha de começar também a sua carreira teatral, Madalena Sotto. Dina Teresa, depois da sua aparição em «A Severa», voltava a atuar no cinema; o ciclista Noé de Almeida intervinha igualmente no filme; João Manuel, o pequeno de «A Canção da Terra», aparecia também. António Salazar Dinis e Octávio Bobone foram os operadores do filme; assinava a partitura musical Frederico de Freitas; desempenhando António Vilar, em vésperas da sua primeira atuação cinematográfica, as funções de caracterizador. Estreou-se no Tivoli a 19 de Dezembro de 1939. 8
cancao_saloia_do_filme_aldeia_da_roupa_branca_esp_michel_1_0911349001350907907 Outra das músicas que tanto sucesso fez era "As Princesas da Cidade", cantada pela Beatriz Costa, José Amaro e por populares. A canção tinha como objectivo indicar a superioridade das mulheres das aldeias face às mulheres da cidade. "AS PRINCESAS DA CIDADE" As princesas da cidade, oh, ai! São bonequinhas de armar / Só a nossa “colidade” / É de lavar e durar / Só a nossa “colidade” / É de lavar e durar / Se o noivo é de Caneças / E a noiva é da Malveira / Já podem pedir meças / Á saloiada inteira / Mas se não for com essas / Vá lá doutra maneira / A noiva de Caneças / O noivo da Malveira / Toma lá, dá cá / Quem não tem não dá / Quem estala a capa do canejo / Quem não deu, não dá / Quem já deu, dará / Não sejas tola Dá-me um beijo / Nossos braços são quentinhos, oh ai! Têm força para abraçar /E nos peitos redondinhos / Pode um homem descansar / E nos peitos redondinhos / Pode um homem descansar / Se o noivo é de Caneças / E a noiva é da Malveira / Já podem pedir meças / Á saloiada inteira / Mas se não for com essas / Vá lá doutra maneira / A noiva de Caneças / O noivo da Malveira / lol Não temos bocas pintadas, oh ai! Não temos a carne mole / “Semos” desenxovalhadas / E crestadas pelo sol / “Semos” desenxovalhadas / E crestadas pelo sol / Se o noivo é de Caneças / E a noiva é da Malveira / Já podem pedir meças / Á saloiada inteira / Mas se não for com essas / Vá lá doutra maneira /A noiva de Caneças / O noivo da Malveira. 7
Put here your trakcing code, e.g. from Google Analytics.