Username:

Password:

Perdeu a Password? / Ajuda

Cinema Sonoro

 36s

Destacam-se igualmente duas atrizes no filme «A Varanda dos Rouxinóis». Eram elas Madalena Sotto que estreava-se no cinema com este filme e Dina Teresa que regressava às telas oito anos após ter vivido o papel de «Severa» no filme com o mesmo nome. Madalena Sotto, jovem da província que sonhava em ser atriz, triunfaria neste filme deixando o público e críticos rendidos ao seu talento. Teria uma longa e prestigiada carreira teatral. Este filme seria a última oportunidade de rever Dina Teresa de novo nas telas de cinema. Oito anos depois de ter interpretado a "Severa" no filme com o mesmo nome de Leitão de Barros, Dina Teresa regressa ao cinema português com um papel sem dúvida bastante diferente. Ela interpreta a si própria, Dina, uma vedeta de teatro que de repente se vê relegada para segundo plano, com a estreia de uma nova vedeta, Madalena. As cenas em que participa, sobretudo os seus ataques de ciúme, são verdadeiramente hilariantes. Após o sucesso deste filme Dina Teresa partiria para o Brasil, só voltando no início dos anos 80, pouco antes da sua morte. 583

(Costinha, Oliveira Martins e Dina Teresa numa cena do filme)

 412

Maria Matos faz neste filme o papel de D. Inácia, madrinha de Madalena, que vem para Lisboa zelar pelos interesses da afilhada. Escusado será dizer que as cenas em que estes dois monstros do teatro português se confrontam são absolutamente hilárias. Não só o público, mas também a crítica rendeu-se ao talento destes dois atores. Pena será dizer que hoje não é possível visualizarmos este filme pois ele encontra-se incompleto.

 292280

António Silva regressa ao cinema Português num papel á sua altura, o de um empresário, António Gouveia, que numa visita a Alcobaça, conhece Madalena e se convence de que ela daria uma excelente actriz de revista. Faz novamente um papel de malabarista, ardiloso e meio aldrabão que tanto agradava ao público. Mas, o sucesso deste filme deve-se em muito a uma actriz que Leitão de Barros vai buscar para defrontar pela primeira vez nas telas de cinema a António Silva, falamos da grande actriz cómica Maria Matos. Embora já tivessem trabalhado juntos no filme "As Pupilas do Sr. Reitor", é neste filme que se confrontam como rivais, papéis que voltariam a repetir com igual êxito nos filmes "O Costa do Castelo" e "A Menina da Rádio".

 10421043

É o Pintainho quem salva a situação. O garoto, que ajuda no teatro, lembra-se duma subscrição e fala à Madalena. A bicicleta aparece e o sonho transforma-se em realidade. Na prova, toma parte também, o antigo carteiro, hoje «ás» do ciclismo. Dele nunca se esquecera a que o conheceu junto á varanda dos rouxinóis. E, talvez por despeito, tivesse querido auxiliar o novo rival, que vem a ganhar a corrida, com grande surpresa de todos. Depois…Não. Prometemos a Leitão de Barros não revelar o final, que é um achado. Digamos antes, que o antigo carteiro reencontrará aquela que lhe havia feito nascer o seu primeiro amor, após uma «trouvaille» engraçadíssima e inesperada. Como vêm, o argumento tem o sabor da graciosa sátira. As figuras são familiares e tudo tem um gracioso humor popular, saborosamente alfacinha.

 

   893898

Entretanto, a seu lado, no teatro, alguém sofre por sua causa. É o humilde eletricista, a quem ela deve a sua glória. Fora ele, que durante o espetáculo, fascinado pela beleza daquela corista, se esquecera de acompanhar a vedeta com o foco, repousando antes o facho luminoso na figura da pequena de Alcobaça. Assim, nasceu uma estrela. O obscuro operário, além dessa paixão, tem outro desejo ardente. Triunfar no desporto, para o qual sente irresistível vocação. O seu sonho seria entrar na «Volta a Portugal», mas não tem bicicleta.

 891890

  1040584

Agora, é a vida dos bastidores que envolve os meios jornalísticos e outros ambientes da paisagem lisboeta. Surgem figuras conhecidas enquadradas na brilhante carreira da pequena que veio de Alcobaça. É a mais querida figura do teatro popular. Até lhe chamam a vedeta da alegria. O público quere-lhe pelo seu talento, pela sua graça, pelo seu ar popular. Depois, tem facetas simpáticas. Gosta de fazer o bem e ajuda e protege muita gente.

rouxinóis

480 Começa a novela de amor. A rapariga sofre, abandonada na sua terra. Não lhe sai da vista os olhares que aquela artista dos teatros de Lisboa deitava ao seu conversado. E, não podendo resistir mais, deita-se ao caminho, disposta a procura-lo num tal Parque, onde se juntavam muitas pessoas marcantes. Começa por visitar a «estrela» e acaba por ser corista, a convite do «Gouveia da rabeta». 897
582 Os dias calmos da vila são um dia perturbados com a realização de uma grande festa. Organizam-se provas desportivas e de Lisboa seguem algumas figuras do teatro. Uma delas, vedeta bastante em moda, dará o tiro de partida. Acompanha-a o conhecido empresário Gouveia da Rabeta, o verdadeiro ditador dos teatros do Parque Mayer. Á festa assiste também, o Xavier da Bola, que dá cartas no meio desportivo. Não perde o seu tempo e descobre no jovem carteiro, vencedor da corrida de bicicletas, um futuro «ás». Arrebata-o para a Capital. A sedução fora fácil. Com a promessa de um «empregozito», tudo se consegue em desporto. 490  
194 Leitão de Barros esclareceu-nos umas notas rápidas: é uma pelicula essencialmente popular. O seu tema é o desporto. Melhor, é o seu principal intérprete. Dois desportistas bem diferentes surgem no conflito. Um é o tipo perfeito de atleta, que faz do desporto a única razão de ser da sua vida. O outro «faz desporto» na sua vida, coisa bem diversa. É o menino bonito, bem-parecido e melhor constituído, a quem disseram que o desporto ficava bem. Tem figura, mas falta-lhe alma, falta-lhe genica. Alcobaça será o ponto de partida da ação. Ali, no edifício de uma fábrica, numa varanda risonha, onde cantam rouxinóis, começa-se a escrever um poema de amor, com palavras simples, como são as do povo. Ela trabalhava nessa fábrica de frutas. Ele é carteiro, e corre a vila montado na sua bicicleta, levando boas e más notícias, sempre com o seu ar jovial. A madrinha da rapariga vigia o namoro. É a D. Inácia, proprietária duma capelista, que vive de velhas recordações, nunca se esquecendo que fora fornecedora da Casa Real, só porque um dia vendeu um maço de «Almirantes» ao trintanário do régio coche que parara à sua porta. varanda_03
Put here your trakcing code, e.g. from Google Analytics.