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Cinema Sonoro

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Esta é também a década das co-produções com Espanha e com o Brasil, o que leva alguns actores portugueses a irem para lá para filmarem, e actores espanhóis a virem de lá para cá. E é precisamente com uma produção brasileira, "Vendaval Maravilhoso" que a década se fecha, o filme é um autêntico fracasso tanto no nosso país como no Brasil, e assinala o início da decadência do nosso cinema.

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Como não existia em Portugal actores de raiz de cinema, tinha que se ir buscar ao teatro os grandes actores de então, que acabam por trazer para o cinema a sua condição teatral. Mas, a partir de meados desta década começam a surgir os primeiros actores que não vinham do teatro, mas que eram escolhidos por concurso para entrarem no mundo do cinema, era o caso de Virgílio Teixeira, Milú, Leonor Maia, António Vilar, Julieta Castelo, Maria Eugénia, Fernando Curado Ribeiro, etc... Esta é a década das grandes produções históricas como Camões, Inês de Castro ou Vendaval Maravilhoso. É a década do surgimento de Amália Rodrigues no cinema, e o curioso é que são precisamente os seus filmes os que mais sucesso irão fazer.

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Depois de uma década de ouro para o nosso cinema, na década de quarenta vai-se explorar até ao limite os géneros que tinham feito sucesso na década anterior. As produções de António Lopes Ribeiro vão apostar na comédia à portuguesa, bem como Arthur Duarte; Leitão de Barros vai apostar nas produções históricas; Henrique de Campos no filme rural e por aí adiante. O sucesso dos filmes deve-se muitas vezes aos grandes actores do teatro de então: António Silva, Vasco Santana, Teresa Gomes, Ribeirinho, Maria Matos, Lucília Simões, Maria das Neves, Erico Braga, entre muitos outros. Numa altura em que a Europa estava envolvida na 2ª Guerra Mundial, que Portugal vivia um período de racionamento de alimentos, o cinema era considerado como a grande distracção do povo. laura1254

( Madalena Sotto)

(Filmagens do filme)

(Filmagens do filme)

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(Publicidade ao filme «A Varanda dos Rouxinóis»)

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Ainda no setor técnico destacavam-se os responsáveis pela excelente fotografia do filme, Salazar Dinis e Octávio Bobone. Foi diretor da produção o Dr. Rodrigues Pinto, então Presidente do Conselho da Administração da Tobis, sendo António Vilar o caracterizador do filme. Foram assistentes António César dos Santos, Fernando Silva e Antero Faro. O som era de Sousa Santos e a montagem de Peter Meyrowitz e de Regina Fróis. Como anotador estava um profissional já muito batido nas lides do cinema português, Estácio de Barros. O filme estreia-se no Tivoli a 19 de Dezembro de 1939.    

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Na parte técnica e criativa colaboraram também na produção de «A Varanda dos Rouxinóis». João Bastos, além do argumento, como autor dos versos das canções que o filme apresentava: a «Canção da Varanda», com música de Frederico de Freitas, a quem pertencia também a música de «Janelinha da Trapeira» e de «Chapelinho ao Lado», sendo de Cruz e Sousa a melodia da «Marcha dos Campeões». Frederico de Freitas escreveu ainda a partitura musical do filme.

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Destacam-se igualmente duas atrizes no filme «A Varanda dos Rouxinóis». Eram elas Madalena Sotto que estreava-se no cinema com este filme e Dina Teresa que regressava às telas oito anos após ter vivido o papel de «Severa» no filme com o mesmo nome. Madalena Sotto, jovem da província que sonhava em ser atriz, triunfaria neste filme deixando o público e críticos rendidos ao seu talento. Teria uma longa e prestigiada carreira teatral. Este filme seria a última oportunidade de rever Dina Teresa de novo nas telas de cinema. Oito anos depois de ter interpretado a "Severa" no filme com o mesmo nome de Leitão de Barros, Dina Teresa regressa ao cinema português com um papel sem dúvida bastante diferente. Ela interpreta a si própria, Dina, uma vedeta de teatro que de repente se vê relegada para segundo plano, com a estreia de uma nova vedeta, Madalena. As cenas em que participa, sobretudo os seus ataques de ciúme, são verdadeiramente hilariantes. Após o sucesso deste filme Dina Teresa partiria para o Brasil, só voltando no início dos anos 80, pouco antes da sua morte. 583

(Costinha, Oliveira Martins e Dina Teresa numa cena do filme)

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Maria Matos faz neste filme o papel de D. Inácia, madrinha de Madalena, que vem para Lisboa zelar pelos interesses da afilhada. Escusado será dizer que as cenas em que estes dois monstros do teatro português se confrontam são absolutamente hilárias. Não só o público, mas também a crítica rendeu-se ao talento destes dois atores. Pena será dizer que hoje não é possível visualizarmos este filme pois ele encontra-se incompleto.
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