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Cinema Sonoro

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Em 1938, mais precisamente no mês de Abril, partia para África, a bordo do navio “Arlanza” uma equipa que seria chamada de “Missão Cinegráfica às Colónias de África”. Essa equipa era composta por António Lopes Ribeiro, pelo autor teatral Carlos Selvagem, o operador de câmara Manuel Luís Vieira e Paulo de Brito Aranha, responsável pelo som. O objetivo desta equipa era filmar nas nossas então colónias ultramarinas. Destas filmagens, muitas delas documentários, produziu-se um filme de longa-metragem, que se veio a chamar “O Feitiço do Império”. O filme tinha argumento de Joaquim Mota Júnior, cujo primeiro objetivo era o de revelar, engrandecer e exaltar a ação portuguesa em terras Africanas. Foi o primeiro filme de ficção a abordar as colónias ultramarinas e a obra colonizadora dos portugueses e no fundo a trazer para a tela imagens das nossas antigas províncias africanas.

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(Programa original do filme «João Ratão» do cinema São Luíz)

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«Cantiga da Primavera» Canta a Primavera / Baila toda a gente / Só eu estou à espera / Do amor ausente / Só eu não dou beijos / Por não ter um par / Morro de desejos / Por lhos poder dar / Anda o campo cheio / Cheio, cheio, cheio / Da canção dos ninhos / Pares que se beijam / Beijam, beijam, beijam / Quando vão sozinhos / Tudo aqui nos fala / fala, fala, fala / Dum segredo amigo / Dum segredo eterno / Terno, terno, terno / Que eu sei mas não digo / Há por esses montes / Canções de alegria / Vão cantando as fontes / Canta a Cotovia / E na imensidade / Deste amor sem fim / A voz da saudade / Canta só pra mim.

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"FADO DAS TRINCHEIRAS" Música de António Melo / Letra de João Bastos e Félix Bermudes / Cantado por Óscar de Lemos: Soldados da nossa terra, são voluntário da guerra / Que vêm bater-se por brio. Raça de fogo e de glória, que escreveu a sua história / Nos mundos que descobriu. Por isso a Pátria distante, brilha em nós a cada instante / Como a luz de uma candeia, Que arde de noite e de dia no altar da Virgem Maria / Na igreja da nossa aldeia. Refrão : No luar das noites calmas / Choram baixinho nas almas / Saudades do nosso lar / Mas o dever é mais forte / E nem a sombra da morte / Nos obriga a recuar /E se eu morrer na batalha, só quero ter por mortalha / A bandeira nacional. E na campa de soldado, só quero um nome gravado / O nome de Portugal.
1002 Uma das razões do enorme sucesso eram as canções do filme, as melodias eram da autoria de António Melo e as letras de João Bastos e Félix Bermudes. De todas as canções do filme, um fado ficaria para a posteridade, era o "Fado das Trincheiras" que mais tarde seria cantado pelo Fernando Farinha.
Intérpretes: Óscar de Lemos - João Ratão / Maria Domingas - Vitória / António Silva - Teotónio / Manuel Santos Carvalho - Manuel da Loja / Teresa Casal - Manuela / Costinha - Bonifácio / Álvaro de Almeida - Diogo / Filomena Lima - D. Carolina / António Maia - Tenente Resende / Aida Ultz - Mlle Frou-Frou / Fernanda de Sousa - Helena / Maria Emília Vilas - Mãe Rosa e ainda: Silva Araújo; Artur Rodrigues; José Malveira... Realização - Jorge Brum do Canto / Produção - Tobis Portuguesa / Diálogos - João Bastos / Planificação - Fernando Fragoso / Fotografia - Aquilino Mendes / Música - António Melo e Jaime Silva Filho.

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Argumento: João Ratão é um dos muitos jovens portugueses mobilizados para combater na I Guerra Mundial, na batalha da Flandres. Para trás, na sua aldeia do vale do Vouga, João Ratão deixou a sua noiva, Vitória, com quem troca apaixonadas cartas de amor, que enlevam todos os seus vizinhos, que para mais o consideram um herói. Quando finalmente regressa a casa, é recebido com uma grande festa, apenas perturbada pelas histórias que chegam de França que ameaçam o seu noivado com Vitória. E quando um dia chega à aldeia uma francesa...

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(Fotos de cima: 1) Óscar de Lemos ao lado de Maria Domingas, Silva Araújo e Emília Vilas; 2) Álvaro de Almeida em pé e António Silva, Costinha, Manuel dos Santos Carvalho e Filomena Lima sentados; Fotos de baixo: ambas vê-se Óscar de Lemos ao lado de Maria Domingas)

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Como curiosidade, e como a primeira parte do filme era passado na 1ª Guerra Mundial, onde João Ratão tinha ido para lutar, foram construídos nos estúdios da Tobis Portuguesa, um abrigo subterrâneo, uma trincheira e as linhas alemãs. Já na segunda parte do filme e após o regresso de João à sua aldeia, ele vai trabalhar como madeireiro, para o efeito as filmagens da Faina dos madeireiros tinha lugar no Vale do Vouga. O filme teve tanto sucesso que se manteve em cartaz durante 10 semanas consecutivas. «João Ratão» estreou-se no São Luís, a 29 de Abril de 1940.

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 (Foto 1 e 2 Óscar de Lemos; Foto 3 António Silva e Manuel dos Santos Carvalho; Foto 4 Álvaro de Almeida e António Silva)
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