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Cinema Sonoro

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O argumento, da autoria de António Lopes Ribeiro, foi baseado num texto, muito diferente, de Joaquim Mota Júnior, vencedor de um concurso realizado pela Agência-Geral das Colónias para o efeito. Lopes Ribeiro considerou "O Feitiço do Império" como a sua melhor película sobre a África portuguesa. Estreou comercialmente no cinema Éden, em 23 de Maio de 1940, com a presença do Presidente da República. Apenas está conservada (Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema) a banda de imagem.

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O êxito do filme deveu-se em muito ao portentoso elenco que o compunha, repleto de figuras de artistas que haviam já granjeado o fervor e o entusiasmo de espectador graças às suas criações que os haviam firmado como intérpretes de primeira no teatro, fosse no declamado ou no de revista.

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É então tratado pela filha de Vitorino, Mariazinha, papel que coube a uma jovem de nome Isabela Boleda da Mota, que adota o nome artístico de Isabela Tovar, e que após este filme abandona a vida artística. Luís acaba por apaixonar-se pela sua enfermeira, e é durante a sua convalescença que Luís será apanhado pelo Feitiço do Império. Entravam também neste filme em pequenos papéis, Alfredo Ruas, Amélia Pereira, Teodósio Cabral, António Martinez e António Vilar, que dava os seus primeiros passos, como ator, e que acabaria por se tornar mais tarde de o mais internacional dos atores portugueses.

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Conhece então Vitorino, papel que coube a Estêvão Amarante, colono já calejado e bem integrado em terras Africanas, bem como à sua filha. É precisamente numa caçada que Luís participa com Vitorino, que é ferido por um ataque de um leão.

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De chegada a Lisboa, Luís tem como cicerone um motorista de táxi, Chico do Austin, papel que coube ao grande actor que foi Ribeirinho, que o leva numa visita guiada por Lisboa. Mas, para Luís tudo é entediante, até o fado é encarado por ele como uma canção menor. Após essa visita, parte então para África. Aí hospeda-se em casa de um tio afastado, Alberto, papel interpretado pelo também grande António Silva, que tem neste filme o papel de um caçador fanfarrão e de um simpático oportunista.

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Nas fotos em cima pode-se ver os pais de Luís a convence-lo a visitar Portugal e as antigas colónias, na esperança de que o filho mude de ideias quanto á naturalização como americano.

Nas fotos de baixo já se vê Luís chegado a Lisboa a visitar a capital de seu país. Um dos locais escolhidos por seu cicerone é uma casa de fados.

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(Foto 1 e Foto 2 - Alves da Cunha e ator figurante)

Alves da Cunha, vive neste filme o papel de Francisco Morais, português que migrou quando jovem para os E.U.A a aí fez grande fortuna, ao abrir uma empresa em Bóston, cidade onde reside. Apesar de viver já há muitos anos na América, continua a sonhar com o seu Portugal. Por isso, sente-se desiludido com o seu filho, Luís Morais, magnificamente interpretado por Luís de Campos, que tem neste filme o papel de protagonista, por este decidir naturalizar-se americano. Uma das razões que o levam a isso, é o facto de ele estar noivo de uma jovem americana, Fay Gordon, papel que trás novamente ao cinema a bela Madalena Sotto. No papel de mãe de Luís, Dona Emília de Morais, volta a doce e terna Emília de Oliveira. Os pais de Luís decidem então enviá-lo numa visita a Lisboa e às nossas então colónias em África.

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(Foto 3 - Alves da Cunha e Foto 4 - Emília de Oliveira e Alves da Cunha)

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(Foto 1 - Estêvão Amarante, António Silva, Isabel Tovar e Luís de Campos. Foto 2 - Luís de Campos e Estêvão Amarante)

Da ficha técnica de «Feitiço do Império» de cuja planificação, diálogos e montagem António Lopes Ribeiro era, ainda, o autor, faziam parte os operadores Isy Goldberger e Manuel Luís Vieira, o pintor António Soares, responsável pelas decorações, Venceslau Pinto como autor da música, Pedro de Freitas Branco na direção musical, tendo ainda António Vilar como caracterizador chefe. O filme, que foi produzido pela Agência-geral das Colónias, estreou-se em espetáculo de gala no Éden, a 23 de maio de 1940.

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(Foto 3 e 4 - Luís de Campos e António Silva)

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(Foto 1 - Alves da Cunha e Foto 2 - Emília de Oliveira)

Intérpretes: Luís de Campos - Luís Morais / Isabel Tovar - Mariazinha / Alves da Cunha - Francisco Morais / Emília de Oliveira - Emília Morais / Madalena Sotto - Fay Gordon / Estevão Amarante - Vitorino da Umbala / António Silva - Tio Alberto / Ribeirinho - Chico do Austin e ainda: Alfredo Ruas; Amélia Pereira; António Vilar; António Martinez... Realização - António Lopes Ribeiro / Produção - Agência Geral das Colónias / Argumento - Joaquim Mota Júnior / Fotografia - Isy Goldberger e Manuel Luís Vieira / Música - Wenceslau Pinto e Jaime Silva Filho. Curiosidades: Custou 4.000 contos. Duração aproximada: 145 mn. P/B Ano de produção: 1940

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(Foto 3 - Ribeirinho e Foto 4 - Isabel Tovar)

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