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Cinema Sonoro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

 

Elisa Carreira e António de Sousa

Graça Maria, Óscar de Lemos e Igrejas Caeiro

Barreto Poeira e Elisa Carreira

António de Sousa, Graça Maria e Igrejas Caeiro

 

Elisa Carreira em duas cenas do filme «Porto de Abrigo»

Barreto Poeira e Virgínia Soler

Patrício Álvares e figurantes

 

«Canção do Pescador» interpretado por Óscar de Lemos com letra de Patrício Álvares e música de António Melo. «Nossa Senhora que é mãe, até esquece as suas mágoas, a velar sempre por quem, anda por cima das águas. Na labuta desta vida, tão rude no seu penar, que até leva de vencida, a própria força do mar. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente. Lança a gente a rede ao mar, pra vir peixe de roldão, e na rede dum olhar, um homem agarra um peixão. Que isto de peixe e mulher, seja lá pelo que for, é sempre um bem se vier, à rede dum pescador. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente. Certas mulheres doutra raça, são aves de arribação, não fazem ninho, e à desgraça, é que partem com a menção. São bateis que não fundeiam, porque a fateixa é pequena, e o vento, se acaso a arreiam, faze-as mudar de querena. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente.

 

 

 

Intérpretes Elisa Carreira - Sónia Virgínia Soler - Rosa Graça Maria - Maria da Graça Maria Emília Vilas - Senhora Marta Barreto Poeira - Tenente Dolle Igrejas Caeiro - Jorge Óscar de Lemos - António Alcobia Santos - Olga e ainda: António de Sousa; Patrício Álvares; Jaime Zenóglio; Celestino Soares... Realização - Adolfo Coelho Produção - Lisboa Filme Argumento - Adolfo Coelho Fotografia - Salazar Diniz Música - Jaime Silva Filho Duração aproximada: 87 mn. P/B Ano de produção: 1940

 

Argumento: Sónia, uma aventureira, refugia-se em Portugal. A paz e a doçura contagiam-na deixando-se cativar. Chega a pensar que poderá encontrar aqui a calma e, até, o amor. Mas a trama em que se envolvera, respeitando à invenção duma perigosa arma secreta, o raio da morte, cuja posse é disputada por duas potências inimigas, forçam-na a seguir o seu destino, incompatível com a felicidade da nossa gente.  
Primeira produção de grande metragem da Lisboa Filme, que até aí se limitara a alugar as suas instalações aos produtores independentes, orientação que, mais ou menos, continuaria depois a seguir, Porto de Abrigo, que teve António Salazar Dinis como operador, Mário Costa como decorador e Jaime Silva Filho e António Melo como autores da música e das canções, incluía na distribuição os nomes de Barreto Poeira, Elisa Carreira, Igrejas Caeiro, Graça Maria, uma jovem que se estreava no cinema, Óscar de Lemos e Patrício Álvares. Teve a sua estreia no Tivoli, a 27 de janeiro de 1941.

 

Escritor conquistado pelos assuntos de ambiente de espionagem e de temas internacionais, em que a sua obra literária é pródiga, não custa a crer que, ao ser-lhe cometido o encargo da direção de um filme de fundo, a sua predileção por tais assuntos levasse Adolfo Coelho a escolher e a escrever um argumento desse tipo. E assim, nasceu Porto de Abrigo, a que o clima de guerra que então o mundo vivia, e que no argumento aflorava, contribuía para mais acentuar ainda o seu carácter de atualidade.  
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