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Cinema mudo

5 Outro fascínio é poder assistir ao desempenho de actores, que nalguns casos, eram os maiores do elenco teatral ou vieram a afirmar-se, com persuasão e naturalidade que poucas vezes se registariam em Portugal, encarnando gente característica ou popular á época. Com Adelina Abranches, Chaby Pinheiro, Alves da Cunha, Estevão Amarante, Irene Isidro, Augusto Costa/Costinha, Nascimento Fernandes, Augusto Melo, Teresa Gomes, Aura Abranches, Beatriz Costa, Erico Braga, Maria Lalande, Vasco Santana, Eugénio Salvador, Alfredo Ruas, Emília de Oliveira, Ester Leão, Josefina Silva, Ema de Oliveira entre muitos outros. 7
N54_0014_branca_t0 Sinopse: Série de episódios seguidos da vida Lisboeta. As várias figuras profissionais do bulício da cidade do ardina, ao polícia, ao militar. Os estudos e o lazer dos alunos. As docas e a faina. Os bairros populares, os monumentos e praças do Comércio e Figueira. O trânsito em Lisboa. As actividades domingueiras, os desportos, os turistas. Os velhos e as crianças, símbolos do fim e início de um ciclo de vida. ChabyPinheiro01
15 Doze anos após o seu primeiro filme (Malmequer - 1918), Leitão de Barros apresenta «Lisboa, Crónica Anedótica», justamente considerado uma das maiores obras da nossa época muda. Consagra-se a tendência para converter Lisboa em inspiração privilegiada do cinema português, aparecendo-nos mesmo aqui como figura única e típica. A «Crónica» é constituída por episódios devidamente assinalados e de variável duração; correspondendo às diversas facetas da grande urbe, também eles são documentais ou de ficção ligeira – humorísticos, pitorescos, históricos, de testemunho. Mesmo como repositório de imagens sobre um perfil citadino e seus tiques, definitivamente transformado, «Lisboa» é de valor incalculável. 10
23204 A 20 de Novembro de 1930 estreia «Vida de um Soldado» com realização, fotografia e argumento de Aníbal Contreiras. Esta pelicula relata-nos a história da vida de um soldado, desde o «assentar da praça» até o sair da tropa. Na interpretação vemos: Francisco Ricardo, Carlos Azedo, Silva de Almeida e Perpétua dos Santos. Esta fita exibiu-se em estreia de gala, com a assistência de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, no cinema Central, no dia 20 de Novembro de 1930. vidasoldado_04
casteladasberlengas_01 «A Castelã das Berlengas» de António Leitão teve legendas de Acúrcio Pereira. Na interpretação surgiam os nomes de Ida Kruger (Rosa), Fernanda de Sousa (Ana), António Fagim (Pedro, o pescador), Tomás de Sousa (Hugo de Montalvo), Machado Correia (Veterano Julião), entre outros.  Tendo por essenciais figurantes o mar e a natureza, «A Castelã das Berlengas» contou com a Aviação Marítima e a Marinha de Guerra, registando-se as primeiras filmagens por meios aéreos. Gago Coutinho fez elogiosas referências a esta fita de acção ligeira. Nas Berlengas permaneceu a equipa técnico-artística mais de vinte dias, trabalhando depois no Maxim’s de Lisboa, devido à ausência de um estúdio.    
vereamar_1b Em 1930, surge um novo realizador de cinema, Chianca de Garcia que apresenta a comédia musical «Ver e Amar». Apesar do seu tom ligeiro, cómico-musical, espécie de revista filmada, com um leve fio de enredo (...), o filme teve a colaboração de alguns dos nomes mais brilhantes da vida cultural lisboeta de então, como José Gomes Ferreira, Carlos Botelho, Fred Kradolfer, Bernardo Marques, António Lopes Ribeiro, Félix Ribeiro e o maestro René Bohet, que assinou a partitura musical para a orquestra. O filme incluía cenas sonoras por disco e gramofone. Provavelmente fono-reprodução em paralelo à projecção. A história era simples: O percurso de uma costureira com pretensões de sucesso na revista, que acaba por escolher a felicidade e modéstia ao lado de um motorista de táxi.  

vereamargrdO filme tinha no elenco Erico Braga (Taxista), Eloisa Clara (“Starlette”), Mário Fernando (Amigo), Celeste de Oliveira (Actriz), Álvaro Horta e Costa (Empresário) e Vítor Lopes (Autor). Com este filme reatava-se assim, de certo modo, entre as estreias dramáticas do novo cinema, a tradição do nosso filme cómico, influenciado pela farsa americana. Obra despretensiosa, estreada no domingo anterior ao Carnaval (25 de Fevereiro de 1930), "Ver e Amar" tem hoje grande interesse histórico (desconhece-se o paradeiro do filme), pois não só representa o lado ligeiro, descontraído, brincalhão, de nomes tão significativos, como faz a ponte entre um estilo de farsa que vinha já de "Pratas Conquistador" e a comédia popular da década seguinte, mais ligada à palavra, ao teatro de revista e às grandes comédias de um André Brun ou de um Gervásio Lobato."

nazare_2b Tardarão onze anos, após «Mal de Espanha», para que Leitão de Barros volte ao cinema, de novo com Artur Costa de Macedo na fotografia. Para ambos os homens, entre as duas fitas, a distância é no entanto impressionante, quer em pretensões quer na expressão e capacidade para as levar a efeito. De «Nazaré, praia de pescadores» conhecemos hoje, apenas uma bobina, que representa um material com valor inestimável, dum ponto de vista etnográfico, qualidade de registo e arrojo técnico. O filme ilustra a vida e hábitos dos nazarenos, os pescadores da praia da Nazaré, que se distinguem pela sua indumentária e hábitos tradicionais. O mar e o seu duro modo de vida são os temas centrais. Mostra ainda suas práticas artesanais, barcos a remos e redes de pesca, adaptadas às condições naturais de um lugar em que a vida não é fácil. Nitidamente influenciado pela vanguarda cinematográfica europeia, designadamente a soviética, Leitão de Barros construiu um filme documental seguindo uma concepção de "cinema puro", que a luminosidade e o recorte do preto e branco de Costa Macedo acentuavam no plano plástico. A Nazaré e as suas gentes, de resto, são um tema a preto (os fatos, as sombras, as redes) e branco (as casas, a areia, o céu), e o cineasta, também pintor, compreendeu-o perfeitamente. Mas acrescentou aos elementos descritivos o toque lírico, aqui e além reforçado pela pura invenção cinematográfica, como na cena do nascimento da rede. Ao contrário de muitos documentários portugueses posteriores, Leitão de Barros criava um ambiente verista que, mesmo em tom de crónica fugidia, não deixava de acentuar contrastes, de dinamizar conceitos visuais, erguer a imagem ao máximo da sua potência anímica. nazare_08
dan_a_dos_paroxismos «Dança dos Paroxismos» marca a estreia do realizador Jorge Brum do Canto no cinema. O filme, de 1929, é considerado um caso à parte tanto no período do cinema mudo português, como na obra de Jorge Brum do Canto, que realizou este filme com apenas 18 anos. O enredo é inspirado no poema «Les Elfes de Leconte de Lisle», baseado numa lenda nórdica. Foi o próprio Brum do Canto que se ocupou das legendas, planificação de sequência, vestuário e figurino, e ainda interpretou o papel principal.

hqdefault O argumento era o seguinte: O jovem Gonthramm tomba apaixonado por uma jovem lindíssima, mas a sua afeição é destruída por Banschi, entidade maléfica.    No elenco além de Jorge Brum do Canto (Gonthramm), surge os nomes de Maria Manuela Varela (Galeswinthe), Maria de Castro (Banschi), Machado Correia (Lavrador), Maria, Emília Vilas/Marimília (Mulher do Lavrador), Carlos Miranda (Filho do Lavrador) e discípulas de Mme Britton.

dancadosparoxismos_1b O filme foi ignorado do público durante cinquenta e seis anos, pois esteve fechado, depois de uma apresentação privada, nos cofres de Mello, Castelo Branco, e daí transitou para a Cinemateca Nacional, recolhido pelo Dr. Félix Ribeiro, "A Dança dos Paroxismos" foi para todos uma revelação quando apresentado na Cinemateca Portuguesa durante a retrospectiva da filmografia de Jorge Brum do Canto, em 1984, já recuperado do suporte de nitrato onde se conservou todos aqueles anos. (...)
josedotelhado_02 Em 1929, Rino Lupo decide transpor para as telas o famoso romance de Eduardo Noronha intitulado «José do telhado» que relatava as proezas do bandoleiro José do Telhado - famoso salteador que a justiça condenou pelos seus crimes, mas a alma popular elevou e acarinhou pelas suas virtudes. Casado com a prima Aninhas, desiludido e sem recursos, torna-se chefe de uma quadrilha... Em envolvimento, a época em que se travaram as primeiras lutas liberais. O filme teve ante-estreia em Lisboa a 2 de Dezembro 1929. Estreia no Porto a 10 de Dezembro de 1929 e em Lisboa no Politeama, a 3 Abril de 1930. Na interpretação surgiam os nomes de Carlos Azedo (José do Telhado), Julieta palmeiro (Aninhas), Maria Emília Castelo Branco (Maria Genoveva), Luís de Magalhães (José Pequeno), Ainda Lupo (Fidalguinha da Mó), Zita de Oliveira (Ermelinda) e Laura Vidal (Tia Isabel). O filme foi rodado nos estúdios da Invicta Film. Rino Lupo tentou, no seguimento de «Fátima Milagrosa» enveredar pelo comercialismo e o sucesso fácil. O filme teve bastante sucesso de bilheteira mas foi arrasado pela crítica da época. josedotelhado_01
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