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«Rainha depois de morta» estreia novo estúdio de cinema

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Em 1910, Júlio Costa, empresário e director do Salão Ideal, decide ele próprio criar um novo estúdio de cinema, mandado construir na Rua Marquês de Ponte do Lima um amplo estúdio, todo envidraçado, com laboratório anexo e seção de distribuição de filmes. Logo que este Estúdio estava terminado, iniciaram-se as filmagens de «Rainha Depois de Morta», filme que contava no seu elenco com Eduardo Brazão, Amélia Vieira e Carlos Santos.
Em 1911, um lamentável incêndio destruía os Estúdios da rua Marquês de Ponte do Lima e punha termo ao sonho de Júlio Costa, de reunir sob a mesma firma a distribuição e produção. Até 1917, o cinema português tem um interregno nas suas actividades. O ano de 1917 é assinalado com uma tentativa de cinema cómico. Emídio Ribeiro Pratas, ao tempo projecionista do Chiado Terrasse, funda uma empresa produtora, «Pratas film», que tinha como objetivo a produção de filmes cómicos, género Chaplin, em que o próprio Pratas era o protagonista. O primeiro e único filme de «Pratas Film», intitula-se «Pratas o Conquistador» e tinha aproximadamente 600 metros. As filmagens desta pelicula foram tempestuosas e despertaram grande curiosidade do público. A fotografia deste filme era de Ernesto de Albuquerque. Quando projetada, a pelicula não agradou e, assim se desfez a «Pratas Film», com um filme curto, apenas no seu ativo. 550943_10151335232564271_204741178_n
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«Os crimes de Diogo Alves» - O primeiro filme de ficção

15871844_10155096315894271_1550019988109491189_n Em 1909 começa a rodar-se um filme que nunca chegará a ser apresentado: «Os Crimes de Diogo Alves», realização de Lino Ferreira, com direcção de actores de Barbosa Jr, fotografia de João Freire Correia e interpretação de Carlos Leal (Diogo Alves), Luz Veloso (Parreirinha), Nascimento Fernandes, Artur Rodrigues e João Tavares. Algumas dificuldades fazem com que as filmagens decorram com certa morosidade, e o filme acaba por não ser concluído, em virtude de uma «tournée» ao Brasil em que participam Luz Veloso, Nascimento Fernandes e Carlos leal. No ano seguinte, num outro estúdio de cinema improvisado no Bom Sucesso, João Freire Correia encarrega João Tavares, um notável amador dramático e que figurara já na ficha artística da anterior versão, de dirigir as novas filmagens dos «Crimes de Diogo Alves», para cujo elenco foram escolhidos novos elementos. João Tavares saiu-se maravilhosamente da incumbência e poucos meses depois da primeira volta da manivela, em 26 de Abril de 1911, «Diogo Alves» fazia a sua estreia perante a expectativa do público e alcançando os maiores aplausos. Durante semanas, a uma média de oito sessões diárias, «Diogo Alves» esgota a lotação do Salão Trindade. Mas as despesas com estas duas versões levam em 1912 a suspender as actividades da «Portugália Film».

 (Cenas da versão inacabada de «Os Crimes de Diogo Alves» de 1909)

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A construção da «Portugália Film»

 
2Em 1900 é realizado um pequeno filme de enredo, intitulado «Rapto de uma Actriz» e interpretado por Carlos Leal, Luz Veloso, Nascimento Fernandes e outros. «Rapto de uma Actriz» que foi exibido no Teatro Príncipe Real, como «shetch» cinematográfico da revista «Ó da Guarda», que então se representava naquele teatro, obteve um enormíssimo êxito, constituindo para João Freire Correia, o operador e realizador, como hoje se diria, do filme, uma grande vitória cinematográfica.
João Freire Correia, animado pelos amigos e pelos elogios resultantes da sua primeira experiencia cinematográfica com a filmagem de «Rapto de uma Actriz», quer experimentar em bases mais sólidas e dando maior incremento à produção cinematográfica, o negócio do cinema. É assim que nasce a «Portugália Film», que durante cerca de sete anos, animou o ambiente da cinematografia nacional.
 
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Aurélio da Paz dos Reis - O Início do Cinema Português

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A história do cinema Português começa em 12 de Dezembro 1896. Um ano após a primeira sessão pública em Paris do cinematógrafo Lumiére, Aurélio Paz dos Reis, fotógrafo amador do Porto, projectava no Teatro do Príncipe Real o fruto do seu "Kinetographo Portuguez". Era a primeira sessão portuguesa de cinema com filmes portugueses filmados por um português. O primeiro filme de que se conhece chamava-se «A Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança», que não era mais do que réplica do primeiro filme da história do cinema, rodado em França pelos irmãos Lumiére, em (1894 – 1895) «La Sortie de l'usine Lumière à Lyon».
O público acede e aplaude e o Kinetographo. De seguida dirige-se para Braga, Porto e depois para o Rio de Janeiro para novas sessões.
Em terras brasileiras e devido sobretudo a falhas técnicas, Aurélio da Paz dos Reis, não consegue fazer singrar o seu trabalho. Desiludido regressa a Portugal a 24 de Janeiro de 1897 e abandona a cinematografia. Mas o importante é que se iniciava assim a história do cinema português.
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