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«Amor de Perdição» um clássico da Invicta Film

 

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Em 1921 concretiza-se a primeira versão fílmica do célebre clássico de Camilo Castelo Branco, «Amor de Perdição». Sem dúvida, uma aventura arrojada para a época, em esforço de produção e na precária dimensão da nossa indústria cinematográfica, devido aos cuidados postos pela «Invicta Film» em manter fidelidade ao espírito romanesco. A realização coube ao francês George Pallu, na altura a viver há cerca de três anos entre nós. Tadeu de Albuquerque foi interpretado por Pato Moniz, Simão Botelho por Alfredo Ruas, Mariana por Brunilde Júdice, Teresa por Irene Grave, João da Cruz por António Pinheiro, Baltazar Coutinho por Samwel Diniz, entre outros.
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As produções de 1920

 

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Em 1920 produzem-se três filmes, dois pela «Invicta Film» e outro pela «Lusa Film», produtora de Lisboa. Os filmes foram: «O Amor Fatal» dirigido por George Pallu e com interpretação de Pato Moniz, Maria Emília Ferreira, Alfredo Henriques, Maria Campos, Duarte Silva e outros; «O Barba Negra», comédia policial novamente de George Pallu. Nesta movimentada pelicula participavam os actores Teodoro Santos, Maria Campos, Maria de Oliveira, Duarte Silva e o domador de leões Guido Fazio com as suas feras amansadas; o terceiro e a única produção de Lisboa desse ano era «O Condenado», cujo argumento fora extraído da peça, com o mesmo nome, de Afonso Gayo, sendo o filme dirigido pelo francês Mário Huguim.  No elenco artístico, contavam-se os nomes de Joaquim de Oliveira, no protagonista; Maria Sampaio, que fazia aqui a sua estreia no cinema; Joaquim Costa; Almada Negreiros, num papel de cínico; Joaquim de Albuquerque, entre outros. «O Condenado» agradou bastante na altura.
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Nascimento Fernandes regressa ao cinema

ShowInfographicImageBySizeFormatCA7BDTRR Nascimento Fernandes, no máximo da sua carreira teatral, figura obrigatória em todos os triunfos do nosso Teatro Ligeiro e grande entusiasta do cinema, desde que tinha interpretado uma das figuras de «Rapto de Uma Actriz», «sketch» cinematográfico da revista «Ó da Guarda», a que já nos referimos, funda uma sociedade com a actriz e sua esposa, Amélia Pereira, realizando e interpretando as principais figuras de «Vida Nova», «Nascimento Sapateiro» e «Nascimento Músico», três comédias que tinham como principal atractivo e merecimento, o grande sentido humorístico de Nascimento Fernandes. Todas estas peliculas foram filmadas em 1919 em estúdios espanhóis, mais concretamente em Barcelona.
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Prosseguem as actividades da «Invicta Films»

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Nesse mesmo ano, além do clássico «A Rosa do Adro» ainda estreiam os filmes: «O mais Forte», uma obra dramática, que tinha como protagonistas Duarte Silva, Pato Moniz e Alfredo Henriques; «O comissário de Polícia», adaptado da obra, de idêntico nome, do escritor Gervásio Lobato em que participavam Duarte Silva, Rafael Marques e Maria de Oliveira. Henrique Alegria, então Director Artístico da «Invicta Film», decide mandar filmar a história do conhecido romance de Júlio Diniz. «Os Fidalgos da Casa Mourisca», representam um assinalável esforço da «Invicta Film», no sentido de corresponder ao bom acolhimento do público pelas anteriores produções. Os figurinos foram desenhados com esmero e mandados executar por Valverde, o competente costureiro portuense, e a adaptação musical foi escrita por Armando Leça. Grande parte dos exteriores foram filmados na Quinta do Colégio e na Companhia Hortícola Portuense, em Águas Santas. Novamente  a realização foi entregue a Georges Pallu, tal e qual os três filmes anteriores. A ficha artística era assim constituída: António Pinheiro (Tomé da Póvoa), Pato Moniz (Fidalgo), Duarte Silva (Frei Januário), Etelvina Serra (Berta), Adelina Fernandes (Baronesa de Souto Real), Erico Braga (Maurício), Mário Santos (Jorge), Maria Campos (Ana do Vedor), os primos do Cruzeiro foram interpretados por José Silva, Artur Sá e Salvador Costa.

(Fotos do filme «Os Fidalgos da Casa mourisca)

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«A Rosa do Adro» estreia em 1919

8 «A Rosa do Adro» é a primeira produção que se utiliza dos novos estúdios. As personagens, que Manuel Maria Rodrigues fez viver no seu romance, eram interpretados no celulóide por Maria de Oliveira (Rosa), Carlos Santos (António), Erico Braga (Fernando), Duarte Silva (Padre Francisco), Manuel dos Santos Oliveira (José da Costa, O Lavrador pai de Fernando), Etelvina Serra (Deolinda), Georgina Gonçalves (Baronesa de Fontarcada) entre outros. A realização estava a cargo de Georges Pallu e a produção era da «Invicta Films». "A Rosa do Adro" foi um enorme sucesso (talvez o maior da Invicta) e circulou comercialmente, pelo menos, em França e no Brasil.  
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George Pallu - O primeiro realizador da Invicta Films

1005Foi em 1918 que surgiu, na cidade do Porto, um dos empreendimentos cinematográficos mais notáveis que se registaram no nosso país: a «Invicta Film». Esta iniciativa ambiciosa, que deu o primeiro grande impulso ao cinema português, ficou-se devendo a Alfredo Nunes de Matos e Henrique Alegria, que fizeram construir na Quinta da Prelada, ao Carvalhido, um magnifico estúdio, dotado de um bem apetrechado laboratório, instalações apropriadas a uma produção em larga escala que foram, na altura, as melhores da Península Ibérica. Aí se iria iniciar uma produção invulgar pela quantidade e pela qualidade, um período novo para o nosso cinema, fundamentalmente caracterizado pela transposição para a tela de temas da literatura portuguesa, sob a orientação de cineastas estrangeiros. A «Invicta», efectivamente, soube rodear-se de colaboradores especializados e competentes, que lhe abriram largas expectativas. O realizador francês George Pallu iniciou a sua actividade com «As Aventuras de Frei Bonifácio». Seguiu-se em 1919 a «Rosa do Adro».
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«Invicta Film» E «Lusitânia Film» - O início das atividades

 

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A «Lusitânia Film», além de diversos documentários, apresenta-nos em 1918 dois filmes de enredo: «Malmequer» e «Mal de Espanha» e ainda inicia as filmagens de «O Homem dos Olhos Tortos», filme que não chegou a ser concluído. A realização destes filmes foi entregue a Leitão de Barros. «Malmequer» foi por isso a primeira realização de Leitão de Barros e contava no seu elenco com os actores Robles Monteiro e Alda de Aguiar. O filme seguinte, «Mal de Espanha», constituía uma sátira mordaz à enorme vaga de espanholas dos clubes, focando os seus métodos amorosos e ridicularizando aqueles que tudo davam por um sorriso, um beijo ou uma promessa, das bailarinas castelhanas. A ficha artística era constituída pelos artistas Joaquim Costa, Sofia Santos, Laura Costa, José Azambuja e Beatriz Viana. Foi estreada esta pelicula em Setembro de 1918, no Coliseu dos Recreios. Devido a factores diversos de ordem interna, e à incompreensão de muitos, depois de apresentar os filmes «Malmequer» e «Mal de Espanha», e iniciar as filmagens de «O Homem dos Olhos Tortos», dissolve-se a «Lusitânia Film». Neste mesmo ano, e enquanto os estúdios da «Invicta Film» não estavam concluídos, Pallu apresentava o filme «As Aventuras do Frei Bonifácio», adaptação de um conto de Júlio Dantas, que tinha como protagonistas os actores de Duarte Silva e Maria das Neves.

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O nascimento da «Invicta Filmes»

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O espaço de tempo decorrido entre os anos de 1918 a 1924, foi um período excepcionalmente fecundo para o cinema nacional. Produziram-se nestes 7 anos, 35 filmes e fundaram-se 4 empresas produtoras. A «Invicta Film», fundada em 1918 no Porto, foi uma das empresas produtoras cinematográficas a quem o cinema nacional fica devendo alguns dos maiores sucessos do cinema mudo. Ao mesmo tempo em Lisboa nascia a «Lusitânia Film», tendo entre os seus colaboradores os nomes de Leitão de Barros e do Engenheiro Cotinelli Telmo.
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«Rainha depois de morta» estreia novo estúdio de cinema

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Em 1910, Júlio Costa, empresário e director do Salão Ideal, decide ele próprio criar um novo estúdio de cinema, mandado construir na Rua Marquês de Ponte do Lima um amplo estúdio, todo envidraçado, com laboratório anexo e seção de distribuição de filmes. Logo que este Estúdio estava terminado, iniciaram-se as filmagens de «Rainha Depois de Morta», filme que contava no seu elenco com Eduardo Brazão, Amélia Vieira e Carlos Santos.
Em 1911, um lamentável incêndio destruía os Estúdios da rua Marquês de Ponte do Lima e punha termo ao sonho de Júlio Costa, de reunir sob a mesma firma a distribuição e produção. Até 1917, o cinema português tem um interregno nas suas actividades. O ano de 1917 é assinalado com uma tentativa de cinema cómico. Emídio Ribeiro Pratas, ao tempo projecionista do Chiado Terrasse, funda uma empresa produtora, «Pratas film», que tinha como objetivo a produção de filmes cómicos, género Chaplin, em que o próprio Pratas era o protagonista. O primeiro e único filme de «Pratas Film», intitula-se «Pratas o Conquistador» e tinha aproximadamente 600 metros. As filmagens desta pelicula foram tempestuosas e despertaram grande curiosidade do público. A fotografia deste filme era de Ernesto de Albuquerque. Quando projetada, a pelicula não agradou e, assim se desfez a «Pratas Film», com um filme curto, apenas no seu ativo. 550943_10151335232564271_204741178_n
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«Os crimes de Diogo Alves» - O primeiro filme de ficção

15871844_10155096315894271_1550019988109491189_n Em 1909 começa a rodar-se um filme que nunca chegará a ser apresentado: «Os Crimes de Diogo Alves», realização de Lino Ferreira, com direcção de actores de Barbosa Jr, fotografia de João Freire Correia e interpretação de Carlos Leal (Diogo Alves), Luz Veloso (Parreirinha), Nascimento Fernandes, Artur Rodrigues e João Tavares. Algumas dificuldades fazem com que as filmagens decorram com certa morosidade, e o filme acaba por não ser concluído, em virtude de uma «tournée» ao Brasil em que participam Luz Veloso, Nascimento Fernandes e Carlos leal. No ano seguinte, num outro estúdio de cinema improvisado no Bom Sucesso, João Freire Correia encarrega João Tavares, um notável amador dramático e que figurara já na ficha artística da anterior versão, de dirigir as novas filmagens dos «Crimes de Diogo Alves», para cujo elenco foram escolhidos novos elementos. João Tavares saiu-se maravilhosamente da incumbência e poucos meses depois da primeira volta da manivela, em 26 de Abril de 1911, «Diogo Alves» fazia a sua estreia perante a expectativa do público e alcançando os maiores aplausos. Durante semanas, a uma média de oito sessões diárias, «Diogo Alves» esgota a lotação do Salão Trindade. Mas as despesas com estas duas versões levam em 1912 a suspender as actividades da «Portugália Film».

 (Cenas da versão inacabada de «Os Crimes de Diogo Alves» de 1909)

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