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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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É então tratado pela filha de Vitorino, Mariazinha, papel que coube a uma jovem de nome Isabela Boleda da Mota, que adota o nome artístico de Isabela Tovar, e que após este filme abandona a vida artística. Luís acaba por apaixonar-se pela sua enfermeira, e é durante a sua convalescença que Luís será apanhado pelo Feitiço do Império. Entravam também neste filme em pequenos papéis, Alfredo Ruas, Amélia Pereira, Teodósio Cabral, António Martinez e António Vilar, que dava os seus primeiros passos, como ator, e que acabaria por se tornar mais tarde de o mais internacional dos atores portugueses.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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Conhece então Vitorino, papel que coube a Estêvão Amarante, colono já calejado e bem integrado em terras Africanas, bem como à sua filha. É precisamente numa caçada que Luís participa com Vitorino, que é ferido por um ataque de um leão.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» – continuação

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De chegada a Lisboa, Luís tem como cicerone um motorista de táxi, Chico do Austin, papel que coube ao grande actor que foi Ribeirinho, que o leva numa visita guiada por Lisboa. Mas, para Luís tudo é entediante, até o fado é encarado por ele como uma canção menor. Após essa visita, parte então para África. Aí hospeda-se em casa de um tio afastado, Alberto, papel interpretado pelo também grande António Silva, que tem neste filme o papel de um caçador fanfarrão e de um simpático oportunista.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império» - continuação

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Nas fotos em cima pode-se ver os pais de Luís a convence-lo a visitar Portugal e as antigas colónias, na esperança de que o filho mude de ideias quanto á naturalização como americano.

Nas fotos de baixo já se vê Luís chegado a Lisboa a visitar a capital de seu país. Um dos locais escolhidos por seu cicerone é uma casa de fados.

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O argumento do filme «O Feitiço do Império»

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(Foto 1 e Foto 2 - Alves da Cunha e ator figurante)

Alves da Cunha, vive neste filme o papel de Francisco Morais, português que migrou quando jovem para os E.U.A a aí fez grande fortuna, ao abrir uma empresa em Bóston, cidade onde reside. Apesar de viver já há muitos anos na América, continua a sonhar com o seu Portugal. Por isso, sente-se desiludido com o seu filho, Luís Morais, magnificamente interpretado por Luís de Campos, que tem neste filme o papel de protagonista, por este decidir naturalizar-se americano. Uma das razões que o levam a isso, é o facto de ele estar noivo de uma jovem americana, Fay Gordon, papel que trás novamente ao cinema a bela Madalena Sotto. No papel de mãe de Luís, Dona Emília de Morais, volta a doce e terna Emília de Oliveira. Os pais de Luís decidem então enviá-lo numa visita a Lisboa e às nossas então colónias em África.

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(Foto 3 - Alves da Cunha e Foto 4 - Emília de Oliveira e Alves da Cunha)

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Os técnicos do filme «A Revolução de Maio»

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(Foto 1 - Estêvão Amarante, António Silva, Isabel Tovar e Luís de Campos. Foto 2 - Luís de Campos e Estêvão Amarante)

Da ficha técnica de «Feitiço do Império» de cuja planificação, diálogos e montagem António Lopes Ribeiro era, ainda, o autor, faziam parte os operadores Isy Goldberger e Manuel Luís Vieira, o pintor António Soares, responsável pelas decorações, Venceslau Pinto como autor da música, Pedro de Freitas Branco na direção musical, tendo ainda António Vilar como caracterizador chefe. O filme, que foi produzido pela Agência-geral das Colónias, estreou-se em espetáculo de gala no Éden, a 23 de maio de 1940.

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(Foto 3 e 4 - Luís de Campos e António Silva)

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Distribuição do elenco do filme «O Feitiço do Império»

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(Foto 1 - Alves da Cunha e Foto 2 - Emília de Oliveira)

Intérpretes: Luís de Campos - Luís Morais / Isabel Tovar - Mariazinha / Alves da Cunha - Francisco Morais / Emília de Oliveira - Emília Morais / Madalena Sotto - Fay Gordon / Estevão Amarante - Vitorino da Umbala / António Silva - Tio Alberto / Ribeirinho - Chico do Austin e ainda: Alfredo Ruas; Amélia Pereira; António Vilar; António Martinez... Realização - António Lopes Ribeiro / Produção - Agência Geral das Colónias / Argumento - Joaquim Mota Júnior / Fotografia - Isy Goldberger e Manuel Luís Vieira / Música - Wenceslau Pinto e Jaime Silva Filho. Curiosidades: Custou 4.000 contos. Duração aproximada: 145 mn. P/B Ano de produção: 1940

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(Foto 3 - Ribeirinho e Foto 4 - Isabel Tovar)

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O elenco de «O Feitiço do Império»

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(Foto 1- Isabel Tovar e Foto 2 - Luís de Campos)

Um elenco numeroso tinha a seu cargo a interpretação do filme. Constituíam-no Alves da Cunha, Estêvão Amarante, António Silva, Francisco Ribeiro (Ribeirinho), Emília de Oliveira, Alfredo Ruas, Madalena Sotto, o caçador angolano Teodósio Cabral, António Martinez, António Vilar, que tem aqui, na episódica personagem de um chefe de posto, a que soube imprimir assinalável relevo, o seu primeiro papel no cinema -, Francisco Pinto, Celestino Soares e, interpretando os protagonistas, Isabela Tovar, que Lopes Ribeiro descobrira em Moçâmedes, e Luís de Campos.

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(Foto 3- Madalena Sotto e Foto 4- Estêvão Amarante)

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Considerações sobre o filme «O Feitiço do Império» - continuação

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(Foto 1: Estêvão Amarante e Isabel Tovar; Foto 2: Luís de Campos e Isabel Tovar)

Obra de grande variedade de ambientes, de ação movimentada, cujo enredo decorria em Boston, em Angola e em Lisboa, e intencionalmente construída com o propósito de colocar na presença da metrópole o desenvolvimento, o sortilégio e a grandiosidade das nossas possessões além-mar, «Feitiço do Império» fica a constituir, sob o aspeto de produção cinematográfica, um dos filmes mais trabalhosos e de maior envergadura.

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(Foto 3: Luís de Campos e António Silva; Foto 2: Luís de Campos e Isabel Tovar)

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Considerações sobre o filme «O Feitiço do Império»

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«Feitiço do Império», baseado no argumento de Joaquim Mota Júnior, é o primeiro filme de fundo português que traz para a tela imagens das nossas antigas províncias africanas, colhidas propositadamente pela missão cinematográfica ao ultramar, a qual, durante oito meses, percorreu os nossos domínios de África, encontrando-se integrada nela uma equipa técnica completa, na qual se incluía também a aparelhagem de registo de som da Tobis Portuguesa. Com ela seguiram, igualmente, vários dos intérpretes do filme.

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