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«Porto de Abrigo» o primeiro filme de espionagem português

 

 

Adolfo Coelho foi um importante escritor de obras de mistério, policiais e espionagem, universo esse que esteve na origem da sua única longa-metragem de ficção, PORTO DE ABRIGO, realizada em 1940 e estreada no início de 1941, intriga internacional desenrolada em Lisboa, que tinha a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. Mas a carreira cinematográfica de Adolfo Coelho decorreu sobretudo no campo do documentário e, especificamente, no filme de temática agrícola, género de que foi o mais importante e prolixo realizador em Portugal. Funcionário do Ministério da Agricultura, fundou e dirigiu a partir de 1929 os Serviços Cinematográficos do mesmo ministério (um dos organismos cinematográficos do Estado de maior longevidade), para os quais realizou dezenas de documentários nas décadas de trinta e quarenta. Esses documentários tinham como objectivo alertar os agricultores para as melhores práticas agrícolas, ao mesmo tempo que estimulavam os consumidores a comprar preferencialmente produtos agro-pecuários portugueses. Este seria o único exemplo de um filme de espionagem no cinema português.  
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Cenas do filme «Pão Nosso» de Armando de Miranda

 

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(Partitura de uma canção do filme e cenas do filme «Pão Nosso»

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O argumento de «Pão Nosso»

 

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Argumento: Um casal distinto e viajado, vai viver para uma herdade no Alentejo, que adquiriu casualmente, para recuperar duma vida vazia sem atrativos. Aí, António de Figueiredo tem um incidente com uma jovem ceifeira, Teresa, cujo equívoco alimenta a vingança do marido, Joaquim, um camponês que eventualmente salvará a mulher de António, Maria Isabel, das garras de Jorge Meneses, um sedutor amigo da casa.

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Distribuição artística do filme «Pão Nosso»

 

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Intérpretes: Leonor D'Eça - Maria Isabel / António de Sousa - António Figueiredo / Paiva Raposo - Joaquim / Selénio Calheiros - Jorge Meneses / Luísa Melanie - Teresa e ainda: Silvestre Alegrim; Emília de Oliveira; Carlos Flores; Mariana Alves; Carlos Alves; Henrique Campos... Realização - Armando de Miranda / Produção - Hamílcar da Costa / Fotografia - Salazar Diniz / Música - Jaime Mendes / Curiosidades: Baseado na obra de Gentil Marques e Leão Penedo. Duração aproximada: 94 mn. P/B Ano de produção: 1940

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Curiosidades sobre o filme «Pão Nosso»

 

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Curiosidades: Este filme chegou até aos nossos dias incompleto e sem som. O filme era ambientado no Alentejo, terra natal do realizador e tinha argumento de Gentil Marques e Leão Penedo. O filme começou a ser produzido em 1938, mas algumas dificuldades técnicas atrasaram as filmagens e o filme só ficou pronto em 1940.

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Os intérpretes de «Pão Nosso»

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Do elenco faziam parte Leonor D’Eça, António de Sousa, Luísa Melanie, que se estreava, Paiva Raposo, Selénio Calheiros, Silvestre Alegrim, Emília de Oliveira, Carlos Alves e Ricardo Malheiro, tendo algumas das numerosas canções que o filme incluía sido interpretadas por Mariana Alves, Luís Piçarra e António Vilar. Estreia-se no Éden, a 12 de junho de 1940.

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«Pão Nosso» marca a estreia de Armando de Miranda na realização

 

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Armando de Miranda, que assinara já a realização de alguns documentários, faz este ano, com «Pão Nosso», a sua estreia no campo da realização de filmes de fundo. Baseado no romance homónimo de Gentil Marques e Leão Penedo, e com a ação localizada no Alentejo, «Pão Nosso» tem como autor da planificação e dos diálogos o próprio realizador. A fotografia é de Salazar Dinis, com a colaboração, em vários exteriores, de César de Sá. Jaime Mendes é o autor da música e a António Vilar, assistente-geral do filme, cabem ainda a autoria dos “décors” e os trabalhos de caraterização. A montagem pertence a Armando de Miranda e a Sousa Santos, assistidos por Regina Fróis.  
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O fado está também presente no filme «O Feitiço do Império»

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(Foto 1 Berta Cardoso e Foto 2 Alfredo Marceneiro)

Como curiosidade, neste filme pode-se ver a fadista Berta Cardoso com Alfredo Marceneiro em atuações no Teatro Variedades e no Retiro do Colete Encarnado, que foram especialmente gravadas para posteriormente serem apresentadas no filme "Feitiço do Império", de António Lopes Ribeiro.

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(Foto 3 Luís de Campos e um ator figurante, Foto 4 Luís de Campos e Isabel Tovar numa pausa das filmagens)

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Considerações sobre o filme «O Feitiço do Império»

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O argumento, da autoria de António Lopes Ribeiro, foi baseado num texto, muito diferente, de Joaquim Mota Júnior, vencedor de um concurso realizado pela Agência-Geral das Colónias para o efeito. Lopes Ribeiro considerou "O Feitiço do Império" como a sua melhor película sobre a África portuguesa. Estreou comercialmente no cinema Éden, em 23 de Maio de 1940, com a presença do Presidente da República. Apenas está conservada (Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema) a banda de imagem.

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«O Feitiço do Império» filme de António Lopes Ribeiro

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O êxito do filme deveu-se em muito ao portentoso elenco que o compunha, repleto de figuras de artistas que haviam já granjeado o fervor e o entusiasmo de espectador graças às suas criações que os haviam firmado como intérpretes de primeira no teatro, fosse no declamado ou no de revista.

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