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Personalidades

31972 Alfredo Nunes de Matos foi um cineasta português. Nasceu no Porto em 1875 e faleceu em 1946. Foi um dos pioneiros da 7ª. Arte e da indústria cinematográfica em Portugal. Tinha a sede de uma modesta empresa, fundada em 1910, no nº 135 da rua de Santo Ildefonso, no Porto. Em 1912 muda-se para uma dependência do Jardim Passos Manuel, dando à firma o nome de "Nunes de Matos & Cia – (Invicta Film)". Produz «panorâmicas», documentários de propaganda comercial, industrial e de actualidades. Vários deles são exibidos em Portugal e no estrangeiro. É fornecedor de jornais nacionais para firmas tão importantes como a Pathé e a Gaumont, sociedades francesas com um papel determinante na distribuição e exibição de filmes na França e no mercado internacional. No dia 10 de Março de 1916, a Alemanha declara guerra a Portugal. Por essa altura é grande a turbulência política nacional, agravada pelo envio das primeiras tropas portuguesas para a frente de combate em França. O contexto não se mostra favorável à implantação de uma indústria de cinema, o que não intimida o invicto empresário. Sendo diversos os temas que filma, avaliando o mercado, prefere assunto «genuinamente e exclusivamente português». E em Portugal temas apelativos não faltam. Tem como colaboradores técnicos experientes vindos de produtores já conhecidos, alguns dos quais tinham deixado Manuel Maria Costa Veiga, da extinta Portugália Film. Para responsável do laboratório desencanta um aragonês competente, um certo Thomas Mary Rosel. O projecto de Nunes de Matos consolida-se com a adesão de outros interesses, de gente bairrista do Porto, encabeçados pelo banqueiro José Augusto Dias. É assinada a 22 de Novembro de 1917 a escritura de uma sociedade por cotas, de responsabilidade limitada, designada como Invicta Film Lda., com o capital de 150.000 escudos, uma quantia muito avultada à época. Quinze dias depois, em nova reunião, é decidido que, ao serviço da empresa, se desloque ao estrangeiro (França e Itália), o gerente, Alfredo Nunes de Matos, para comprar maquinaria. Entretanto, em 1907, instalara-se ali mesmo ao lado o dono da Fundição Alegria & Cª, empresa do Rio de Janeiro, um retornado português, chamado Henrique Ferreira Alegria. Interessado pela exibição cinematográfica, abrira a 18 de Maio de 1912 o Cinema Olympia, a dois passos do Jardim Passos Manuel. Acaba por ser integrado na nova empresa como director artístico, isto é, como director de produção. Matos e Alegria partem juntos para Paris em meados de Janeiro de 1918. Em Paris, junto da Pathé Frères, na Rue de Ravart, obtêm os viajantes «a mais perfeita e amigável compreensão» e, coisa não menos importante, o plano e o projecto das futuras instalações dos estúdios da Invicta Film. Cede-lhes a Pathé também os técnicos de que precisam: um realizador, de nome Georges Pallu, um operador de imagem, Albert Durot, um chefe de laboratório, Georges Coutable e a sua mulher Valentine, montadora de filmes, O casal será mais tarde substituído por outro operador e outra montadora, vindos também da Pathé, J. Trobert e Madame Meunier. É contratado ainda um arquitecto decorador, Albert Durot, depois substituído por Maurice Laumann, também dos quadros da Pathé. O convénio entre as duas empresas é assinado a 17 de Fevereiro. A 12 de Março de 1918 é firmado o contrato de trabalho entre a Invicta Film e Pallu, que se responsabiliza pela escolha dos argumentos com o director artístico, pela sua adaptação para cinema e ainda pela montagem dos cenários. Seria ele também o responsável pela construção do estúdio. O contrato era de um ano, mas a colaboração duraria cinco. É Pallu quem traz para a empresa o realizador Rino Lupo, que será também, com Pallu, um dos dois mais importantes realizadores da Invicta Film. 4
ShowInfographicImageAndResize Maria Clementina Sá de seu nome completo, nasceu em Faro em 1897, foi uma actriz portuguesa de teatro e cinema. Estreou-se no Teatro da Trindade na opereta A Bela Risota, em 1919. Trabalhou também no Chiado Terrasse, no teatro Politeama (na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro), assim como no Teatro Nacional D. Maria II. Em cinema, ainda no tempo do "mudo", trabalhou em dois filmes de Georges Pallu, «O Destino» e «A Tormenta» e num de António Pinheiro, «Tinoco em Bolandas». Já no tempo do cinema "sonoro" entrou num filme de Bárbara Virgínia, «Três Dias Sem Deus». Morre em Lisboa em 1947. ShowInfographicImageAndResize2
etelvina serra A atriz Etelvina Serra nasceu em 1882. Aos 4 anos a pequena "Serrinha" brincava aos teatros, preferindo aquele divertimento a qualquer outro, e desde essa idade que cantava as canções em voga, com uma voz muito afinada. Aos 8 anos, Etelvina estreou-se a cantar no Trindade num pequeno papel, onde teve muito sucesso. Mais tarde com 10 anos, representava em Santarém, onde morava com amadores dali. Com a morte da mãe, porque tinha sido proibida de representar, Etelvina, matriculou-se no Conservatório, para estudar piano e canto, com o intuito de ser professora, porque queria tornar-se independente financeiramente. Com a abertura de um curso dramático no Conservatório, a atriz convenceu seu pai a deixa-la frequentar o curso. No fim do curso e com ajuda dos professores, Etelvina realizou o sonho de ser atriz. Com a autorização do pai e aconselhada pelo seu mestre D. João da Câmara, a atriz debutou no Avenida em Novembro de 1904, na peça «Fausto e o Petiz», tendo como sua madrinha, a conceituada artista Palmira Bastos, guiando-a nos primeiros passos da cena. etelvina serra2
31973 Aurélio Paz dos Reis nasceu no Porto em 28 de Julho de 1862. Aurélio recebeu influências do avô, que foi miguelista e por isso deu ao filho o nome de Miguel da Paz dos Reis. Porém a inclinação política de Aurélio era o liberalismo, confirmando-se com a sua participação na Revolta do Porto, de 31 de Janeiro de 1891, que pretendia derrubar a Monarquia. Através dos seus ideais conseguiu uma progressão rápida nos graus da Maçonaria do Vale do Porto, e aderiu ao Partido Republicano. Esta sua opção política originou dois encarceramentos na Cadeia da Relação. Aurélio Paz dos Reis era floricultor e no seu palacete na Rua de Nova Cintra, no n.º 125 criava as suas flores no jardim. Aurélio tinha cartão de jornalista e a imprensa, mais precisamente a Illustração Portugueza recorria às suas imagens publicando-as. Ele deslocou-se a França e ao Brasil, com intuito de fazer representações comerciais, mas também para fotografar, comercializando estas imagens em séries temáticas. Na sua actividade de fotógrafo gostava de tirar retratos a pessoas, família, amigos, gentes do teatro, era também um fotógrafo de rua. Explorava essencialmente a estereoscopia (fotografia com relevo que cria uma sensação de tridimensionalidade). Aurélio vendia película da marca Lumière & Jougla, assim como também vendia máquinas de escrever Yast e automóveis franceses da marca Minerva. A certa altura, pensou em comprar um cinematógrafo aos irmãos Lumière, mas estes não lho venderam, acabando, por comprar aos irmãos Werner (juntamente com o seu cunhado), um aparelho cronofotográfico, uma variante do cinematógrafo, com um funcionamento mecânico diferente mas que cumpria o propósito a que se destinava - filmar. Com este equipamento Aurélio da Paz dos Reis filma a fábrica do amigo, António da Silva Cunha, a Camisaria Confiança, na Rua de Santa Catarina, n.º 181. Este filme é a primeira obra de referência do cinema português. Em 1900, visitou Paris, e com as suas fotografias ganhou uma medalha de mérito. Aurélio da Paz dos Reis foi vereador e presidente substituto da Câmara Municipal do Porto. Em 1929, interrompeu as investigações de tipos de flores na Rua do Nova Cintra, pois foi perdendo o entusiasmo. Passados dois anos, Aurélio é vítima de congestão cerebral e faleceu a 18 de Setembro de 1931. Pazdosreis
ThumbnailDownloader Pato Moniz, aliás Nuno Álvares Pato Moniz de seu nome completo, nasceu na Ilha da madeira em 30 de junho de 1863. Estreou-se no teatro na sua terra natal em «O Alfageme de Santarém» em 1885. Em 1887, é contratado pelo Teatro Baquet, no Porto. Segue no ano seguinte para Lisboa, actuando no Teatro Avenida e depois no Teatro do Príncipe Real onde triunfa ao lado de Adelina Abranches. Faz diversas digressões ao Brasil. Transitou depois para o Teatro Nacional, onde permaneceu diversos anos. Em 1910 experimenta a Revista com a peça «Sol e Sombra». Segue primeiro para o Teatro Ginásio e depois para o Politeama. Entre as peças que protagonizou destacam-se: «A Menina de Chocolate» em 1912; «A Conspiradora» em 1914; «Os Novos apóstolos» em 1917; «D. Afonso» IV» em 1921, entre outras. Em 1919 estreia-se no cinema com o filme «O Mais Forte» de Georges Pallu. Seguem-se os filmes «Os Fidalgos da Casa Mourisca» em 1920; «O Amor Fatal» em 1920 e «Amor de Perdição» em 1921. Durante as filmagens deste filme adoece a que o leva a falecer a 6 de janeiro de 1922. ThumbnailDownloader2
Chaby Pinheiro António Augusto de Chaby Pinheiro, de seu nome completo nasceu em 12 de janeiro de 1873, em Lisboa. De espirito livre e insubmisso, fez tudo para vencer a oposição dos pais ao seu sonho de prosseguir a carreira de ator. Não deixou, porém, de matricular-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, embora não tivesse chegado a concluir a Licenciatura. Faltava frequentemente às aulas e as noites eram gastas nos grupos de teatro amador. Estreou-se no Teatro de D. Maria II com a peça “O Tio Milhões”, de H. Heule. Participou em grandes êxitos do teatro português, tendo trabalhado nos mais diversos géneros, incluindo a revista. Das peças em que entrou, destacam-se A Maluquinha de Arroios, de André Brun, Teresa Raquin, de Emile Zola, e A Casa de Bonecas, de Ibsen. Participou também nos filmes O Leão da Estrela (1925) e Lisboa, Crónica Anedótica (1930). Apesar dos seus cerca de 140 kgs de peso, Chaby Pinheiro soube utilizar o seu particular corpo em benefício da sua arte com uma mestria assombrosa. Foi professor do Conservatório Nacional e cavaleiro da Ordem de Sant'Iago. Retirou-se da vida artística em 1931. Tendo falecido em 6 de dezembro de 1933, no Algueirão. Chaby Pinheiro2
 

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Palmira Bastos, aliás, Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos de seu nome completo, nasceu a 30 de maio de 1875 em Alenquer. Palmira Bastos foi a terceira filha de Pedro Echevarría Martínez, de Valladolid, e de sua mulher Maria das Dores, de Santiago de Compostela, um casal de artistas de teatro espanhóis que trabalhavam numa companhia ambulante. Numa dessas viagens, passavam perto de Alenquer quando a mãe sentiu as dores de parto. Como era a terceira filha, o pai, antevendo mais despesas desapareceu, antes de ver o bebé. A mãe procurou trabalho em Lisboa, como costureira e à noite actuava como corista no Teatro Trindade. Conheceu o empresário António Sousa Bastos quando passou para o Teatro da Rua dos Condes. Palmira Bastos Quando aos 15 anos teve oportunidade, subiu ao palco. Era o dia 18 de Julho de 1890. A peça era O Reino das Mulheres de E. Blum no Teatro da Rua dos Condes. Esta estreia foi o início de uma longa carreira de 75 anos de dedicação ao teatro, que terminou com a sua participação na peça O ciclone em 15 de Dezembro de 1966. Em 1893 passa para o Teatro Nacional de D. Maria III e vai na sua primeira digressão ao Brasil. Casou, em 1894 com o empresário Sousa Bastos, mais velho trinta anos. Palmira Bastos, de seu nome artístico teve um repertório variado e era tão brilhante na revista como na tragédia. Em 1920 passa para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. A 3 de Abril de 1920 foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, tendo sido elevada a Comendadora da mesma Ordem a 8 de Agosto de 1958, e com o grau de Comendadora da Ordem Militar de Cristo a 16 de Junho de 1965. Participou ainda no filme mudo O Destino em 1922. Palmira (2) Em 1965 festejou com brilho e repercussão no País os seus 90 anos, e 75 de carreira. Teve grandes homenagens num país normalmente pouco dado a reconhecer em vida o mérito dos seus maiores. Palmira Bastos era amiga da rainha D. Amélia e quando a ex-rainha esteve em Portugal, nos anos 40, ambas recordaram as actuações brilhantes da actriz. Palmira Bastos trabalhou praticamente até ao fim da vida, sempre lúcida e entusiasmada. É mais um dos nomes maiores do Teatro português. Morre em Lisboa a 10 de Maio de 1967.

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António Pinheiro António José Pinheiro, de seu nome completo foi Actor, encenador teatral e realizador de cinema português. António Pinheiro nasceu em Tavira, a 21 de Dezembro de 1867, tendo falecido em Lisboa, a 02 de Março de 1943. Aos dezoitos anos, interrompeu os estudos politécnicos, para cursar Declamação e Arte de Representar, no Conservatório Nacional. Em 1886, estreou-se no Theatro do Gymnasio, com o drama Nobres e Plebeus. A partir de 1905, dirigiu em Lisboa o Theatro Livre, tendo ensaiado vários autos e encenado diversas peças. Em 1908, liderou uma iniciativa de criação do Theatro do Povo. Enérgico, de um talento versátil, experimentou todos os géneros - da tragédia à comédia, da opereta à revista - nos principais teatros de Lisboa e do Porto, tendo realizado várias digressões ao Brasil. Aí se estreou no cinema em 1915, representando em Nossa Senhora da Penha/O Milagre da Senhora da Penha. Em 1911-1932, foi professor do Conservatório - contando-se entre os seus alunos Lily Damita, que celebraria uma carreira internacional no cinema. Em 1917, participou activamente na fundação da Associação de Classe dos Trabalhadores de Teatro. A partir de 1922, no Porto, colaborou em exclusivo com a Invicta Film - onde há três anos principiara uma regular carreira artística - nas funções de director de actores. Em Portugal, interpretou os seguintes filmes: A Rosa do Adro (1919), Os Fidalgos da Casa Mourisca (1920), Amor de Perdição (1921), Mulheres da Beira (1921), O Destino (1922 - e Director de Actores), O Primo Basílio (1922 - e Adaptação do Argumento, e Director de Actores),Cláudia (1923), Lucros… Ilícitos (1923), A Morgadinha de Val-Flor (1923 - substituído por Duarte Silva), Tragédia de Amor (1923 - e Realizador, e Argumentista),Tinoco em Bolandas (1924 - e Realizador), A Tormenta (1924), Festas da Curia (1927 - Director de Actores), A Portuguesa de Nápoles (1931). Traduziu algumas peças estrangeiras, e elaborou o guião cinegráfico de Entre Giestas (Carlos Selvagem). Publicou os Livros: Coisas da Vida, Contos Largos, Estética e Plástica Teatral, Opereta Portuguesa, Ossos do Ofício e Teatro Português; deixou inéditos Vocabulário Vicentino e Toda a Minha Vida.
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