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«A Severa» o primeiro fonofilme genuinamente português

 

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No entanto e apesar do êxito destes filmes, a grande expectativa na altura era a realização de um filme genuinamente português. “A Severa" foi na realidade o primeiro Fonofilme genuinamente português, que Leitão de Barros realizou com habilidade e talento colocando a nossa técnica Cinematográfica num nível mais ou menos relativo ao do estrangeiro, onde o Cinema sempre singrou desanuviado. Para primeira fita falada, o fado não podia estar ausente, por isso Leitão de Barros decide transpor para a tela o célebre romance de Júlio Dantas sobre os amores de uma cigana, a severa, por um fidalgo, o conde de Marialva. Por isso o próprio Júlio Dantas escreveu os diálogos, o maestro Frederico de Freitas compôs a partitura, operou o filme Salazar Diniz e serviu de director assistente, António Leitão, director do filme “A Castelã das Berlengas”. A produção era da Sociedade Universal de Super-Films Limitada. Leitão de Barros, seu director, era além de amante do Cinema, um distinto Jornalista e trabalhava também como director do "Noticias ilustrado” de Lisboa. Era um aquarelista de valor e homem de teatro muito conhecido. A publicidade não enganava: Era o primeiro filme falado em Português, feito por Portugal. No entanto como na altura ainda não tínhamos um estúdio de cinema preparado para o sonoro, a sonorização teve que ser feita nos estúdios da Tobis em França, nos arredores de Paris. O filme deu aos portugueses um novo contingente de actores Cinematográficos, dentre os quais convém destacar duma maneira inconfundível Dina Tereza e Silvestre Alegrim que no primeiro filme sonoro dos portugueses triunfaram em toda a linha.

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