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«Os crimes de Diogo Alves» - O primeiro filme de ficção

15871844_10155096315894271_1550019988109491189_n Em 1909 começa a rodar-se um filme que nunca chegará a ser apresentado: «Os Crimes de Diogo Alves», realização de Lino Ferreira, com direcção de actores de Barbosa Jr, fotografia de João Freire Correia e interpretação de Carlos Leal (Diogo Alves), Luz Veloso (Parreirinha), Nascimento Fernandes, Artur Rodrigues e João Tavares. Algumas dificuldades fazem com que as filmagens decorram com certa morosidade, e o filme acaba por não ser concluído, em virtude de uma «tournée» ao Brasil em que participam Luz Veloso, Nascimento Fernandes e Carlos leal. No ano seguinte, num outro estúdio de cinema improvisado no Bom Sucesso, João Freire Correia encarrega João Tavares, um notável amador dramático e que figurara já na ficha artística da anterior versão, de dirigir as novas filmagens dos «Crimes de Diogo Alves», para cujo elenco foram escolhidos novos elementos. João Tavares saiu-se maravilhosamente da incumbência e poucos meses depois da primeira volta da manivela, em 26 de Abril de 1911, «Diogo Alves» fazia a sua estreia perante a expectativa do público e alcançando os maiores aplausos. Durante semanas, a uma média de oito sessões diárias, «Diogo Alves» esgota a lotação do Salão Trindade. Mas as despesas com estas duas versões levam em 1912 a suspender as actividades da «Portugália Film».

 (Cenas da versão inacabada de «Os Crimes de Diogo Alves» de 1909)

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