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Aurélio da Paz dos Reis

31973 Aurélio Paz dos Reis nasceu no Porto em 28 de Julho de 1862. Aurélio recebeu influências do avô, que foi miguelista e por isso deu ao filho o nome de Miguel da Paz dos Reis. Porém a inclinação política de Aurélio era o liberalismo, confirmando-se com a sua participação na Revolta do Porto, de 31 de Janeiro de 1891, que pretendia derrubar a Monarquia. Através dos seus ideais conseguiu uma progressão rápida nos graus da Maçonaria do Vale do Porto, e aderiu ao Partido Republicano. Esta sua opção política originou dois encarceramentos na Cadeia da Relação. Aurélio Paz dos Reis era floricultor e no seu palacete na Rua de Nova Cintra, no n.º 125 criava as suas flores no jardim. Aurélio tinha cartão de jornalista e a imprensa, mais precisamente a Illustração Portugueza recorria às suas imagens publicando-as. Ele deslocou-se a França e ao Brasil, com intuito de fazer representações comerciais, mas também para fotografar, comercializando estas imagens em séries temáticas. Na sua actividade de fotógrafo gostava de tirar retratos a pessoas, família, amigos, gentes do teatro, era também um fotógrafo de rua. Explorava essencialmente a estereoscopia (fotografia com relevo que cria uma sensação de tridimensionalidade). Aurélio vendia película da marca Lumière & Jougla, assim como também vendia máquinas de escrever Yast e automóveis franceses da marca Minerva. A certa altura, pensou em comprar um cinematógrafo aos irmãos Lumière, mas estes não lho venderam, acabando, por comprar aos irmãos Werner (juntamente com o seu cunhado), um aparelho cronofotográfico, uma variante do cinematógrafo, com um funcionamento mecânico diferente mas que cumpria o propósito a que se destinava - filmar. Com este equipamento Aurélio da Paz dos Reis filma a fábrica do amigo, António da Silva Cunha, a Camisaria Confiança, na Rua de Santa Catarina, n.º 181. Este filme é a primeira obra de referência do cinema português. Em 1900, visitou Paris, e com as suas fotografias ganhou uma medalha de mérito. Aurélio da Paz dos Reis foi vereador e presidente substituto da Câmara Municipal do Porto. Em 1929, interrompeu as investigações de tipos de flores na Rua do Nova Cintra, pois foi perdendo o entusiasmo. Passados dois anos, Aurélio é vítima de congestão cerebral e faleceu a 18 de Setembro de 1931. Pazdosreis
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