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Palmira Bastos

 

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Palmira Bastos, aliás, Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos de seu nome completo, nasceu a 30 de maio de 1875 em Alenquer. Palmira Bastos foi a terceira filha de Pedro Echevarría Martínez, de Valladolid, e de sua mulher Maria das Dores, de Santiago de Compostela, um casal de artistas de teatro espanhóis que trabalhavam numa companhia ambulante. Numa dessas viagens, passavam perto de Alenquer quando a mãe sentiu as dores de parto. Como era a terceira filha, o pai, antevendo mais despesas desapareceu, antes de ver o bebé. A mãe procurou trabalho em Lisboa, como costureira e à noite actuava como corista no Teatro Trindade. Conheceu o empresário António Sousa Bastos quando passou para o Teatro da Rua dos Condes. Palmira Bastos Quando aos 15 anos teve oportunidade, subiu ao palco. Era o dia 18 de Julho de 1890. A peça era O Reino das Mulheres de E. Blum no Teatro da Rua dos Condes. Esta estreia foi o início de uma longa carreira de 75 anos de dedicação ao teatro, que terminou com a sua participação na peça O ciclone em 15 de Dezembro de 1966. Em 1893 passa para o Teatro Nacional de D. Maria III e vai na sua primeira digressão ao Brasil. Casou, em 1894 com o empresário Sousa Bastos, mais velho trinta anos. Palmira Bastos, de seu nome artístico teve um repertório variado e era tão brilhante na revista como na tragédia. Em 1920 passa para a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. A 3 de Abril de 1920 foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, tendo sido elevada a Comendadora da mesma Ordem a 8 de Agosto de 1958, e com o grau de Comendadora da Ordem Militar de Cristo a 16 de Junho de 1965. Participou ainda no filme mudo O Destino em 1922. Palmira (2) Em 1965 festejou com brilho e repercussão no País os seus 90 anos, e 75 de carreira. Teve grandes homenagens num país normalmente pouco dado a reconhecer em vida o mérito dos seus maiores. Palmira Bastos era amiga da rainha D. Amélia e quando a ex-rainha esteve em Portugal, nos anos 40, ambas recordaram as actuações brilhantes da actriz. Palmira Bastos trabalhou praticamente até ao fim da vida, sempre lúcida e entusiasmada. É mais um dos nomes maiores do Teatro português. Morre em Lisboa a 10 de Maio de 1967.

  palmira2Palmira Bastos (2)

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