2

Os últimos filmes do cinema mudo português

13322575346997 «Tragédia Rústica» realizado e com argumento do actor Alves da Cunha aspirava a ter uma posição cultural e didáctica até, tendo sido produzido pela Direcção-Geral dos Serviços Pecuários do Ministério da Agricultura. Apresentava o louvável propósito de chamar a atenção e alertar, sobretudo nos meios rurais, para o perigo e os malefícios do carbúnculo, tanto nos animais como principalmente na sua transmissão ao homem. É pois em volta deste tema que nasce um ligeiro entrecho, posto ao serviço dos seus propósitos úteis e louváveis.” O último filme da época do cinema mudo é «Campinos do Ribatejo» de 1932 e realizado por António Luís Lopes. A rodagem ocorreu no Ribatejo, sagrando a lezíria e a figura do campino, e na Praça de Touros em Algés, com interiores na Sociedade de Belas-Artes. O projecto inicial era sonorizar a fita no estrangeiro, expectativa depois abandonada por motivos económicos. Mesmo assim, Jaime Mendes assinou a partitura, com direcção musical de Joel Canhão. O elenco era composto por: Maria Helena Matos, António Luís Lopes, Maria Lalande, Dina de Vilhena e Gil Ferreira. O filme procurava retractar a vida pitoresca e aventurosa das gentes da lezíria, ilustrando o romance - temporariamente perturbado - entre o maioral duma herdade e a filha do patrão. O filme teve a sua estreia a 6 de Agosto de 1932.

 

 
Click to share thisClick to share this