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Observações sobre «Maria do Mar»

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“Maria do Mar – com que J. Leitão de Barros amadurece a experiência de Nazaré, Praia de Pescadores (1929), regressando àquela comunidade para fixar um documentário dramatizado” sobre a existência madrasta de seus habitantes, centra-se num amor espartilhado entre naufrágio e suicídio, ódio e reconciliação. O resultado é uma obra de perturbante modernidade que, a par de Douro, Faina Fluvial (1931) de Manoel de Oliveira, é citação obrigatória no capítulo mudo de qualquer história do Cinema Mundial. (…) Esteticamente impecável, assinala-se em Maria do Mar a ágil câmara, o rigor de enquadramentos, a aplicação do grande plano para pormenorizar tarefas, colher o riscar dum gesto, ou caracterizar o perfil esguio e enrugado dos pescadores…

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