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Arquivo de April 2017

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«O Pai Tirano» de António Lopes Ribeiro

 

O sucesso do filme devia-se aos autores do argumento, o próprio Lopes Ribeiro juntamente com Vasco Santana e Ribeirinho, que criaram personagens hilariantes e uma história bastante coesa. Para isso, também contribuiu a escolha dos intérpretes, excepcionais comediantes que se ajustavam como uma luva nos respectivos papéis. Por isso encontrámos neste filme os grandes comediantes da altura, Vasco Santana, Ribeirinho, Teresa Gomes, Armando Machado, Barroso Lopes, Luísa Durão entre muitos outros.

 

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«O Pai Tirano» uma comédia de ouro do cinema português

 

1941, António Lopes Ribeiro funda nesse ano as Produções António Lopes Ribeiro com o objetivo de produzir filmes de forma continuada, única forma lógica e sensata de defender uma indústria e apresenta igualmente o primeiro filme dessa iniciativa. É assim que nasce "O Pai Tirano", a primeira comédia dos anos quarenta, e para muitos a melhor de todas, feito à base de um argumento original do próprio realizador, de colaboração com Vasco Santana e Francisco Ribeiro.

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A equipa Técnica do filme «João Ratão»

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Na longa lista dos colaboradores diretos da obra estão incluídos Aquilino Mendes, que soube servir o filme com excelente fotografia, mormente nos lindíssimos exteriores do Vale do Vouga, onde grande parte da ação decorria; António Melo e Jaime Silva Filho, autores da música; o arquiteto Raul Faria da Fonseca, responsável pelas construções para o filme, entre as quais se destacavam, pela sua amplitude, uma aldeia beirã, erigida em locais anexos aos estúdios da Tobis Portuguesa, em cujo estúdio o filme se realizou; Arthur Duarte como Diretor de cena; Fernando Garcia, assistente de realização; Antero Faro, assistente geral e como caraterizadores, Fernando Barros e António Vilar.

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«João Ratão» a segunda realização de Brum do Canto

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«João Ratão» foi levado à tela por Fernando Fragoso, especialista no difícil e importantíssimo sector da adaptação cinematográfica, e pelo próprio realizador, Jorge Brum do Canto, que foram, assim, os autores da adaptação cinematográfica, os quais se viram forçados a alterar sensivelmente o esquema da peça por forma a torná-la convenientemente cinematográfica, embora com a preocupação naturalíssima de manterem, tanto quanto possível, o entrecho de «vaudeville» e, sempre, o espirito da obra teatral donde provinha. «João Ratão» apresenta-se como o segundo trabalho diretivo de Jorge Brum do Canto. 1017
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«João Ratão» o primeiro filme da década de 40

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O ano de 1940 apresenta no seu ativo três produções - «Feitiço do Império», «João Ratão» e «Pão Nosso». «João Ratão», a peça célebre da parceria de João Bastos, Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, e que tinha sido um dos mais extraordinários êxitos do teatro musicado vinte anos antes, interpretada pelo grande Estevão Amarante e levada à cena pela primeira vez no teatro Avenida, em Lisboa, a 23 de Janeiro de 1920, andara durante muito tempo, como é compreensível, nos planos da produção portuguesa, mas é só neste ano que tem finalmente a sua transposição cinematográfica.

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A década das co-produções com Espanha

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Durante os anos quarenta, Espanha e Portugal manterão uma série de contactos políticos e económicos que virão romper com a tradicional apatia que caracterizava as suas relações diplomáticas. As causas desta união são bastantes perceptíveis: ambos os países possuem uma cultura similar, e por sua vez são governados por uma ditadura que se manterá neutra perante um conflito mundial. Perante esta situação, decidem estreitar a sua amizade e suas relações comerciais. Estas conexões, no entanto, abrangem desde a alta diplomacia até a produtos de primeira necessidade, não sendo alheia a esta frutífera amizade a indústria cinematográfica. Porque será precisamente nesta altura que se realizará o maior número de co-produções luso-espanholas? Porque haverá nesta ocasião um intercâmbio constante de artistas e técnicos? Embora a Europa inteira estivesse em guerra com o irrompimento da 2ª Guerra Mundial, Espanha e Portugal declaram-se neutras perante o conflito.

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Posteriormente, Salazar e Franco assinariam um tratado de não-agressão e de amizade em 17 de Março de 1939. Este pacto foi o ponto de partida da transformação das relações de ambos os países, historicamente indiferentes e apáticas, em uma colaboração e amizade quase obrigatória, perante a aparente neutralidade da Península Ibérica. Os sucessos da linha central e os sentimentos germanófilos de alguns políticos fizeram com que Espanha saísse da neutralidade em Junho de 1940. Em consequência disso, o Embaixador Teotónio Pereira, a 29 de Junho de 1940, promove a assinatura de um protocolo adicional que rectificasse a amizade da Península Ibérica tranquilizando assim os portugueses. Quando os EUA entram na guerra em Dezembro de 1941, a Espanha adquire um papel mais moderado no seu posicionamento estratégico. Neste momento, uma aliança com Portugal, aliado histórico de Inglaterra, é fundamental para assegurar a continuidade da não agressividade entre ambos os Países. Neste momento, as relações cinematográficas entre ambos os Países multiplicam-se, começando assim uma política de colaboração, que vai levar ao início de inúmeras co-produções, embora seja digno de nota, que as relações cinematográficas entre ambos os Países já tivesse iniciado antes da guerra, no entanto foi durante e no após guerra que ela se vai intensificar. (Artigo baseado na obra de Isabel Sempere)

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A década de 40 – 3ª parte

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Esta é também a década das co-produções com Espanha e com o Brasil, o que leva alguns actores portugueses a irem para lá para filmarem, e actores espanhóis a virem de lá para cá. E é precisamente com uma produção brasileira, "Vendaval Maravilhoso" que a década se fecha, o filme é um autêntico fracasso tanto no nosso país como no Brasil, e assinala o início da decadência do nosso cinema.

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A década de 40 – 2ª parte

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Como não existia em Portugal actores de raiz de cinema, tinha que se ir buscar ao teatro os grandes actores de então, que acabam por trazer para o cinema a sua condição teatral. Mas, a partir de meados desta década começam a surgir os primeiros actores que não vinham do teatro, mas que eram escolhidos por concurso para entrarem no mundo do cinema, era o caso de Virgílio Teixeira, Milú, Leonor Maia, António Vilar, Julieta Castelo, Maria Eugénia, Fernando Curado Ribeiro, etc... Esta é a década das grandes produções históricas como Camões, Inês de Castro ou Vendaval Maravilhoso. É a década do surgimento de Amália Rodrigues no cinema, e o curioso é que são precisamente os seus filmes os que mais sucesso irão fazer.

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A década de 40 - 1ª parte

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Depois de uma década de ouro para o nosso cinema, na década de quarenta vai-se explorar até ao limite os géneros que tinham feito sucesso na década anterior. As produções de António Lopes Ribeiro vão apostar na comédia à portuguesa, bem como Arthur Duarte; Leitão de Barros vai apostar nas produções históricas; Henrique de Campos no filme rural e por aí adiante. O sucesso dos filmes deve-se muitas vezes aos grandes actores do teatro de então: António Silva, Vasco Santana, Teresa Gomes, Ribeirinho, Maria Matos, Lucília Simões, Maria das Neves, Erico Braga, entre muitos outros. Numa altura em que a Europa estava envolvida na 2ª Guerra Mundial, que Portugal vivia um período de racionamento de alimentos, o cinema era considerado como a grande distracção do povo. laura1254
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O elenco do filme «Gado Bravo»

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Por sua vez o elenco do filme incluía os nomes de Nita Brandão e Raul de Carvalho nos protagonistas; Olly Gebauer no papel de uma actriz estrangeira que visita Portugal em companhia de um secretário que Siegfried Arno personifica, e Arthur Duarte, Alberto Reis, Armando Machado e Mariana Alves, que voltava ao cinema depois da sua curta mas expressiva aparição em «A Severa». A distribuição ara a seguinte: Raul de Carvalho - Manuel Garrido; Nita Brandão – Branca; Olly Gebauer – Nina; Arthur Duarte - Artur ; Siegfried Arno – Jackson; Armando Machado – Joaquim; Mariana Alves – Mariana; Alberto Reis – Pascoal e ainda: José Santos; Rui Gastão da Silveira. Realização - António Lopes Ribeiro; Produção - Bloco H da Costa; Director de Fotografia - Heinrich Gartner; Som - F. Bermaldez e Luís Verol Frazão; Música - Luís de Freitas Branco.

 

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