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Arquivo de March 2017

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Mais cenas do filme «Porto de Abrigo»

 

Elisa Carreira e António de Sousa

Graça Maria, Óscar de Lemos e Igrejas Caeiro

Barreto Poeira e Elisa Carreira

António de Sousa, Graça Maria e Igrejas Caeiro

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Cenas do filme «Porto de Abrigo»

 

Elisa Carreira em duas cenas do filme «Porto de Abrigo»

Barreto Poeira e Virgínia Soler

Patrício Álvares e figurantes

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Óscar de Lemos canta a «Canção do Pescador» no filme «Porto de Abrigo

 

«Canção do Pescador» interpretado por Óscar de Lemos com letra de Patrício Álvares e música de António Melo. «Nossa Senhora que é mãe, até esquece as suas mágoas, a velar sempre por quem, anda por cima das águas. Na labuta desta vida, tão rude no seu penar, que até leva de vencida, a própria força do mar. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente. Lança a gente a rede ao mar, pra vir peixe de roldão, e na rede dum olhar, um homem agarra um peixão. Que isto de peixe e mulher, seja lá pelo que for, é sempre um bem se vier, à rede dum pescador. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente. Certas mulheres doutra raça, são aves de arribação, não fazem ninho, e à desgraça, é que partem com a menção. São bateis que não fundeiam, porque a fateixa é pequena, e o vento, se acaso a arreiam, faze-as mudar de querena. Olha o mar como é direito, canta e pula satisfeito, parece que anda satisfeito. Às vezes ralha matreiro, mas é sempre o companheiro, que dá o pãozinho à gente.

 

 
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Fotos do filme «A Varanda dos Rouxinóis»

( Madalena Sotto)

(Filmagens do filme)

(Filmagens do filme)

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Publicidade da época à estreia do filme «A Varanda dos Rouxinóis»

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(Publicidade ao filme «A Varanda dos Rouxinóis»)

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Os Técnicos de «A Varanda dos Rouxinóis»

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Ainda no setor técnico destacavam-se os responsáveis pela excelente fotografia do filme, Salazar Dinis e Octávio Bobone. Foi diretor da produção o Dr. Rodrigues Pinto, então Presidente do Conselho da Administração da Tobis, sendo António Vilar o caracterizador do filme. Foram assistentes António César dos Santos, Fernando Silva e Antero Faro. O som era de Sousa Santos e a montagem de Peter Meyrowitz e de Regina Fróis. Como anotador estava um profissional já muito batido nas lides do cinema português, Estácio de Barros. O filme estreia-se no Tivoli a 19 de Dezembro de 1939.    
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A música de «A Varanda dos Rouxinóis»

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Na parte técnica e criativa colaboraram também na produção de «A Varanda dos Rouxinóis». João Bastos, além do argumento, como autor dos versos das canções que o filme apresentava: a «Canção da Varanda», com música de Frederico de Freitas, a quem pertencia também a música de «Janelinha da Trapeira» e de «Chapelinho ao Lado», sendo de Cruz e Sousa a melodia da «Marcha dos Campeões». Frederico de Freitas escreveu ainda a partitura musical do filme.
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Duas excelentes atrizes em «A Varanda dos Rouxinóis»

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Destacam-se igualmente duas atrizes no filme «A Varanda dos Rouxinóis». Eram elas Madalena Sotto que estreava-se no cinema com este filme e Dina Teresa que regressava às telas oito anos após ter vivido o papel de «Severa» no filme com o mesmo nome. Madalena Sotto, jovem da província que sonhava em ser atriz, triunfaria neste filme deixando o público e críticos rendidos ao seu talento. Teria uma longa e prestigiada carreira teatral. Este filme seria a última oportunidade de rever Dina Teresa de novo nas telas de cinema. Oito anos depois de ter interpretado a "Severa" no filme com o mesmo nome de Leitão de Barros, Dina Teresa regressa ao cinema português com um papel sem dúvida bastante diferente. Ela interpreta a si própria, Dina, uma vedeta de teatro que de repente se vê relegada para segundo plano, com a estreia de uma nova vedeta, Madalena. As cenas em que participa, sobretudo os seus ataques de ciúme, são verdadeiramente hilariantes. Após o sucesso deste filme Dina Teresa partiria para o Brasil, só voltando no início dos anos 80, pouco antes da sua morte. 583

(Costinha, Oliveira Martins e Dina Teresa numa cena do filme)

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Maria Matos brilha em «A Varanda dos Rouxinóis»

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Maria Matos faz neste filme o papel de D. Inácia, madrinha de Madalena, que vem para Lisboa zelar pelos interesses da afilhada. Escusado será dizer que as cenas em que estes dois monstros do teatro português se confrontam são absolutamente hilárias. Não só o público, mas também a crítica rendeu-se ao talento destes dois atores. Pena será dizer que hoje não é possível visualizarmos este filme pois ele encontra-se incompleto.
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Dois grandes atores em «A Varanda dos Rouxinóis»

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António Silva regressa ao cinema Português num papel á sua altura, o de um empresário, António Gouveia, que numa visita a Alcobaça, conhece Madalena e se convence de que ela daria uma excelente actriz de revista. Faz novamente um papel de malabarista, ardiloso e meio aldrabão que tanto agradava ao público. Mas, o sucesso deste filme deve-se em muito a uma actriz que Leitão de Barros vai buscar para defrontar pela primeira vez nas telas de cinema a António Silva, falamos da grande actriz cómica Maria Matos. Embora já tivessem trabalhado juntos no filme "As Pupilas do Sr. Reitor", é neste filme que se confrontam como rivais, papéis que voltariam a repetir com igual êxito nos filmes "O Costa do Castelo" e "A Menina da Rádio".
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