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Arquivo de November 2013

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«Maria Papoila» estreia com sucesso no Brasil

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 Após o fracasso financeiro que teve com o filme «Bocage», Leitão de Barros decide tentar a comédia popular com o filme «Maria Papoila». O filme demorou 14 semanas a terminar mas foi bastante aplaudido quer na estreia de gala que ocorreu no Casino do Estoril, quer na sua estreia comercial na sala do S. Luíz. O filme viria igualmente a estrear no Brasil onde alcançou igual êxito. Aliás uma curiosidade, enquanto que o filme «Bocage» foi um fracasso em Portugal e em Espanha, no Brasil foi um êxito retumbante.

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Estêvão Amarante canta o fado «O Zé Ninguém»

pap2 Soldado que foste às sortes/ Vai p’ro quartel, não te importes / Que lá, ninguém te faz mal/ Não temas, que não te comem/ Vais aprender a ser homem / P’ra defender Portugal/ Se Deus quiser ainda hás-de voltar à terra/ Mas se tiveres que ir p’ra guerra / Não temas, que és português/ É teu dever saber viver como um forte/ Não tenhas medo da morte / Que só se morre uma vez/ Ó Zé ninguém que és militar/ Se a pátria-mãe tu queres honrar/ Segue o exemplo dum soldado com ralé/ Que morreu e está num templo, mas ninguém sabe quem é/ Soldado, lá na trincheira/ Se vires o porta-bandeira / Tombar com ela no chão/ Levanta-a logo, soldado/ Num trapo verde-encarnado / Tu tens a pátria na mão/ Que a pátria vem nessa bandeira imponente/ Da côr do sol, do poente / Da côr do mar e da esperança/ Defende-a bem, p’ra isso tens a espingarda/ E vestes aquela farda / Com que vencemos em França/  
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Mirita Casimiro canta «Maria Papoila»

cancao_da_papoila_esp_michel_1_0146874001327680349 Sem saudades na lembrança / eu disse adeus / à terrinha e mais ao lar / Levo na alma a luz da esperança e fé em Deus / parto a rir e a cantar / Despedi-me das ovelhas / do meu cão, das casas velhas / do lugar onde nasci/ Que me importo de ir à toa / pois o meu sonho é ver lisboa / mais o mar que eu nunca vi/ [refrão] Adeus, ó terra /adeus linda serra / de neve a brilhar / adeus, aldeia / que eu levo na ideia / nunca mais voltar / Diz que a sorte das pessoas, sempre ouvi / vem do nome que elas têm / coisas más ou coisas boas, vem dai / e comigo calha bem / Ou no monte era moçoila / Tinha o nome de Papoila / que no campo anda a lidar / Mas a Graça bem dizia / como sou também maria / tinha que ir p´ró pé do mar / [refrão] Adeus, ó terra / adeus linda serra / de neve a brilhar / adeus, aldeia / que eu levo na ideia / nunca mais voltar /
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Depoimento de João Bénard da Costa

  (...) Maria Papoila é, a meu ver, a obra mais interessante de quantas nos ficaram desses negros "middle-thirties". (...) Nessa história da pastora beirã que vem para sopeira em Lisboa, Leitão de Barros conseguiu, em grande parte devido à genial criação de Mirita Casimiro - depois de Beatriz Costa, a maior revelação do nosso cinema, infelizmente jamais aproveitada depois -, um retrato admirável da oposição mundo rural, mundo da pequena-burguesia urbana, com pinceladas fulgurantes para o microcosmos dos grandes pilares da ordem portuguesa de então: a família (quer a da casa de Maria Papoila quer a do namorado), o exército (o rapaz dela é mgala) e a justiça, com a magistral sequência em que Maria Papoila se apresenta no tribunal para salvar o magala, com o sacrfício da sua "honra".   João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, ed. Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1991.  
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Depoimento de Leitão de Barros

"Maria Papoila é um filme popular. Realizado dentro de uma técnica simples, pois não pretende revolucionar a cinematografia, procurei rodeá-lo de todas as condições que possam despertar a atenção do público. Foi para ele que trabalhei, sem outras preocupações que não fossem as de realizar espectáculo acessível, no qual a alegria e a emoção têm lugares marcados. A missão do cinema é contar - e quanto mais reportagem da vida, mais certo é. Eis por que a realização do meu filme não tem quaisquer aspectos transcendentes. Pelo contrário, toda a acção decorre numa toada simples, como simples é a história de amor que a anima. Bem sei que o cinema, para muita gente, devia ter características intelectuais e directrizes superiores. Mas a verdade é que a sua feição mais acentuada é a de ser um espectáculo de multidões." 14 Leitão de Barros (em entrevista)
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Os intérpretes de «Maria Papoila»

11Intérpretes: Mirita Casimiro - Maria Papoila / António Silva - Mr. Scott / Eduardo Fernandes - Eduardo da Silveira / Maria Cristina - Margarida / Alves da Costa - Carlos / Emília de Oliveira - D. Efigénia / Joaquim Pinheiro - Soldado 27 / Virgínia Soler - Elvira, a cozinheira da pensão / Amélia Pereira - D. Casimira / António Gomes - Pai de Margarida/ Perpétua dos Santos - Tia Joaquina / Barroso Lopes - Animador do Casino do Estoril e ainda: Armando Machado, Vital dos Santos; Eugénio Salvador; Estevão Amarante; Regina Montenegro; Henrique de Albuquerque... 10 Realização - Leitão de Barros / Producção - Lumiar Filmes / Argumento - Vasco Santana, José Galhardo e Alberto Barbosa / Fotografia - Isy Goldberger, Manuel Luís Vieira e Octávio Bobone / Música - Raul Portela, Raul Ferrão e Fernando de Carvalho. Duração aproximada: 98 mn. P/B Ano de produção: 1937 9
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A História de «Maria Papoila»

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Argumento: A história de uma pastora beirã, uma rapariga humilde e de bom coração, Maria Papoila que vem para servir em Lisboa. Um dia conhece um rapaz rico, Eduardo, um recruta por quem se apaixona e que ela julga ser pobre devido ao seu uniforme de soldado raso. Namoram até descobrir que afinal Eduardo não só é um rapaz rico como também tem namoro com uma rapariga da sua classe, Margarida Noronha Baptista. Um dia de manhã, a mãe de Margarida nota que as suas jóias foram roubadas durante a noite, precisamente a noite em que Eduardo foi visto ao redor da casa - depois de acompanhar, em segredo, Margarida. Eduardo é preso e abandonado pela sua noiva, Margarida, é então que Maria Papoila sacrificando a sua honra, apresenta-se em tribunal para defender aquele que a abandonara. 8
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A comédia popular «Maria Papoila»

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O filme «Maria Papoila» tinha fotografia de Isy Goldberger, Octávio Bobone e Manuel Luís Vieira, música de Frederico de Freitas e Fernando de Carvalho e montagem assinada por Regina Fróis. Apareciam como intérpretes ao lado de Mirita Casimiro, António Silva, Virgínia Soler, Estêvão Amarante, Emília de Oliveira, Eduardo Fernandes, Maria Cristina, Barroso Lopes, Henrique de Albuquerque e Joaquim Pinheiro. A sua estreia verificou-se no São Luíz a 15 de agosto de 1937.

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«Maria Papoila» o novo filme de Leitão de Barros

1Leitão de Barros dá-nos ainda em 1937 outro filme, que fica a marcar, não só a sua primeira incursão nos filmes de ambiente actual, como também o primeiro trabalho seu no campo da comédia cinematográfica. Esse filme tem por título «Maria Papoila» e apresenta a particularidade de ser a primeira actuação de Mirita Casimiro no cinema. Com uma história subscrita por três especialistas do género, José Galhardo, Alberto Barbosa e Vasco Santana, autores também dos diálogos e dos versos, a qual se anunciava com um principal, se não o único, intuito, o de servir a personalidade daquela artista, que se achava então, no apogeu da popularidade, «Maria Papoila» logrou alcançar a sua finalidade, um filme para a grande massa do público, dadas as suas características, voluntariamente procuradas de espectáculo popular e fácil. Cartaz maria papoila2
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Fotos do filme «Revolução de Maio»

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(António Martinez - o perigoso agitador César Valente)

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(António Martinez numa cena do filme)

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(Cena do filme)

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(Maria Clara e António Martinez os protagonistas do filme)

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(A tipografia, a sede da revolução)

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