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Cinema Sonoro

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Finalmente cinema sonoro em Portugal

I0011029-02PX=000000PY=000000 Em 1930 estreia-se em Portugal o filme «Sombras Brancas no Mar do Sul». Era o primeiro filme sonoro a estrear em Portugal e provocou verdadeiras avalanches de público. Ficava claro o seguinte: era urgente a produção de filmes sonoros entre nós. Mas, a falta de meios técnicos, falta de dinheiro e de um estúdio adaptado a essa realidade levantavam grandes dificuldades à concretização desse sonho. Ao fim de largos meses a ouvir-se apenas a voz de artistas estrangeiros em filmes sonoros, a notícia caiu que nem uma bomba no nosso meio artístico e não só: anunciava-se a vinda a Portugal do realizador brasileiro Alberto Cavalcanti, a fim de contratar artistas portugueses para o filme falado «A Canção do Berço». A Paramount dispunha-se a filmar simultâneas versões em idiomas diferentes dos seus filmes. Após criteriosa selecção levada a cabo por Cavalcanti, algumas semanas mais tarde partiam para Paris, os artistas portugueses: Ester Leão, Corina Freire, Raul Carvalho, Alexandre de Azevedo, António Sacramento, Alves da Costa e o pequeno Guilherme Reis." Depois deste filme, a Paramount faz outros.” – Anunciavam as revistas e jornais da época. Evidentemente que uma das razões que moveram a Paramount nessa iniciativa — era satisfazer o Brasil, que, como se sabe, teve sempre um culto decidido e franco pelo cinema americano —- razão essa porque a Paramount  teve no mercado brasileiro uma formidável rede distribuidora que lhe permitiria a sua actual e arrojada iniciativa. Mas isso não interessava nada, o que importava era que finalmente se ia ouvir cinema falado em português. (A actriz Ester Leão assinando o seu contrato com a Paramount perante o realizador Alberto Cavalcanti)
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O nascimento do cinema sonoro

Al Jolson Jazz Singer Premiere O ano de 1927 ocupa, dentro do panorama movimentado e empolgante da história do cinema, uma posição não só das mais importantes como das de maior significado na sua trajectória para o futuro. Operava-se na América do Norte uma reviravolta espectaculosa, lançando os esmagadores alicerces de uma modalidade nova. O cinema sonoro nascia e instalava-se com um à-vontade e força surpreendentes. A 6 de Outubro desse ano surgia o primeiro filme sonoro: «O Cantor de Jazz». O sucesso foi imediato. E, daquele país, o fonocinema galgava, avassaladoramente, os continentes, conquistando por todos os países adeptos, ferrenhos, impondo-se e fixando-se como triunfador. Escassos meses depois, a Europa, por sua vez, apressadamente apetrechava-se e procurava adestrar-se convenientemente, por forma a corresponder à expectativa, ao interesse, ao entusiasmo suscitado pelos filmes sonoros vindos dos estúdios americanos e projectados em grande escala nos écrans de cinema do velho continente. Portugal não devia, também estar ausente ou ficar indiferente ao movimento que se observava nos grandes países. E não ficou, na verdade, como se pode apreciar, para o prestigio nosso e orgulho daqueles que, desde logo, acreditaram incondicionalmente no cinema sonoro. Evocar essa época é, sem dúvida, reviver um dos mais belos e agitados momentos da história do cinema português.
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