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«João Ratão» a segunda realização de Brum do Canto

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«João Ratão» foi levado à tela por Fernando Fragoso, especialista no difícil e importantíssimo sector da adaptação cinematográfica, e pelo próprio realizador, Jorge Brum do Canto, que foram, assim, os autores da adaptação cinematográfica, os quais se viram forçados a alterar sensivelmente o esquema da peça por forma a torná-la convenientemente cinematográfica, embora com a preocupação naturalíssima de manterem, tanto quanto possível, o entrecho de «vaudeville» e, sempre, o espirito da obra teatral donde provinha. «João Ratão» apresenta-se como o segundo trabalho diretivo de Jorge Brum do Canto. 1017
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«João Ratão» o primeiro filme da década de 40

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O ano de 1940 apresenta no seu ativo três produções - «Feitiço do Império», «João Ratão» e «Pão Nosso». «João Ratão», a peça célebre da parceria de João Bastos, Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, e que tinha sido um dos mais extraordinários êxitos do teatro musicado vinte anos antes, interpretada pelo grande Estevão Amarante e levada à cena pela primeira vez no teatro Avenida, em Lisboa, a 23 de Janeiro de 1920, andara durante muito tempo, como é compreensível, nos planos da produção portuguesa, mas é só neste ano que tem finalmente a sua transposição cinematográfica.

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A década das co-produções com Espanha

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Durante os anos quarenta, Espanha e Portugal manterão uma série de contactos políticos e económicos que virão romper com a tradicional apatia que caracterizava as suas relações diplomáticas. As causas desta união são bastantes perceptíveis: ambos os países possuem uma cultura similar, e por sua vez são governados por uma ditadura que se manterá neutra perante um conflito mundial. Perante esta situação, decidem estreitar a sua amizade e suas relações comerciais. Estas conexões, no entanto, abrangem desde a alta diplomacia até a produtos de primeira necessidade, não sendo alheia a esta frutífera amizade a indústria cinematográfica. Porque será precisamente nesta altura que se realizará o maior número de co-produções luso-espanholas? Porque haverá nesta ocasião um intercâmbio constante de artistas e técnicos? Embora a Europa inteira estivesse em guerra com o irrompimento da 2ª Guerra Mundial, Espanha e Portugal declaram-se neutras perante o conflito.

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Posteriormente, Salazar e Franco assinariam um tratado de não-agressão e de amizade em 17 de Março de 1939. Este pacto foi o ponto de partida da transformação das relações de ambos os países, historicamente indiferentes e apáticas, em uma colaboração e amizade quase obrigatória, perante a aparente neutralidade da Península Ibérica. Os sucessos da linha central e os sentimentos germanófilos de alguns políticos fizeram com que Espanha saísse da neutralidade em Junho de 1940. Em consequência disso, o Embaixador Teotónio Pereira, a 29 de Junho de 1940, promove a assinatura de um protocolo adicional que rectificasse a amizade da Península Ibérica tranquilizando assim os portugueses. Quando os EUA entram na guerra em Dezembro de 1941, a Espanha adquire um papel mais moderado no seu posicionamento estratégico. Neste momento, uma aliança com Portugal, aliado histórico de Inglaterra, é fundamental para assegurar a continuidade da não agressividade entre ambos os Países. Neste momento, as relações cinematográficas entre ambos os Países multiplicam-se, começando assim uma política de colaboração, que vai levar ao início de inúmeras co-produções, embora seja digno de nota, que as relações cinematográficas entre ambos os Países já tivesse iniciado antes da guerra, no entanto foi durante e no após guerra que ela se vai intensificar. (Artigo baseado na obra de Isabel Sempere)

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A década de 40 – 3ª parte

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Esta é também a década das co-produções com Espanha e com o Brasil, o que leva alguns actores portugueses a irem para lá para filmarem, e actores espanhóis a virem de lá para cá. E é precisamente com uma produção brasileira, "Vendaval Maravilhoso" que a década se fecha, o filme é um autêntico fracasso tanto no nosso país como no Brasil, e assinala o início da decadência do nosso cinema.

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A década de 40 – 2ª parte

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Como não existia em Portugal actores de raiz de cinema, tinha que se ir buscar ao teatro os grandes actores de então, que acabam por trazer para o cinema a sua condição teatral. Mas, a partir de meados desta década começam a surgir os primeiros actores que não vinham do teatro, mas que eram escolhidos por concurso para entrarem no mundo do cinema, era o caso de Virgílio Teixeira, Milú, Leonor Maia, António Vilar, Julieta Castelo, Maria Eugénia, Fernando Curado Ribeiro, etc... Esta é a década das grandes produções históricas como Camões, Inês de Castro ou Vendaval Maravilhoso. É a década do surgimento de Amália Rodrigues no cinema, e o curioso é que são precisamente os seus filmes os que mais sucesso irão fazer.

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A década de 40 - 1ª parte

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Depois de uma década de ouro para o nosso cinema, na década de quarenta vai-se explorar até ao limite os géneros que tinham feito sucesso na década anterior. As produções de António Lopes Ribeiro vão apostar na comédia à portuguesa, bem como Arthur Duarte; Leitão de Barros vai apostar nas produções históricas; Henrique de Campos no filme rural e por aí adiante. O sucesso dos filmes deve-se muitas vezes aos grandes actores do teatro de então: António Silva, Vasco Santana, Teresa Gomes, Ribeirinho, Maria Matos, Lucília Simões, Maria das Neves, Erico Braga, entre muitos outros. Numa altura em que a Europa estava envolvida na 2ª Guerra Mundial, que Portugal vivia um período de racionamento de alimentos, o cinema era considerado como a grande distracção do povo. laura1254
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Fotos do filme «A Varanda dos Rouxinóis»

( Madalena Sotto)

(Filmagens do filme)

(Filmagens do filme)

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Publicidade da época à estreia do filme «A Varanda dos Rouxinóis»

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(Publicidade ao filme «A Varanda dos Rouxinóis»)

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Os Técnicos de «A Varanda dos Rouxinóis»

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Ainda no setor técnico destacavam-se os responsáveis pela excelente fotografia do filme, Salazar Dinis e Octávio Bobone. Foi diretor da produção o Dr. Rodrigues Pinto, então Presidente do Conselho da Administração da Tobis, sendo António Vilar o caracterizador do filme. Foram assistentes António César dos Santos, Fernando Silva e Antero Faro. O som era de Sousa Santos e a montagem de Peter Meyrowitz e de Regina Fróis. Como anotador estava um profissional já muito batido nas lides do cinema português, Estácio de Barros. O filme estreia-se no Tivoli a 19 de Dezembro de 1939.    
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A música de «A Varanda dos Rouxinóis»

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Na parte técnica e criativa colaboraram também na produção de «A Varanda dos Rouxinóis». João Bastos, além do argumento, como autor dos versos das canções que o filme apresentava: a «Canção da Varanda», com música de Frederico de Freitas, a quem pertencia também a música de «Janelinha da Trapeira» e de «Chapelinho ao Lado», sendo de Cruz e Sousa a melodia da «Marcha dos Campeões». Frederico de Freitas escreveu ainda a partitura musical do filme.
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