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«Tinoco em Bolandas» uma agradável comédia da Invicta Films

tinocoembolandas_01 Consequência dos inegáveis méritos artísticos do actor António Pinheiro, Castro Lopes, então director artístico da «Invicta Film», contrata por três anos aquele artista, como actor e encenador, a partir de janeiro de 1922. Em abril de 1922 foi dada a primeira volta da manivela de «Tinoco em Bolandas», primeira realização de António Pinheiro e engraçada comédia de quatro partes, extraída de «A Chávena de Chá», original de José Carlos dos Santos. O desempenho dos diversos personagens esteve a cargo do realizador, Maria Clementina, Otelo de Carvalho, Adriana Guimarães, Maria Campos, Aida de Albuquerque, Pedro Santos, entre outros. Apesar de ter sido produzida e montada esta pelicula em 1922, apenas foi estreada no dia 1 de Fevereiro de 1924.
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Mais um êxito da Invicta Films

 

O enredo gira em torno do adultério cometido por Luísa e seu primo Basílio, acabado de regressar do Brasil. Luísa está casada com Jorge há três anos, mas acaba por deixar-se seduzir pelo primo que fora o primeiro a fazer-lhe a corte, quando esta tinha apenas dezoito anos. Mas Basílio repudia Luísa depois de a ter seduzido e parte para Paris. Em casa, Luísa descobre que a sua Governanta apanhou as cartas de Basílio, fazendo chantagem do segredo em troca de jóias, vestidos e regalias, num crescendo de exigências. Jorge, desconfia e acaba por saber tudo. Luísa adoece gravemente e acaba por morrer.

 

   
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«O Primo Basílio» uma obra prima do cinema mudo

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A Invicta Film assume a responsabilidade da cinematização de uma obra do imortal romancista Eça de Queiroz, responsabilidade que, até hoje, ainda não foi igualada por qualquer produtor. A tarefa era difícil e árdua, mas salvo certos deslizes, compreensíveis em obra de tal envergadura, a fita agradou a todos na época. A realização foi entregue uma vez mais a George Pallu. O papel da criada Juliana coube à imortal artista Ângela Pinto. Luísa, a simpática prima, foi interpretada por Amélia Rey Colaço. A completar o elenco: Raul de Carvalho como Jorge, Robles Monteiro como Basílio, António Pinheiro, Duarte Silva, Arthur Duarte, Regina Montenegro, Deolinda Sayal entre outros. Este filme estreou-se em Lisboa, no Salão central, no dia 16 de Março de 1923.

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«O Destino» - a primeira produção de 1922

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 Neste ano fundam-se duas empresas produtoras de filmes, a «Caldevilla Film» e «Fortuna Film». Raúl de Caldevilla que se tinha especializado em questões publicitárias e com a comparticipação de capitalistas nortenhos funda em Lisboa, a «Caldevilla Film». Virgínia de Castro e Almeida, a conhecida romancista chegada havia pouco tempo de França, onde tinha acompanhado com vivo interesse o incremento cinematográfico francês, apaixonada pela 7ª arte e, com dinheiro seu, monta a «Fortuna Film». Mais duas empresas a juntar à próspera «Invicta Film» e que fizeram do ano 1922 um ano glorioso para o cinema português. Neste ano. Foram produzidas as seguintes películas:
«O Destino», obra melodramática com argumento do jornalista Ernesto de Meneses. Produção da «Invicta Film» e com realização de George Pallu, Á frente do elenco os nomes sonantes de Palmira Bastos, António Pinheiro, Henrique de Albuquerque, Maria Clementina, Maria Emília Castelo Branco, António Sacramento, entre outros.
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Os filmes de 1921

49 Seguiram-se os filmes «Quando o Amor Fala», novamente da Invicta e realizado por George Pallu. Na interpretação os artistas: Duarte Silva, Maria de Oliveira, Maria Campos e Rafael Marques. «Quando o Amor fala» era uma despretensiosa comédia de curta-metragem e de pouco valor artístico e técnico. Seguiu-se «A Morgadinha de Val Flor», filme produzido pela «Lisboa Film» e dirigido por Ernesto de Albuquerque, que simultaneamente assinava a fotografia. O papel de Morgadinha era interpretado por Auzenda de Oliveira. Seguiam-se os actores Augusto de Melo, Erico Braga, Maria Sampaio, Mário Santos, Maria Pia de Almeida e Arthur Duarte, que aqui se estreava no cinema.  A última produção de 1921 foi «A Velha Gaiteira», filme com Emília de Oliveira, Otelo de Carvalho, Carlos Machado, Isaura Rocha e João Ataíde.
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O argumento do filme «Mulheres da Beira»

mulheresdabeira_1b Sinopse: História de Aninhas, uma jovem e bela camponesa com grandes ambições na vida, que despreza o amor de um pastor, André. Ao conhecer o Fidalgo da Mó, acede ao seu pedido de o acompanhar ao Porto, acreditando nas suas promessas de idílio amoroso e material. Mas o fidalgo cedo se cansa dela, trocando-a por uma amante, que recebe Aninhas na mansão onde vive. Humilhada, regressa a casa mas o ganancioso pai escorraça-a, desiludido por não ter trazido fortuna do fidalgo. Aninhas tenta refugiar-se no Convento, mas as freiras, sabendo do seu percurso, fazem-na beijar um crucifixo e a seguir recusam a sua presença. Desesperada, dirige-se para o precipício de Misarela, mas é avistada por André que, depois de muito procurar, a maldizeu ao saber que ela estava com o fidalgo. Impedindo-a, momentaneamente, de se atirar declara-lhe o seu amor. Aninhas, reconhece o amor que desprezara, mas agora sente-se, ela, indigna dos sentimentos de André.
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«Mulheres da Beira» mais um clássico da Invicta

13 Os restantes filmes desse ano foram: «Mulheres da Beira» filme realizado pelo Italiano Rino Lupo e para a «Invicta Film». Este filme tinha a acção passada em Arouca, e era baseado num conto de Abel Botelho e que a autor intitulava «A frecha de Misarela». A ficha artística era composta com os nomes de Brunilde Júdice, António Pinheiro, Rafael Marques, Maria Júdice da Costa, Ana de Oliveira, Mário Santos, Duarte Silva entre outros.
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«Amor de Perdição» um clássico da Invicta Film

 

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Em 1921 concretiza-se a primeira versão fílmica do célebre clássico de Camilo Castelo Branco, «Amor de Perdição». Sem dúvida, uma aventura arrojada para a época, em esforço de produção e na precária dimensão da nossa indústria cinematográfica, devido aos cuidados postos pela «Invicta Film» em manter fidelidade ao espírito romanesco. A realização coube ao francês George Pallu, na altura a viver há cerca de três anos entre nós. Tadeu de Albuquerque foi interpretado por Pato Moniz, Simão Botelho por Alfredo Ruas, Mariana por Brunilde Júdice, Teresa por Irene Grave, João da Cruz por António Pinheiro, Baltazar Coutinho por Samwel Diniz, entre outros.
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As produções de 1920

 

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Em 1920 produzem-se três filmes, dois pela «Invicta Film» e outro pela «Lusa Film», produtora de Lisboa. Os filmes foram: «O Amor Fatal» dirigido por George Pallu e com interpretação de Pato Moniz, Maria Emília Ferreira, Alfredo Henriques, Maria Campos, Duarte Silva e outros; «O Barba Negra», comédia policial novamente de George Pallu. Nesta movimentada pelicula participavam os actores Teodoro Santos, Maria Campos, Maria de Oliveira, Duarte Silva e o domador de leões Guido Fazio com as suas feras amansadas; o terceiro e a única produção de Lisboa desse ano era «O Condenado», cujo argumento fora extraído da peça, com o mesmo nome, de Afonso Gayo, sendo o filme dirigido pelo francês Mário Huguim.  No elenco artístico, contavam-se os nomes de Joaquim de Oliveira, no protagonista; Maria Sampaio, que fazia aqui a sua estreia no cinema; Joaquim Costa; Almada Negreiros, num papel de cínico; Joaquim de Albuquerque, entre outros. «O Condenado» agradou bastante na altura.
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Nascimento Fernandes regressa ao cinema

ShowInfographicImageBySizeFormatCA7BDTRR Nascimento Fernandes, no máximo da sua carreira teatral, figura obrigatória em todos os triunfos do nosso Teatro Ligeiro e grande entusiasta do cinema, desde que tinha interpretado uma das figuras de «Rapto de Uma Actriz», «sketch» cinematográfico da revista «Ó da Guarda», a que já nos referimos, funda uma sociedade com a actriz e sua esposa, Amélia Pereira, realizando e interpretando as principais figuras de «Vida Nova», «Nascimento Sapateiro» e «Nascimento Músico», três comédias que tinham como principal atractivo e merecimento, o grande sentido humorístico de Nascimento Fernandes. Todas estas peliculas foram filmadas em 1919 em estúdios espanhóis, mais concretamente em Barcelona.
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