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«Cláudia» a nova aposta da Invicta Films

25 Em 1923, assinala-se uma radical alteração na Invicta Film, em perspectivas e temáticas. Embora com sucesso de público, os «assuntos portugueses», populares e realistas, cederam a uma produção artificiosa e cosmopolita, segundo requisitos internacionais que visavam outros mercados no estrangeiro. Procurando novos mercados para os seus filmes, a «Invicta Film» decide contratar para vedeta do seu novo filme a estrela do cinema francês Francine Mussey. É assim que em 1923 começam as filmagens  do filme «Cláudia» por Georges Pallu .  A experiência não correu mal, pois Francine Mussey obteve em «Cláudia» um magnífico triunfo de interpretação num papel difícil e diverso. O filme foi igualmente vendido para França. O elenco português desta película não desmereceu, da comparação, com a vedeta francesa. António Pinheiro, Emília de Oliveira, Mário Pedro, Flora Frizzo e Erico Braga, deram brilho às restantes personagens de «Cláudia». O filme era uma adaptação modernizada sobre o conto de Charles Perrault, «A Gata Borralheira» adaptada à protagonista.
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«As Pupilas do sr. Reitor» o ultimo filme da Caldevilla Film

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O filme «As Pupilas do Sr. Reitor» de 1922 foi o segundo filme do francês Maurice Mariaud para a «Caldevilla Film». A adaptação do famoso romance ao cinema foi feita por Campos Monteiro, e no elenco surgiam os nomes de Maria Helena e Maria de Oliveira nas pupilas; Eduardo Brazão no Reitor; Duarte Silva no João Semana; Manuel de Oliveira no José das Dornas; Arthur Duarte como Daniel e Vasco Gondomar como Pedro. A filmagem de interiores concretizou-se na abegoaria da Quinta das Conchas, em Lisboa. Mas após este filme a «Caldevilla Film» encerrava as suas portas em um leilão publico.

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O filme «Os Faroleiros» destaca-se nas produções de 1922

 

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Nesse mesmo ano, de 1922, produzem-se os filmes «Tempestades da Vida» de Augusto de Lacerda, interpretado pelos actores Augusto de Lacerda, Brunilde Júdice, Fernanda Pereira, Duarte Silva e Aldina de Sousa. Segue-se o filme «Os Faroleiros» do francês Maurice Mariaud. Este realizador é contratado pela «Caldevilla Film» em 1922 para dirigir este filme cuja história incidia sobre um triângulo amoroso, vivida numa aldeia de pescadores, culminando num farol do litoral. Nos intérpretes surgiam entre outros os nomes de Maria Sampaio e Castro Neves. Os restantes filmes foram «Sereia de Pedra», produção da «Fortuna Film», adaptado do romance «Obra do Diabo» de Virgínia de Castro e Almeida. A realização coube a Roger Lion. Segue-se o filme «O Rei da Força» realizado por Ernesto de Albuquerque e protagonizado por Rui Cunha, Amélia Perry, Lina de Albuquerque, Duarte Silva, Maria Sampaio entre outros. «O Centenário» foi realizado pelo autor teatral Lino Ferreira, baseado numa peça escrita pelos famosos irmãos Quintero. O elenco era de primeira linha, com os nomes sonantes de Ilda Stichini, José Ricardo, Joaquim Costa, Rafael Marques e Jorge Grave. A terminar o ano, surgia a primeira versão do famoso romance de Júlio Dinis, «As Pupilas do Sr. Reitor».

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«Tinoco em Bolandas» uma agradável comédia da Invicta Films

tinocoembolandas_01 Consequência dos inegáveis méritos artísticos do actor António Pinheiro, Castro Lopes, então director artístico da «Invicta Film», contrata por três anos aquele artista, como actor e encenador, a partir de janeiro de 1922. Em abril de 1922 foi dada a primeira volta da manivela de «Tinoco em Bolandas», primeira realização de António Pinheiro e engraçada comédia de quatro partes, extraída de «A Chávena de Chá», original de José Carlos dos Santos. O desempenho dos diversos personagens esteve a cargo do realizador, Maria Clementina, Otelo de Carvalho, Adriana Guimarães, Maria Campos, Aida de Albuquerque, Pedro Santos, entre outros. Apesar de ter sido produzida e montada esta pelicula em 1922, apenas foi estreada no dia 1 de Fevereiro de 1924.
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Mais um êxito da Invicta Films

 

O enredo gira em torno do adultério cometido por Luísa e seu primo Basílio, acabado de regressar do Brasil. Luísa está casada com Jorge há três anos, mas acaba por deixar-se seduzir pelo primo que fora o primeiro a fazer-lhe a corte, quando esta tinha apenas dezoito anos. Mas Basílio repudia Luísa depois de a ter seduzido e parte para Paris. Em casa, Luísa descobre que a sua Governanta apanhou as cartas de Basílio, fazendo chantagem do segredo em troca de jóias, vestidos e regalias, num crescendo de exigências. Jorge, desconfia e acaba por saber tudo. Luísa adoece gravemente e acaba por morrer.

 

   
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«O Primo Basílio» uma obra prima do cinema mudo

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A Invicta Film assume a responsabilidade da cinematização de uma obra do imortal romancista Eça de Queiroz, responsabilidade que, até hoje, ainda não foi igualada por qualquer produtor. A tarefa era difícil e árdua, mas salvo certos deslizes, compreensíveis em obra de tal envergadura, a fita agradou a todos na época. A realização foi entregue uma vez mais a George Pallu. O papel da criada Juliana coube à imortal artista Ângela Pinto. Luísa, a simpática prima, foi interpretada por Amélia Rey Colaço. A completar o elenco: Raul de Carvalho como Jorge, Robles Monteiro como Basílio, António Pinheiro, Duarte Silva, Arthur Duarte, Regina Montenegro, Deolinda Sayal entre outros. Este filme estreou-se em Lisboa, no Salão central, no dia 16 de Março de 1923.

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«O Destino» - a primeira produção de 1922

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 Neste ano fundam-se duas empresas produtoras de filmes, a «Caldevilla Film» e «Fortuna Film». Raúl de Caldevilla que se tinha especializado em questões publicitárias e com a comparticipação de capitalistas nortenhos funda em Lisboa, a «Caldevilla Film». Virgínia de Castro e Almeida, a conhecida romancista chegada havia pouco tempo de França, onde tinha acompanhado com vivo interesse o incremento cinematográfico francês, apaixonada pela 7ª arte e, com dinheiro seu, monta a «Fortuna Film». Mais duas empresas a juntar à próspera «Invicta Film» e que fizeram do ano 1922 um ano glorioso para o cinema português. Neste ano. Foram produzidas as seguintes películas:
«O Destino», obra melodramática com argumento do jornalista Ernesto de Meneses. Produção da «Invicta Film» e com realização de George Pallu, Á frente do elenco os nomes sonantes de Palmira Bastos, António Pinheiro, Henrique de Albuquerque, Maria Clementina, Maria Emília Castelo Branco, António Sacramento, entre outros.
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Os filmes de 1921

49 Seguiram-se os filmes «Quando o Amor Fala», novamente da Invicta e realizado por George Pallu. Na interpretação os artistas: Duarte Silva, Maria de Oliveira, Maria Campos e Rafael Marques. «Quando o Amor fala» era uma despretensiosa comédia de curta-metragem e de pouco valor artístico e técnico. Seguiu-se «A Morgadinha de Val Flor», filme produzido pela «Lisboa Film» e dirigido por Ernesto de Albuquerque, que simultaneamente assinava a fotografia. O papel de Morgadinha era interpretado por Auzenda de Oliveira. Seguiam-se os actores Augusto de Melo, Erico Braga, Maria Sampaio, Mário Santos, Maria Pia de Almeida e Arthur Duarte, que aqui se estreava no cinema.  A última produção de 1921 foi «A Velha Gaiteira», filme com Emília de Oliveira, Otelo de Carvalho, Carlos Machado, Isaura Rocha e João Ataíde.
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O argumento do filme «Mulheres da Beira»

mulheresdabeira_1b Sinopse: História de Aninhas, uma jovem e bela camponesa com grandes ambições na vida, que despreza o amor de um pastor, André. Ao conhecer o Fidalgo da Mó, acede ao seu pedido de o acompanhar ao Porto, acreditando nas suas promessas de idílio amoroso e material. Mas o fidalgo cedo se cansa dela, trocando-a por uma amante, que recebe Aninhas na mansão onde vive. Humilhada, regressa a casa mas o ganancioso pai escorraça-a, desiludido por não ter trazido fortuna do fidalgo. Aninhas tenta refugiar-se no Convento, mas as freiras, sabendo do seu percurso, fazem-na beijar um crucifixo e a seguir recusam a sua presença. Desesperada, dirige-se para o precipício de Misarela, mas é avistada por André que, depois de muito procurar, a maldizeu ao saber que ela estava com o fidalgo. Impedindo-a, momentaneamente, de se atirar declara-lhe o seu amor. Aninhas, reconhece o amor que desprezara, mas agora sente-se, ela, indigna dos sentimentos de André.
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«Mulheres da Beira» mais um clássico da Invicta

13 Os restantes filmes desse ano foram: «Mulheres da Beira» filme realizado pelo Italiano Rino Lupo e para a «Invicta Film». Este filme tinha a acção passada em Arouca, e era baseado num conto de Abel Botelho e que a autor intitulava «A frecha de Misarela». A ficha artística era composta com os nomes de Brunilde Júdice, António Pinheiro, Rafael Marques, Maria Júdice da Costa, Ana de Oliveira, Mário Santos, Duarte Silva entre outros.
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